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  • 23 de abril de 2019

    Thais Schiavo

    Arquiteta


    Leitura: 9 min

    De olhos bem abertos para a arquitetura do Inhotim

    De olhos bem abertos para a arquitetura do Inhotim

    Resolvi conhecer o Inhotim depois de ver no Instagram as fotos de um amigo que tinha feito essa viagem recentemente. Olhei para aquele lugar, por meio da tela do celular, e me deslumbrei de repente. Um tempo depois, organizei o passeio para ir com minha família, e me lembro como se fosse hoje da sensação de entrar na Galeria Claudia Andujar (G23) pela primeira vez. As luzes, a sombra, o corredor que nos leva até a primeira sala, os tijolos… era tudo feito de uma forma muito especial para abrigar um trabalho tão potente como o dela. No último carnaval, dois anos depois dessa visita, decidi voltar para colocar em prática um projeto pessoal: escrever conteúdos sobre arquitetura para compartilhar com quem gosta no meu site. Não existia nenhum lugar melhor para começar a costurar palavras sobre projetos que admiro.

    Meu encantamento pela Galeria Claudia Andujar começou pelo corredor de acesso, que já emociona à primeira vista. A composição de tijolos artesanais dispostos de forma inusitada nos convida a conhecer o interior da galeria. Os tijolos estão dispostos de forma ritmada, o que torna o edifício único, criando uma relação incrível de cheios e vazios, realçando um interessante jogo de luz e sombra e dialogando de forma sensível com as obras fotográficas expostas no espaço.

    A fachada, assim como algumas áreas internas, é revestida pelos mesmos tijolos, trazendo identidade ao projeto. Além disso, me chamou a atenção a iluminação zenital, proporcionada por diferentes vazões de raios solares na cobertura da edificação. Esse tipo de disposição de luz, junto à abertura de vidros no interior, permite uma forte integração com a área externa. Ao visitar essa galeria, pare e perceba o efeito sinestético que a materialidade, a disposição dos espaços, a paginação ritmada dos tijolos e a sutileza da luz invadindo gentilmente o espaço lhe proporciona.

    Design sem nome (8)

    Não muito longe dali está a Galeria Miguel Rio Branco (G16), com uma volumetria escultórica que chama atenção à primeira vista. Observando de longe o prédio, fica evidente a forma do pavimento superior suspenso em um grande declive. A forma remete a um monólito com inclinações variadas, agressivo e frio. Fechado, sem janelas, e com vedação em aço, cria uma atmosfera sombria que dialoga com as obras abrigadas no prédio. Por meio de fotos, vídeos e projeções com cores vivas, a curadoria reuniu ali trabalhos que retratam recortes de realidades vulneráveis, como a Série Maciel (1979), realizada no Pelourinho, em Salvador. Para compensar a escuridão das salas, o acesso a elas é feito por uma escada iluminada pelos feixes de luz do sol que a abertura zenital proporciona.

    miguel rio brano

    Passando pela rota rosa do mapa, subimos até a galeria Doug Aitken (G10), onde está o Sonic Pavillion (2009), popularmente conhecido como “O Som da Terra”. Esse projeto se destaca pela maneira como a construção trabalha a relação entre forma e função. Trata-se de um pavilhão, composto de vidro e aço, de formato circular, revestido por uma película plástica. Ao centro dele, um poço tubular com cerca de 200 metros de profundidade dotado de um sofisticado sistema de microfones que (pasmem!) amplifica o som da Terra em tempo real! Muitos visitantes escolhem contemplar o som em um banco de madeira que circunda o perímetro da galeria. O fato de se sentarem em forma de círculo, com o poço ao centro do espaço, traz o efeito sinestésico de apreciação sonora necessário para uma obra como esta. A experiência é transformadora!

    Design sem nome (9)

    Outro grande exemplo de sintonia entre forma e função é a Galeria Cosmococa (G15). Sua volumetria externa é composta por cinco salas de experimentação conectadas por um hall central. Ao entrar, os visitantes podem transitar livremente entre as salas de experimentação, na ordem em que preferirem. Inclusive, na visão do artista Hélio Oiticica, o visitante aqui vai além da passividade costumeira, quando se trata de museus e galerias de arte. Procurando desconstruir a lógica estabelecida entre observador e objeto, para ele, todos que entram nas Cosmococas são “participadores”, por terem um papel ativo na tarefa de conferir sentido à obra.

