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  • 10 de abril de 2019

    Redação Inhotim


    Leitura: 4 min

    Inhotim busca novos olhares com mudança na diretoria

    Inhotim busca novos olhares com mudança na diretoria

    Antonio Grassi assume o cargo de diretor-presidente e Renata Bittencourt, experiente gestora cultural, a Diretoria Executiva

    A mudança na diretoria do Instituto busca aprimorar a gestão para o desenvolvimento de projetos ainda mais relevantes no contexto atual, além de ampliar o papel do Inhotim como interlocutor cultural. Renata Bittencourt, ex-diretora do Instituto Brasileiro de Museus (Ibram), assume o cargo de diretora executiva do Inhotim. Com vasta experiência profissional e acadêmica nas áreas de arte, educação e cultura, Renata chega para agregar um novo olhar aos trabalhos do Instituto e somar esforços na recuperação da cidade.

    Antonio Grassi assume o cargo de diretor-presidente. Na Instituição desde 2012, ele assina a programação cultural e é responsável pelas relações institucionais do Inhotim. “Além de principal indutor do turismo de Brumadinho, o Instituto tem um papel importante na consolidação e divulgação da arte, cultura e ecologia, tanto no Brasil quanto no mundo. Buscamos sempre aprimorar nossos processos, tendo em mente a promoção do desenvolvimento humano e a construção do pensamento crítico de jovens, estudantes, cidadãos, cidadãs e os mais diversos públicos”, ressalta Grassi.

    Renata é doutora em História da Arte pela Universidade Estadual de Campinas e trabalhou em diversas instituições culturais que são referências no país. No Ibram, atuou como diretora de Processos Museais. Foi também secretária da Cidadania e da Diversidade Cultural do Ministério da Cultura, responsável pela gestão da Unidade de Formação Cultural da Secretaria de Cultura do Estado de São Paulo e gerente do Núcleo de Educação do Itaú Cultural por dez anos. Durante sua vida acadêmica, pesquisou temas como a representação do homem negro e da mulher negra na pintura do século XIX.

    A gestora cultural é de São Paulo e planeja desenvolver um trabalho de reconexão do Inhotim com a comunidade, mostrando aos visitantes que a arte pode – e deve – ser concebida de forma sustentável. “É imprescindível enxergar a Instituição com um olhar voltado para o território local e também para a arte e a cultura numa escala global”, afirma Renata.

    Para a diretora, apesar de desafiador, o contexto atual – em que o município busca se reerguer após o rompimento da barragem do Córrego do Feijão – é uma oportunidade para o Inhotim reforçar seus vínculos com a cidade de Brumadinho. O Instituto possui cerca de 600 funcionários, entre diretos e indiretos; 80% são moradores da região.

    “Em um país onde os obstáculos parecem intransponíveis, o Inhotim se estabelece com essa vocação de ser único, forte e belo. É uma experiência única poder construir um trabalho em meio a um jardim botânico e a um acervo artístico que oferecem a públicos diversos uma experiência que eles não encontram em nenhum lugar. No Inhotim tem sempre algo novo para o olhar do visitante. Poder entender isso e contribuir com a expansão e a consolidação do Inhotim vai ser uma vivência muito rica”, completa.

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    05 de abril de 2019

    Redação Inhotim


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    Leitura: 6 min

    Presença: um convite do Inhotim para você

    Presença: um convite do Inhotim para você

    Começamos 2019 com um Inhotim movimentado e com a expectativa de ter o Instituto cheio de gente ao longo do ano. No fim de janeiro, o rompimento da barragem da Mina do Feijão mudou a dinâmica de toda a Brumadinho, cidade que de repente se viu tomada pelo luto e pelo medo. Desde então, pensamos formas de recomeçar, com respeito ao lugar que nos abriga e entendendo a nossa responsabilidade em construir junto à comunidade alternativas para seguir em frente. Essa responsabilidade é de todos nós. Queremos ser, estar e fazer a nossa e a sua presença acontecerem aqui, fortalecendo Brumadinho e o Instituto de uma forma urgente e necessária.

