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  • Jardim Botânico

    Os jardins do Inhotim são singulares, com uma beleza rara e um paisagismo que explora todas as possibilidades estéticas da coleção botânica. Para além da contemplação, os jardins são campo para estudos florísticos, catalogação de novas espécies botânicas, conservação in situ (seu ambiente) e ex situ (fora de seu ambiente) e ações de educação ambiental. Em 2010, o Instituto Inhotim recebeu a chancela de Jardim Botânico, atribuída pela Comissão Nacional de Jardins Botânicos (CNJB), e, desde então, integra a Rede Brasileira de Jardins Botânicos (RNJB).





    O Jardim Botânico Inhotim (JBI) mantém, propaga e propicia estudos com as espécies botânicas de seu acervo de aproximadamente 5.000 espécies, representando mais de 28% das famílias botânicas conhecidas no planeta. A ênfase do trabalho do JBI é dada às espécies ameaçadas, à conservação de recursos genéticos e à disposição das espécies de forma paisagística. A introdução de espécies pouco conhecidas de forma paisagística é uma das estratégias utilizadas para divulgar e sensibilizar os visitantes sobre a importância da biodiversidade vegetal para a sobrevivência humana.









    RPPN Inhotim

    Para além da área de visitação de 140 hectares, o Instituto Inhotim conta com uma área de Reserva Particular do Patrimônio Natural Inhotim (RPPN), de 145 hectares, situada no domínio da mata atlântica. A RPPN é constituída por remanescentes da Floresta Estacional Semidecidual Montana, encontradas em diferentes estágios de sucessão ecológica e por alguns encraves de cerrado no topo das serras. Na área, são encontradas mais de mil espécies de plantas vasculares, uma vasta diversidade florística e, ainda, três nascentes. O reconhecimento da RPPN Inhotim se deu em maio de 2010, pelo governo federal, por meio do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).

    Coleção Botânica

    O acervo botânico do Instituto Inhotim é representado por grupos com valor paisagístico e expõe uma significativa representatividade filogenética. Ao todo, são cerca de 5.000 acessos, representando 181 famílias botânicas, 953 gêneros e pouco mais de 4.200 espécies de plantas vasculares. Tamanha diversidade faz do Jardim Botânico Inhotim (JBI) um espaço único, possuindo a maior coleção em número de espécies de plantas vivas entre os jardins botânicos brasileiros.

    O Inhotim tem uma das mais relevantes coleções de palmeiras do mundo, com aproximadamente 1.400 espécies, mais de 1.800 acessos e um total de mais de 20 mil indivíduos (entre plântulas e indivíduos adultos). A coleção de Arecaceae, família que inclui imbés, antúrios e copos-de-leite, é a maior da América Latina, com mais de 600 acessos e cerca de 450 espécies. As orquídeas estão representadas por aproximadamente 420 acessos e têm mais de 330 espécies.

    O acervo botânico mantido no JBI contribui para a conservação ex situ (fora de seu ambiente), já que mantém e propicia a replicação de um grande número de espécies, algumas delas já sob risco de extinção em seu habitat. Além disso, dentro da filosofia dos jardins botânicos, o Inhotim mantém parcerias com várias instituições e busca promover intercâmbio entre coleções, permitindo futuras etapas de reintrodução dessas espécies em seus ambientes naturais.

    Durante a Conferência Rio +20, realizada em 2012, o JBI, em conjunto com a Rede Brasileira de Jardins Botânicos (RBJB), lançou o Sistema Nacional de Conservação Ex Situ da Flora, isto é, uma plataforma interativa na qual 46 instituições brasileiras registram e compartilham as espécies ameaçadas de seus acervos. Além disso, a plataforma permite o acompanhamento da Meta da Estratégia Global de Conservação de Plantas, estabelecida pela Organização das Nações Unidas (ONU). O levantamento oficial do acervo iniciou-se em janeiro de 2009, paralelamente ao tombamento de novos acessos.