    Sobre a fachada, o revestimento em pedras difere a galeria das demais, trazendo um conceito único e monumental ao projeto. Em contrapartida, a cobertura verde acessível pelo nível mais alto do parque, integra o projeto ao paisagismo, proporcionando um extenso espaço de contemplação e contato com o horizonte. É uma experiência fenomenal visitar a esse lugar!

    Design sem nome (10)

    Na mesma rota da Galeria Cosmococa, encontramos a Galeria Adriana Varejão (G7), com formas que podem parecer rígidas, mas que permitem fluidez de percursos, já que pode ser visitada a partir do pavimento térreo e também pela cobertura do edifício. Em contraste com sua forma brutal e a materialidade em concreto armado, os espelhos d’água em formatos geométricos imprimem leveza e refletem a natureza que circunda o edifício. As aberturas também são zenitais e iluminam indiretamente as obras de arte de forma poética e sensível. Trata-se de mais um exemplo da integração entre arquitetura, arte e natureza no Instituto.

    Design sem nome (7)

    Por fim, não poderia deixar de expressar o meu encantamento pela Galeria Psicoativa Tunga (G21). Seu pavilhão amplo, diferente das galerias que já citei aqui, confere um caráter flexível no que se trata de exposição de obras de arte. O pé direito alto, a fachada livre e um grande espaço interno permitem a exposição de diversos tipos e tamanhos de trabalhos artísticos sob diversos pontos de vista. Foi ali que vi aquela belíssima obra À Luz de Dois Mundos (2005).

    Design sem nome (11)

    Essas, para mim, são as galerias com arquitetura mais marcantes no Inhotim. Enquanto algumas apresentavam forte relação entre a espacialidade e a obra exposta, como as Galerias Doug Aitken e Cosmococa, outras apresentam caráter mais flexível e mutável, como a Galeria Cláudia Andujar e Adriana Varejão. Outra diferença marcante entre elas é a materialidade. As escolhas feitas no momento de definir qual o material que seria empregado em cada projeto ajudou a definir o caráter e a identidade de cada uma. Em comum entre todas elas, há o forte padrão de integração entre o que existe por dentro – obras de arte – e o que existe por fora – paisagismo.

    Para mim, visitar Inhotim é ter contato com outras possibilidades de vivência da arte e da natureza. Mais do que é possível expressar em um texto, cabe a cada um experimentar as diversas sensações que as galerias, as obras e os jardins despertam de forma particular em nós.

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    18 de abril de 2019

    Redação Inhotim


    Leitura: 4 min

    Inhotim para Todxs beneficia integrantes de programas sociais

    Inhotim para Todxs beneficia integrantes de programas sociais

    Representantes das secretarias de Saúde e de Desenvolvimento Social de Brumadinho, Mário Campos e Sarzedo oficializaram, nessa quarta-feira (17), suas participações no programa Inhotim para Todxs. O projeto socioeducativo permite o acesso de integrantes de programas sociais, associações e grupos comunitários aos acervos e espaços do Instituto, com isenção da entrada no Parque. Mais de 94 mil pessoas já foram beneficiadas pela iniciativa, desenvolvida desde 2011.

    Para os três municípios citados, além da gratuidade e do acolhimento, os grupos têm transporte gratuito de ida e volta ao espaço. São atendidas instituições públicas e de organizações da sociedade civil, como Associações de Pais e Amigos dos Excepcionais (APAEs), Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) e Organizações Não Governamentais (ONGs).

    Em 2018, foram realizados mais de 11 mil atendimentos de 99 cidades de Minas Gerais, a maioria da Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH), além de Curitiba (PR), Rio de Janeiro (RJ) e São Paulo (SP).

    Para 2019, a meta é potencializar esse acolhimento. Segundo a diretora executiva do Instituto Inhotim, Renata Bittencourt, o projeto reforça o caráter inclusivo da Instituição. “O programa potencializa o alcance dos relacionamentos do Inhotim, trazendo um público com perfil diversificado. Por meio do acolhimento especializado da equipe Educativa, crianças, jovens, idosos e demais participantes podem desfrutar da beleza do nosso Jardim Botânico e se relacionar com as obras”, comenta.