    Reconhecemos que o Inhotim é um dos principais agentes culturais da região e uma referência no Brasil, uma voz que ecoa longe e atinge muitos mundos. Não foi à toa que recebemos tantas mensagens de solidariedade de pessoas, empresas e instituições que se disponibilizaram a ajudar a cidade. Multiplicar essa voz se tornou nossa missão. Fazer chegar mais longe o convite para que todos e todas estejam aqui conosco, vivenciando a cultura, apreciando a natureza ao redor, fortalecendo os projetos educativos e assim se aproximando de Brumadinho verdadeira e carinhosamente.

    Todo esse contexto nos levou a refletir sobre o que é presença. E foi nela que encontramos a resposta para perguntas importantes que tanto nós quanto os outros nos têm feito. A presença de pessoas no Inhotim nesse momento significa a consciência de que o turismo é essencial para a reestruturação da região. Estar presente no Inhotim também confirma o papel fundamental da arte, da educação e do meio ambiente nos dias de hoje. Exercer presença no Inhotim e em Brumadinho agora é um ato de solidariedade, consciência, cooperação e afeto.

    A sua presença por aqui tem significados que se expandem ainda mais. A experiência no Inhotim, perpassada pelo diálogo entre arte e natureza, traz momentos de descoberta, beleza, empatia, inquietude e transformação. Essa experiência potente é capaz de nos fazer pensar e repensar sobre a nossa presença no mundo, nossa relação com o espaço e com o outro. Ao mesmo tempo que encanta, leva à reflexão. Estar presente no Inhotim potencializa a experiência. E é na experiência que nos descobrimos e nos questionamos. O nosso convite é para o exercício de uma presença que acontece de dentro pra fora, e também de fora para dentro.

    Nesse movimento de fazer do Inhotim um ponto de encontro entre os mais diversos públicos e as múltiplas formas de exercitar presença, existe uma tarefa muito importante: trazer a comunidade de Brumadinho para mais perto. Queremos, mais do que nunca, ver os moradores da cidade participando de tudo que construímos. O Inhotim é um lugar formado, em sua grande parte, por funcionários e funcionárias que vivem na cidade. São eles que cuidam das galerias, dos jardins e de todos os outros espaços com tanto zelo e recebem quem chega por aqui com carinho e hospitalidade.

    A presença dos moradores de Brumadinho em tudo que virá pela frente é essencial para criarmos novos caminhos e novos ânimos. Por isso, nossa primeira ação será o fortalecimento do programa Nosso Inhotim. Com ele, moradores de Brumadinho têm direito a entrada gratuita e 50% de desconto nos eventos especiais realizados pelo Instituto. As ações de cadastramento serão feitas ao longo de todo o ano, dentro e fora do Inhotim, tendo o primeiro encontro marcado para os dias 12 e 13 de abril, das 10h às 14h, na Rodoviária de Brumadinho. Acreditamos que multiplicar as experiências no Inhotim é uma parte importante desse recomeço e queremos fazer isso juntos.

    Ocupar o Inhotim com uma programação especial também é uma das maneiras de trazer novas memórias à região. No dia 27 de abril, um show com Lenine inaugura a programação cultural de 2019 do Inhotim, que busca ajudar na recuperação de Brumadinho. O cantor pernambucano Lenine retorna ao Inhotim para uma tarde de muita música e histórias com a turnê “Lenine em Trânsito”, que traz grandes sucessos dos seus mais de 30 anos de carreira e canções inéditas. O show é patrocinado pelo Itaú e abre uma agenda especial com atrações diversas. Um convite nosso para que as pessoas se aproximem da região que abriga o Instituto e vivam experiências que possibilitem transformar e ser transformado.