    conheça o Sistema Nacional de Conservação Ex Situ da Flora

    Números do acervo botânico

    4.710

    acessos

    52

    ordens

    181

    famílias

    953

    gêneros

    +4.200

    espécies

    Famílias melhor representadas

    1

    Arecaeae

    1.807 acessos
    2

    Araceae

    637 acessos
    3

    Orchidaceae

    420 acessos
    4

    Bromeliaceae

    129 acessos
    5

    Fabaceae

    124 acessos
    6

    Acanthaceae

    101 acessos
    7

    Asparagaceae

    97 acessos
    8

    Heliconiaceae

    89 acessos

    Destaques Botânicos

    Para ver pessoalmente em sua próxima visita.

    Tamboril

    Árvore icônica do Inhotim, o Tamboril está localizado na área central de visitação e possui entre 80 e 100 anos. Com uma copa ampla e frondosa, proporciona ótima sombra no verão para quem precisa de uma pausa na caminhada. Quando adulta, pode alcançar 35 metros de altura e sua madeira, de corte macio, é utilizada para a fabricação de barcos e canoas. É conhecida também como “orelha-demacaco”, uma referência à sua vagem negra e contorcida, cuja forma se assemelha à de uma orelha.


    Ficha técnica Nome científico: Enterolobium contortisiliquum Origem: Brasil Referência no mapa: B1 Localização no Inhotim: Eixo Amarelo
    Canelade-ema

    A família da canela-de-ema é tropical e concentra-se principalmente na Serra do Espinhaço. Tipicamente brasileira, é comum em regiões do Cerrado e corre risco de extinção. Adapta-se bem a locais com pouca água, ventos contínuos e grande variação de temperatura. Suas flores são de uma beleza singular.


    Ficha técnica Nome científico: Vellozia compacta Origem: Brasil Referência no mapa: B2 Localização no Inhotim: Eixo Laranja
    Macaúba

    A macaúba está localizada no entorno da Galeria Claudia Andujar e pode atingir 15 metros de altura. Principalmente quando jovem, possui espinhos e oferece frutos deliciosos que são utilizados em sorvetes, licores, óleo de cozinha, hidratantes capilares e até combustíveis. As demais partes da árvore podem servir para a produção de mourões e estacas, obtenção de palmito, seiva e extração de fibras para linha de pesca e redes.


    Ficha técnica Nome científico: Acrocomia aculeata Origem: Brasil Referência no mapa: B3 Localização no Inhotim: Eixo Rosa
    Agave Polvo

    Uma das plantas mais fotografadas do Inhotim, o agave polvo está localizado próximo à obra Viewing Machine, do artista Olafur Eliasson. É uma suculenta com folhas carnudas natural de desertos e montanhas. No gênero dos agaves, destacam-se também as espécies com fins comerciais, como o agave azul (Agave tequilana) que é usado na produção de tequila, e o Agave sisalana, utilizado na produção de sisal para artesanato.


    Ficha técnica Nome científico: Agave vilmoriniana Origem: México Referência no mapa: B4 Localização no Inhotim: Eixo Laranja
    Samambaia gigante

    Essa grande samambaia habita ambientes tropicais e é conhecida por ocupar áreas úmidas e de baixa elevação. Cultivada no mundo todo como planta ornamental, seu rizoma – um tipo de caule – pode servir como fonte de alimento ou perfume para o óleo de coco.


    Ficha técnica Nome científico: Angiopteris evecta Origem: Ásia, Austrália e Madagascar Referência no mapa: B5 Localização no Inhotim: Eixo Amarelo
    Pata-de-elefante

    A pata-de-elefante é uma planta ornamental que ganhou o carinho dos visitantes do Inhotim pela beleza imponente. Pode alcançar os 10 metros de altura e sua copa tem formato de tufo, remetendo a uma cabeleira. Seu tronco armazena água, fazendo com que a pata de-elefante consiga sobreviver a longos períodos de estiagem.