    Além da democratização do acesso ao Instituto, o Inhotim para Todxs contribui com o repertório cultural desse público. “O trabalho é bem mais amplo do que a adequação de espaços físicos. É o debate da acessibilidade de forma mais completa e plena, aumentando a aproximação com a arte, a botânica e um bom conteúdo em geral”, observa Lidiane Arantes, supervisora de Educação do Inhotim.

    Os agendamentos para o programa começaram nessa terça-feira (16) e podem ser feitos por quaisquer instituições públicas e organizações da sociedade civil, por meio dos contatos: 3571-9733 e inhotimparatodxs@inhotim.org.br.

    O Inhotim para Todxs tem o patrocínio do Instituto Unimed BH.

    Depoimentos

    “O projeto é de suma importância para a retomada da vida normal de Brumadinho, uma vez que nossos atendimentos, até então, estavam concentrados para a população mais atingida pelo rompimento da barragem”.

    Jane Mota, assistente social, representante da Secretaria de Desenvolvimento Social de Brumadinho.

    “O Inhotim para Todxs contribui para darmos mais oportunidades a quem não tem acesso à cultura”.

    Marcelina Maria Campos França, secretária de Desenvolvimento Social de Mário Campos.

    “O impacto desse projeto é muito positivo para nossa cidade. Ter um local maravilhoso como o Inhotim e próximo a nós é muito importante. É mais do que lazer, é cultura”.

    Adílio Gonçalves de Oliveira, assistente social, representante da Secretaria de Desenvolvimento Social de Sarzedo.

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    11 de abril de 2019

    Redação Inhotim


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    Leitura: 5 min

    Nosso Inhotim dá entrada gratuita a quem mora em Brumadinho; cadastros começam nesta sexta (12)

    Nosso Inhotim dá entrada gratuita a quem mora em Brumadinho; cadastros começam nesta sexta (12)

    A primeira ação de cadastro do Nosso Inhotim em Brumadinho acontece nesta sexta-feira (12/4) e neste sábado (13/4), das 10h às 14h, na Rodoviária da cidade. O programa, que existia desde 2014 concedendo meia-entrada a quem comprovasse residência na cidade, agora se amplia, dando aos inscritos entrada gratuita em qualquer dia de visitação e 50% de desconto nos eventos realizados no Parque.

    A ação dá início à agenda de 2019 do Instituto, convidando todos e todas a estarem presentes no Inhotim e em Brumadinho, nossa maneira de trazer novas memórias à região.

    Antecipamos algumas dúvidas que possam surgir sobre o cadastramento:

    – Como vai funcionar o cadastro para o Nosso Inhotim?
    Nossas equipes estarão nesta sexta (12/4) e neste sábado (13/4) na Praça da Rodoviária, em Brumadinho fazendo os cadastros. É necessário que as pessoas levem um xerox do comprovante de residência e o documento de identidade. Quem fizer a inscrição com a gente nesse primeiro encontro, poderá entrar gratuitamente no Inhotim a partir da próxima sexta, no feriado da Semana Santa.  O nome dela estará em uma lista que deixaremos na Recepção.

    -Tem problema alguém da família fazer o cadastro?
    Não, desde que seja um grau de parentesco próximo (pai, mãe, filhos ou irmãos). Nesse caso, é necessário que essa pessoa leve as cópias dos documentos de identidade – que confirmem esse parentesco – e de comprovação de residência.

    -Quem pode se cadastrar no programa?
    Podem se cadastrar moradores de Brumadinho, de todas as idades, mediante a comprovação da residência na cidade. Não faremos o cadastro de crianças de até 5 anos pois elas já não pagam a entrada.

    -O que o programa vai oferecer?
    Quem se cadastrar no programa vai ter entrada gratuita e desconto de 50% nos eventos organizados pelo Inhotim.

    -A entrada gratuita será permanente?
    O cadastro é válido por dois anos, quando será necessário fazer uma nova inscrição, comprovando a residência em Brumadinho uma outra vez.

    -Só será possível cadastrar dessa vez?
    Esta será somente a primeira ação de cadastramento. Estamos planejando estendê-las durante todo o ano. A próxima oportunidade já confirmada para quem não puder ir até a Rodoviária neste primeiro momento será nos dias 10 e 11 de maio, no mesmo local.

    -Quando a carteirinha ficará pronta?
    A previsão é de cerca de vinte dias após o cadastramento. Elas estarão disponíveis na recepção onde os donos poderão buscar, mediante a apresentação de um documento de identidade.