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    27 de fevereiro de 2019

    Ieska Tubaldini


    acessibilidadedepoimentoexperiência

    Leitura: 6 min

    Acessibilidade atitudinal – Um relato de Ieska Labão

    Acessibilidade atitudinal – Um relato de Ieska Labão

    Escutei falar sobre o Inhotim pela primeira vez cerca de dois anos atrás, através de uma grande amiga, cujo pai, um sábio aventureiro de 90 anos de idade, leu uma reportagem sobre o Instituto e disse que desejava conhecê-lo.

    Apaixonada por jardins e museus, encontrei na descrição daquele espaço um mundo de motivos para querer conhecê-lo o quanto antes. Soube que vinha sendo muito visitado por turistas estrangeiros e contava com estrutura adequada, o que me tranquilizou o suficiente em relação à acessibilidade necessária para transitar com as minhas rodas. Depois que amigas cadeirantes também o visitaram, confirmei que esse passeio precisava ser feito. E logo!

    Entre uma rampa de madeira que me levou a um estádio infinito, uma trilha pela mata que me presenteou com Tunga ao seu final e salas de som que me transportaram para outras dimensões, encontrei, a quase 700 quilômetros da minha casa, um lugar que me impactou como poucos.

    Cheguei no Inhotim em setembro de 2018, numa quinta-feira de manhã. De cara, eu e minha família fomos recebidos por uma equipe simpática, gentil e extremamente solícita. Fomos informados sobre as facilidades disponíveis para pessoas com mobilidade reduzida e contamos com os carrinhos de transporte durante todo o nosso passeio, mas não demorou para que percebêssemos que a acessibilidade do Instituto ia além disso.

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    Vivemos em uma sociedade que ainda crê que acessibilidade significa rampas e guias rebaixadas. O conceito de acessibilidade atitudinal é pouco conhecido até mesmo em grupos de discussão social e, enquanto pessoa com deficiência, eu o considero uma das ferramentas mais importantes para a inserção da acessibilidade em qualquer espaço.

    Entende-se por acessibilidade atitudinal, de acordo com o Ministério da Educação (2013): “[a] percepção do outro sem preconceitos, estigmas, estereótipos e discriminações. Todos os demais tipos de acessibilidade estão relacionados a essa, pois é a atitude da pessoa que impulsiona a remoção de barreiras”.

    É através desse tipo de acessibilidade que Inhotim reduz suas barreiras estruturais e proporciona uma experiência para lá de satisfatória às pessoas que poderiam se ver impedidas de transitar em calçamentos de pedra e trilhas pelo meio da mata.

    Para chegar à Galeria Psicoativa Tunga, contamos com o carrinho de transporte do Instituto para nos levar por uma trilha na mata. Proposital ou não, a experiência com a obra de Tunga, para mim, começou ali. Uma pessoa cadeirante não é exatamente bem-vinda em trilhas e não costuma experimentar os desafios físicos desse tipo de atividade, então, já pisei com minhas rodas na galeria sendo alguém diferente do que era dez minutos antes. Me ajeitei, me estalei, alonguei e fui de peito aberto experimentar Tunga pessoalmente pela primeira vez. E que experiência! Tunga mexe com os nossos sentidos, todos eles. Provoca, cutuca. Fica difícil dizer qual parte foi mais desafiadora: a ida e a volta pela trilha ou a galeria em si. De fato, nada descreve esse espaço melhor do que “psicoativo”.

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    Fora desta galeria, mas tão psicoativas quanto, destaco as obras Sonic Pavilion, de Doug Aitken, e Forty Part Motet, de Janet Cardiff, ambas em exposição permanente. Uma mostra a voz do Planeta Terra a 200 metros de profundidade enquanto a outra preenche um grande galpão branco puríssimo com as 40 vozes de um coral. É para respirar fundo, fechar os olhos e se deixar sentir. Só é preciso cuidado para não querer ficar somente nessas duas instalações durante todo o dia.