    Ficha técnica Nome científico: Beaucarnea recurvata Origem: México Referência no mapa: B6 Localização no Inhotim: Eixo Amarelo
    Palmeira azul

    Bem pertinho do Magic Square, obra do artista Hélio Oiticica, encontra-se a palmeira azul, bastante utilizada no paisagismo por sua exuberância. As folhas parecem grandes leques em tom verde azulado graças a uma substância produzida no contato com a luz solar. Essa substância também garante mais resistência às folhas, protegendo-as do frio e do excesso de água.


    Ficha técnica Nome científico: Bismarckia nobilis Origem: Madagascar Referência no mapa: B7 Localização no Inhotim: Eixo Rosa
    Pau-brasil

    Árvore-símbolo do País, o pau-brasil foi muito utilizado na construção civil e naval, mas seu principal valor estava na produção do corante “brasileína”, que servia para tingir tecidos e fabricar tintas de escrever. Foi ela que deu o nome “Brasil” ao País, mas atualmente corre sério risco de extinção.


    Ficha técnica Nome científico: Caesalpinia echinata Origem: Brasil Referência no mapa: B8 Localização no Inhotim: Eixo Laranja
    Jequitibá

    Exuberante, o jequitibá é uma das maiores árvores da Mata Atlântica, chegando aos 50 metros de altura. Seu nome tem origem no termo tupi para “árvore”: yekïti’bá. Admirada por muitos, emprestou seu nome a cidades, ruas, palácios e parques. Hoje enfrenta risco elevado de extinção. No Inhotim, o jequitibá oferece sombra no trajeto próximo à Galeria Valeska Soares.


    Ficha técnica Nome científico: Cariniana legalis Origem: Brasil Referência no mapa: B9 Localização no Inhotim: Eixo Laranja
    Inhame-roxo

    O inhame-roxo chama a atenção por sua cor e pela textura aveludada de suas folhas. É uma das várias espécies ornamentais que foram introduzidas no vocabulário paisagístico brasileiro por Roberto Burle Marx. Seus tubérculos, quando cozidos, servem como boa fonte de alimento.


    Ficha técnica Nome científico: Colocasia esculenta Origem: Ásia Tropical Referência no mapa: B10 Localização no Inhotim: Eixo Amarelo
    Copaíba

    A grande copaíba pode atingir até 30 metros de altura e possui frutos e ementes comestíveis. No Inhotim, localiza-se nas proximidades da Galeria Psicoativa Tunga. Várias partes da árvore são utilizadas na construção civil e naval, na marcenaria em geral e na medicina popular.


    Ficha técnica Nome científico: Copaifera langsdorffii Origem: Brasil Referência no mapa: B11 Localização no Inhotim: Eixo Laranja
    Corifa

    As corifas destacam-se pela imponência e podem chegar a 25 metros de altura. Um dos aspectos que as tornam especiais é o fato de que morrem após o florescimento, entre 50 e 70 anos de idade. A floração é exuberante e composta por milhões de pequenas flores.


    Ficha técnica Nome científico: Corypha umbraculifera Origem: Sri Lanka Referência no mapa: B12 Localização no Inhotim: Eixo Laranja
    Coité

    Coité é uma palavra originária do tupi que significa “vasilha” ou “panela”. A planta é chamada também de cuieira, cuia de árvore ou cabaça de árvore. Sua madeira, dura e forte, é utilizada na marcenaria e na carpintaria. O fruto da planta possui uma casca bem dura, que serve como vasilhame e também é própria para a fabricação de instrumentos musicais.


    Ficha técnica Nome científico: Crescentia cujete Origem: América Tropical e Antilhas Referência no mapa: B13 Localização no Inhotim: Eixo Laranja
    Cica

    Parecida com uma pequena palmeira, a cica possui folhas longas, rígidas e brilhantes que podem chegar a até um metro de comprimento. É uma planta ornamental com crescimento bastante lento, o que faz com que seja valorizada no mercado.