    -Assim que eu fizer meu cadastro já será possível utilizar o benefício?
    No caso desta primeira ação de cadastramento, as entradas para os inscritos estarão liberadas a partir da outra sexta (19/4). Em outras situações, as pessoas inscritas serão avisadas sobre o prazo para entrega no dia em que as inscrições serão feitas.

    -Vocês planejam outras ações para a cidade?
    Os cadastros do programa Nosso Inhotim representam o começo de uma agenda de programações culturais e educativas que têm como objetivo principal trazer a presença das pessoas para Brumadinho e para o Inhotim. O segundo evento especial já confirmado nessa agenda será o show do Lenine, marcado para sábado (27/4) e a apresentação da Orquestra da Maré no domingo (28/4). As pessoas inscritas no programa terão direito à meia-entrada no dia do show (compre seu ingresso clicando aqui), e à entrada livre no dia da orquestra.

    Esperamos pelos moradores e moradoras de Brumadinho durante todo o ano!

    Confirme, inspire e espalhe sua presença por aqui!

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    10 de abril de 2019

    Redação Inhotim


    Leitura: 4 min

    Inhotim busca novos olhares com mudança na diretoria

    Inhotim busca novos olhares com mudança na diretoria

    Antonio Grassi assume o cargo de diretor-presidente e Renata Bittencourt, experiente gestora cultural, a Diretoria Executiva

    A mudança na diretoria do Instituto busca aprimorar a gestão para o desenvolvimento de projetos ainda mais relevantes no contexto atual, além de ampliar o papel do Inhotim como interlocutor cultural. Renata Bittencourt, ex-diretora do Instituto Brasileiro de Museus (Ibram), assume o cargo de diretora executiva do Inhotim. Com vasta experiência profissional e acadêmica nas áreas de arte, educação e cultura, Renata chega para agregar um novo olhar aos trabalhos do Instituto e somar esforços na recuperação da cidade.

    Antonio Grassi assume o cargo de diretor-presidente. Na Instituição desde 2012, ele assina a programação cultural e é responsável pelas relações institucionais do Inhotim. “Além de principal indutor do turismo de Brumadinho, o Instituto tem um papel importante na consolidação e divulgação da arte, cultura e ecologia, tanto no Brasil quanto no mundo. Buscamos sempre aprimorar nossos processos, tendo em mente a promoção do desenvolvimento humano e a construção do pensamento crítico de jovens, estudantes, cidadãos, cidadãs e os mais diversos públicos”, ressalta Grassi.

    Renata é doutora em História da Arte pela Universidade Estadual de Campinas e trabalhou em diversas instituições culturais que são referências no país. No Ibram, atuou como diretora de Processos Museais. Foi também secretária da Cidadania e da Diversidade Cultural do Ministério da Cultura, responsável pela gestão da Unidade de Formação Cultural da Secretaria de Cultura do Estado de São Paulo e gerente do Núcleo de Educação do Itaú Cultural por dez anos. Durante sua vida acadêmica, pesquisou temas como a representação do homem negro e da mulher negra na pintura do século XIX.

    A gestora cultural é de São Paulo e planeja desenvolver um trabalho de reconexão do Inhotim com a comunidade, mostrando aos visitantes que a arte pode – e deve – ser concebida de forma sustentável. “É imprescindível enxergar a Instituição com um olhar voltado para o território local e também para a arte e a cultura numa escala global”, afirma Renata.

    Para a diretora, apesar de desafiador, o contexto atual – em que o município busca se reerguer após o rompimento da barragem do Córrego do Feijão – é uma oportunidade para o Inhotim reforçar seus vínculos com a cidade de Brumadinho. O Instituto possui cerca de 600 funcionários, entre diretos e indiretos; 80% são moradores da região.

    “Em um país onde os obstáculos parecem intransponíveis, o Inhotim se estabelece com essa vocação de ser único, forte e belo. É uma experiência única poder construir um trabalho em meio a um jardim botânico e a um acervo artístico que oferecem a públicos diversos uma experiência que eles não encontram em nenhum lugar. No Inhotim tem sempre algo novo para o olhar do visitante. Poder entender isso e contribuir com a expansão e a consolidação do Inhotim vai ser uma vivência muito rica”, completa.