    Obras preferidas à parte, consigo pensar em poucos lugares nos quais me senti mais acolhida e mais envolvida pela arte. No Inhotim as plantas são arte, as obras são arte, as pessoas são arte. E é arte para todo mundo que tiver disposição para interagir com ela. Trilhas de terra e pisos de pedra, que costumam ser enormes impeditivos para qualquer pessoa com mobilidade reduzida, são superados pela disposição da equipe do Instituto em ajudar.

    Como todo lugar que já visitei (e quando digo “todo” é todo mesmo), Inhotim mostra aspectos que ainda podem ser melhorados em relação à acessibilidade, mas, como em nenhum lugar que já visitei no Brasil, ele se mostra disposto, disponível e apto a se aprimorar.

    Até breve, Inhotim.

    Eu e minhas rodas não vemos a hora de te revisitar!

    Ieska Labão

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    15 de fevereiro de 2019

    Redação Inhotim


    Leitura: 8 min

    Esclareça suas dúvidas sobre Brumadinho e Inhotim

    Esclareça suas dúvidas sobre Brumadinho e Inhotim

    Publicação atualizada em 03/04/2019.

    Muitas perguntas relacionadas ao rompimento da Barragem da Mina do Córrego do Feijão e aos acessos ao Inhotim têm chegado por aqui nas últimas semanas. Para esclarecer as principais dúvidas sobre o caso, respondemos abaixo as questões mais frequentes:

    O Inhotim está funcionando normalmente? 
    Sim. Voltamos a funcionar normalmente, de terça a sexta das 9h30 às 16h30 e nos finais de semana e feriados das 9h30 às 17h30. Nas quartas-feiras (exceto feriados), a entrada é gratuita para todos; nos demais dias, o ingresso custa R$ 44 (inteira) e R$ 22 (meia). Lembramos que crianças até 5 anos não pagam ingresso e há vários casos que garantem meia entrada: confira aqui. Os ingressos podem ser adquiridos online ou na nossa recepção.

    A área onde o Inhotim está localizado está em segurança?
    O Inhotim está a cerca de 20 quilômetros da área afetada. A equipe ambiental do Inhotim analisou os mapas topográficos do entorno para assegurar que o Instituto não corre riscos. Além disso, a Defesa Civil assinou um laudo confirmando que a Barragem B6 da Vale, em Córrego do Feijão, também não configura risco para o Instituto. Essa barragem de água já havia acendido o alerta de perigo das forças de segurança da região logo após o rompimento da Barragem B1, também da Vale, mas já está com sua situação normalizada, de acordo com a Defesa Civil. A corporação informou, ainda, que até o final do mês de fevereiro o processo de drenagem da barragem B6 será concluído.

    A lama é visível em toda a cidade de Brumadinho?
    Não. Os rejeitos atingiram a área rural de Brumadinho. A região central da cidade, onde o Inhotim está localizado, não foi afetado pela lama. As áreas atingidas ficam a cerca de 15 quilômetros da parte central.

    Como está o acesso ao Inhotim?
    Para chegar ao Inhotim, estão liberados os acessos pela BR-381 e via BR-040, passando por Retiro do Chalé ou Piedade do Paraopeba. Apenas a estrada que liga Casa Branca a Córrego do Feijão permanece fechada. Os serviços de transporte da Belvitur e da Saritur já estão regularizados. Para mais informações sobre as possibilidades de transporte, confira Como chegar.

    Como está sendo feito o tratamento dos funcionários e funcionárias que tiveram parentes atingidos pelo rompimento da barragem?
    Nossa prioridade é prestar assistência a todos os funcionários e todas as funcionárias que, de alguma forma, foram atingidos pelo rompimento da barragem. Desde o primeiro momento, nosso RH esteve em contato com os 41 funcionários que tiveram parentes diretos entre as vítimas da tragédia. Pensando nesse retorno difícil, antes da reabertura do Inhotim ao público, houve acolhimento das equipes, com três dias de atividades de meditação, ioga, conversas em grupo e palestra sobre resiliência. Além disso, as pessoas impactadas pelo ocorrido estão recebendo acompanhamento psicológico. Acreditamos que o contato com os colegas é parte importante desse processo de superação.

