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Inhotim busca novos olhares com mudança na diretoria

Inhotim busca novos olhares com mudança na diretoria

Antonio Grassi assume o cargo de diretor-presidente e Renata Bittencourt, experiente gestora cultural, a Diretoria Executiva

A mudança na diretoria do Instituto busca aprimorar a gestão para o desenvolvimento de projetos ainda mais relevantes no contexto atual, além de ampliar o papel do Inhotim como interlocutor cultural. Renata Bittencourt, ex-diretora do Instituto Brasileiro de Museus (Ibram), assume o cargo de diretora executiva do Inhotim. Com vasta experiência profissional e acadêmica nas áreas de arte, educação e cultura, Renata chega para agregar um novo olhar aos trabalhos do Instituto e somar esforços na recuperação da cidade.

Antonio Grassi assume o cargo de diretor-presidente. Na Instituição desde 2012, ele assina a programação cultural e é responsável pelas relações institucionais do Inhotim. “Além de principal indutor do turismo de Brumadinho, o Instituto tem um papel importante na consolidação e divulgação da arte, cultura e ecologia, tanto no Brasil quanto no mundo. Buscamos sempre aprimorar nossos processos, tendo em mente a promoção do desenvolvimento humano e a construção do pensamento crítico de jovens, estudantes, cidadãos, cidadãs e os mais diversos públicos”, ressalta Grassi.

Renata é doutora em História da Arte pela Universidade Estadual de Campinas e trabalhou em diversas instituições culturais que são referências no país. No Ibram, atuou como diretora de Processos Museais. Foi também secretária da Cidadania e da Diversidade Cultural do Ministério da Cultura, responsável pela gestão da Unidade de Formação Cultural da Secretaria de Cultura do Estado de São Paulo e gerente do Núcleo de Educação do Itaú Cultural por dez anos. Durante sua vida acadêmica, pesquisou temas como a representação do homem negro e da mulher negra na pintura do século XIX.

A gestora cultural é de São Paulo e planeja desenvolver um trabalho de reconexão do Inhotim com a comunidade, mostrando aos visitantes que a arte pode – e deve – ser concebida de forma sustentável. “É imprescindível enxergar a Instituição com um olhar voltado para o território local e também para a arte e a cultura numa escala global”, afirma Renata.

Para a diretora, apesar de desafiador, o contexto atual – em que o município busca se reerguer após o rompimento da barragem do Córrego do Feijão – é uma oportunidade para o Inhotim reforçar seus vínculos com a cidade de Brumadinho. O Instituto possui cerca de 600 funcionários, entre diretos e indiretos; 80% são moradores da região.

“Em um país onde os obstáculos parecem intransponíveis, o Inhotim se estabelece com essa vocação de ser único, forte e belo. É uma experiência única poder construir um trabalho em meio a um jardim botânico e a um acervo artístico que oferecem a públicos diversos uma experiência que eles não encontram em nenhum lugar. No Inhotim tem sempre algo novo para o olhar do visitante. Poder entender isso e contribuir com a expansão e a consolidação do Inhotim vai ser uma vivência muito rica”, completa.



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