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    05 de abril de 2019

    Redação Inhotim


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    Leitura: 6 min

    Presença: um convite do Inhotim para você

    Presença: um convite do Inhotim para você

    Começamos 2019 com um Inhotim movimentado e com a expectativa de ter o Instituto cheio de gente ao longo do ano. No fim de janeiro, o rompimento da barragem da Mina do Feijão mudou a dinâmica de toda a Brumadinho, cidade que de repente se viu tomada pelo luto e pelo medo. Desde então, pensamos formas de recomeçar, com respeito ao lugar que nos abriga e entendendo a nossa responsabilidade em construir junto à comunidade alternativas para seguir em frente. Essa responsabilidade é de todos nós. Queremos ser, estar e fazer a nossa e a sua presença acontecerem aqui, fortalecendo Brumadinho e o Instituto de uma forma urgente e necessária.

    Reconhecemos que o Inhotim é um dos principais agentes culturais da região e uma referência no Brasil, uma voz que ecoa longe e atinge muitos mundos. Não foi à toa que recebemos tantas mensagens de solidariedade de pessoas, empresas e instituições que se disponibilizaram a ajudar a cidade. Multiplicar essa voz se tornou nossa missão. Fazer chegar mais longe o convite para que todos e todas estejam aqui conosco, vivenciando a cultura, apreciando a natureza ao redor, fortalecendo os projetos educativos e assim se aproximando de Brumadinho verdadeira e carinhosamente.

    Todo esse contexto nos levou a refletir sobre o que é presença. E foi nela que encontramos a resposta para perguntas importantes que tanto nós quanto os outros nos têm feito. A presença de pessoas no Inhotim nesse momento significa a consciência de que o turismo é essencial para a reestruturação da região. Estar presente no Inhotim também confirma o papel fundamental da arte, da educação e do meio ambiente nos dias de hoje. Exercer presença no Inhotim e em Brumadinho agora é um ato de solidariedade, consciência, cooperação e afeto.

    A sua presença por aqui tem significados que se expandem ainda mais. A experiência no Inhotim, perpassada pelo diálogo entre arte e natureza, traz momentos de descoberta, beleza, empatia, inquietude e transformação. Essa experiência potente é capaz de nos fazer pensar e repensar sobre a nossa presença no mundo, nossa relação com o espaço e com o outro. Ao mesmo tempo que encanta, leva à reflexão. Estar presente no Inhotim potencializa a experiência. E é na experiência que nos descobrimos e nos questionamos. O nosso convite é para o exercício de uma presença que acontece de dentro pra fora, e também de fora para dentro.

    Nesse movimento de fazer do Inhotim um ponto de encontro entre os mais diversos públicos e as múltiplas formas de exercitar presença, existe uma tarefa muito importante: trazer a comunidade de Brumadinho para mais perto. Queremos, mais do que nunca, ver os moradores da cidade participando de tudo que construímos. O Inhotim é um lugar formado, em sua grande parte, por funcionários e funcionárias que vivem na cidade. São eles que cuidam das galerias, dos jardins e de todos os outros espaços com tanto zelo e recebem quem chega por aqui com carinho e hospitalidade.

    A presença dos moradores de Brumadinho em tudo que virá pela frente é essencial para criarmos novos caminhos e novos ânimos. Por isso, nossa primeira ação será o fortalecimento do programa Nosso Inhotim. Com ele, moradores de Brumadinho têm direito a entrada gratuita e 50% de desconto nos eventos especiais realizados pelo Instituto. As ações de cadastramento serão feitas ao longo de todo o ano, dentro e fora do Inhotim, tendo o primeiro encontro marcado para os dias 12 e 13 de abril, das 10h às 14h, na Rodoviária de Brumadinho. Acreditamos que multiplicar as experiências no Inhotim é uma parte importante desse recomeço e queremos fazer isso juntos.

    Ocupar o Inhotim com uma programação especial também é uma das maneiras de trazer novas memórias à região. No dia 27 de abril, um show com Lenine inaugura a programação cultural de 2019 do Inhotim, que busca ajudar na recuperação de Brumadinho. O cantor pernambucano Lenine retorna ao Inhotim para uma tarde de muita música e histórias com a turnê “Lenine em Trânsito”, que traz grandes sucessos dos seus mais de 30 anos de carreira e canções inéditas. O show é patrocinado pelo Itaú e abre uma agenda especial com atrações diversas. Um convite nosso para que as pessoas se aproximem da região que abriga o Instituto e vivam experiências que possibilitem transformar e ser transformado.

    Confirme presença.

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