    Quais serão as ações futuras voltadas para a comunidade?
    O Inhotim criou comitês para avaliar o impacto social, ambiental e econômico da tragédia. No momento, a prioridade é dar o suporte imediato aos funcionários que estão sofrendo a perda de um ente querido ou que estão em situações de incertezas. Essa é a principal linha de ação. Junto a isso, estamos realizando um planejamento estratégico para atender às principais demandas da comunidade no que diz respeito à influência do Inhotim no turismo e na economia local. A terceira linha de ação está sendo pensada por meio da atuação do Educativo Inhotim, que buscará dar o suporte que a cidade precisará nos próximos anos.

    Quais opções de hospedagem estão sendo oferecidas? 
    Todos os hotéis e pousadas indicados no nosso site estão funcionando. É só conferir as opções aqui.

    Qual o risco de doenças infecciosas após o rompimento da barragem do Córrego do Feijão? 
    No site da Secretaria de Estado e Saúde de Minas Gerais há orientações à população sobre cuidados a serem tomados e sobre os serviços de saúde que estão sendo disponibilizados para informar moradores e visitantes da cidade. Estamos acompanhando todas as atualizações relacionadas ao tema e prontos para divulgar qualquer novidade. Para visitar o Inhotim não é necessário apresentar a carteira de vacinação, mas reiteramos que a vacina contra a Febre Amarela é a única forma de prevenir a doença.

    É necessário algum tipo de doação? 
    Não. Muitas pessoas nos procuraram com a intenção de encaminhar doações e oferecer trabalhos voluntários. Estamos em contato com o Corpo de Bombeiros, a Defesa Civil e a Prefeitura de Brumadinho e reafirmamos que não está sendo necessário mais nenhum suporte nesse sentido, pois os trabalhos de resgate e a atuação junto à comunidade já estão devidamente organizados.

    Como ajudar Brumadinho? 
    Acreditamos que, atualmente, a melhor forma de ajudar a cidade é fortalecendo sua reconstrução por meio da valorização da cultura, do turismo e das riquezas naturais de Brumadinho. Além do Inhotim, a cidade conta com uma extensa área verde, com diversas espécies da Mata Atlântica e do Cerrado, cachoeiras e trilhas, além de ser uma cidade com rica oferta cultural, com tradições de congado e comunidades quilombolas reconhecidas. Nos últimos tempos, muitos hotéis e pousadas foram construídos na região devido à crescente do turismo. Visitar Brumadinho, prestigiar o Inhotim e informar sobre o funcionamento e a programação do Instituto para outras pessoas também é uma forma de colaborar com uma cidade que busca se reerguer. 

    As águas do Inhotim e de Brumadinho estão contaminadas?
    Não. O abastecimento de água do Inhotim é feito a partir de captação em poços artesianos no próprio território do Instituto, numa operação outorgada pelos órgãos competentes. A água da cidade de Brumadinho vem do Rio Águas Claras, e não do Rio Paraopeba, que foi atingido pelo rompimento da barragem.

    Visite Inhotim e ajude Brumadinho a recomeçar!

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    06 de fevereiro de 2019

    Redação Inhotim


    Leitura: 6 min

    Instituto Inhotim reabre neste sábado com entrada gratuita

    Instituto Inhotim reabre neste sábado com entrada gratuita

    Com entrada gratuita, reabriremos as portas ao público neste sábado (9/2), após duas semanas com o funcionamento suspenso devido ao rompimento da barragem em Córrego do Feijão. Neste momento delicado, retomar as atividades do Instituto é parte de um recomeço importante para toda a cidade de Brumadinho. Em homenagem às vítimas da tragédia, funcionários, funcionárias e visitantes serão convidados a fazerem um minuto de silêncio logo após o início do horário de visitação, que será das 9h30 às 17h30.

    De acordo com o diretor executivo do Inhotim, Antonio Grassi, a Instituição terá um papel fundamental na recuperação da cidade e na superação da tragédia.

    “A comunidade sofreu uma perda imensurável e está completamente abalada. Estamos reabrindo no sábado com entrada gratuita para simbolizar que o Inhotim está de portas abertas para a comunidade nesse momento de dor. Acreditamos que a retomada das atividades do Inhotim será uma das principais forças para ajudar Brumadinho e a região a vencerem essa primeira etapa de luto. A saída para tudo isso seguramente passa por aquilo que o Instituto tem como seu maior patrimônio: cultura, arte, turismo, meio ambiente e educação”, salienta Grassi.

    O rompimento da barragem não atingiu o Museu, mas abalou profundamente a equipe. Dos aproximadamente 600 funcionários do Instituto, 80% moram na região e 41 têm familiares desaparecidos ou com óbito confirmado.

    A retomada das atividades do Instituto vem sendo pensada com carinho e cuidado. Entendemos a importância e a responsabilidade que o Inhotim tem com a população de Brumadinho, e, por isso, seguimos tendo a arte, o meio ambiente e a educação como nossos grandes pilares e pontos de partida para ações futuras. Recebemos, anualmente, milhares de visitantes do Brasil e do mundo inteiro, movimentando a economia da cidade e fortalecendo a cultura no Brasil. Estar de portas abertas, nesse momento ainda tão difícil, significa o reforço do nosso compromisso com o município de Brumadinho na certeza do poder da cultura e da educação para o desenvolvimento humano e social.

    Agradecemos por todas as mensagens de apoio e carinho que recebemos nos últimos dias. E contamos com você nesse recomeço!

    Para chegar ao Inhotim, o acesso pela BR-381 está liberado. Já os acessos via BR-040, passando por Retiro do Chalé, Casa Branca ou Piedade do Paraopeba, estão bloqueados. Os serviços de transporte da Belvitur e da Saritur serão regularizados a partir deste sábado. Para mais informações, acesse nosso site.

    Confira nossa programação deste sábado:

    Visitas Panorâmicas

    Durante esta visita, nossos educadores promovem uma conversa e reflexão sobre o espaço do Inhotim e seus acervos, explorando as várias possibilidades de percurso. A visita é ideal para quem deseja conhecer um pouco sobre a história do Instituto e se inspirar para seguir seu próprio roteiro ao final do passeio.
    Horários: 10h, 11h, 12h, 13h, 14h e 15h (serão oferecidas seis visitas ao invés de duas como ocorre normalmente)

    Duração: 1h30min
    Local: saída da Recepção
    Observação: 25 vagas, inscrição no local 15min antes do horário de início
    Ativação da Galeria Marilá Dardot – Recreio In Situ

    Já imaginou que uma visita a um museu pode se assemelhar a uma tarde de sábado em um sítio? E que a sua participação em um dia de lazer educativo é uma engrenagem para que uma obra de arte aconteça? Alguns trabalhos expostos no Inhotim partem do princípio de que a interação do público é parte dos ciclos das obras. No sábado a equipe educativa do Inhotim convida a todos para uma ação coletiva de ativação. Venha experimentar um processo de imersão no trabalho “A origem da obra de arte” (2002), da artista Marilá Dardot.
    Plantar sementes, palavras e sentidos é um exercício de convivência, compartilhamento e construção conjunta.
    Horário: 10h às 12h e 14h às 16h
    Local: G17 – Marilá Dardot “A origem da obra de arte” (2002)
    Mediação em Ponto – Spider

    Aproveitando a inauguração da obra Spider (1996) da artista Louise Bourgeois, o Educativo Inhotim convida os visitantes para conhecerem o trabalho da artista, assim como seu simbolismo.
    Horário: 10h às 12h e 14h às 16h (o mediador estará disponível na galeria durante o horário mencionado)
    Local: G1 – Galeria Mata

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