    Ficha técnica Nome científico: Cycas revoluta Origem: Japão e Indonésia Referência no mapa: B14 Localização no Inhotim: Eixo Amarelo
    Xaxim

    Localizado na subida para a Piscina, de Jorge Macchi, o xaxim é uma espécie ameaçada de extinção. Em 2001, o Conselho Nacional de Meio Ambiente (CONAMA) criou uma resolução que proíbe o corte e a exploração do xaxim na Mata Atlântica. Mesmo com todos os esforços de conservação, sua recuperação ainda não acompanha o ritmo da extração.


    Ficha técnica Nome científico: Dicksonia sellowiana Origem: Brasil Referência no mapa: B15 Localização no Inhotim: Eixo Laranja
    Ipê- amarelo

    Planta característica do cerrado, o lindo ipê-amarelo pode atingir os 30 metros de altura. A sua floração acontece no final do inverno. Quanto mais fria e seca for a estação, maior será a intensidade da sua florada. A madeira pode ser utilizada na construção civil, na marcenaria, na carpintaria e também na confecção de barris para envelhecimento de cachaças.


    Ficha técnica Nome científico: Handroanthus ochraceus Origem: Brasil Referência no mapa: B16 Localização no Inhotim: Eixo Rosa
    Filodendro

    A família do filodendro é muito conhecida pelos paisagistas em razão da beleza de suas folhagens e do grande número de espécies ornamentais. O filodendro é endêmico do Brasil, o que significa que não ocorre em nenhum outro lugar do mundo. Está localizado no Viveiro do Inhotim e suas mudas foram cultivadas na Estufa Equatorial, um espaço voltado para a conservação e propagação de diversas espécies que hoje compõem os jardins do Parque.


    Ficha técnica Nome científico: Philodendron ricardoi Origem: Brasil Referência no mapa: B17 Localização no Inhotim: Eixo Laranja
    Tamareira-das-canárias

    Nativa das Ilhas Canárias, essa tamareira dá boas-vindas aos visitantes na recepção do Inhotim. Por ser uma planta tipicamente tropical, requer calor para seu pleno desenvolvimento. Diferente de outras tamareiras, seus frutos não são comestíveis. Em compensação, os nativos das Ilhas Canárias extraem sua seiva para produzir uma espécie de mel, vendido no comércio local.


    Ficha técnica Nome científico: Phoenix canariensis Origem: Ilhas Canárias Referência no mapa: B18 Localização no Inhotim: Eixo Amarelo
    Palmeira-ráfia

    De porte imponente, a palmeira-ráfia possui grandes folhas que podem atingir até 20 metros de comprimento. Geralmente, as flores surgem quando a planta tem entre 20 e 30 anos de idade. Depois, tem início um processo de senescência – uma morte lenta que pode levar alguns anos. A folha desta palmeira fornece a fibra “ráfia”, utilizada na produção de cestos, chapéus, esteiras, tinturas e cintos.


    Ficha técnica Nome científico: Raphia farinifera Origem: África Oriental, África Central e Madagascar Referência no mapa: B19 Localização no Inhotim: Eixo Amarelo
    Árvore-do-viajante

    Esta curiosa árvore chama atenção pelas gigantescas folhas, semelhantes às de bananeira, dispostas em leque. Seu nome popular remete ao fato de que as bases de suas folhas são capazes de armazenar até 1,5 litro de água, que pode ser coletada em caso de necessidade. É uma planta tropical, de florestas quentes e úmidas, e não tolera frio intenso.


    Ficha técnica Nome científico: Ravenala madagascariensis Origem: Madagascar Referência no mapa: B20 Localização no Inhotim: Eixo Rosa
    Palmeira-andante

    Conhecida também como paxiúba, a palmeira-andante é uma planta ornamental que sempre desperta o interesse dos visitantes do Inhotim. Seu habitat são os estados do norte do Brasil e a América Central. Para os Yanomami, é uma espécie importante, utilizada para diversos fins, como alimentação, construção e confecção de armas. Possui um caule que pode chegar a 20 metros de altura e é sustentada por um cone de aproximadamente 25 raízes aéreas.


    Ficha técnica Nome científico: Socratea exorrhiza Origem: América Referência no mapa: B12 Localização no Inhotim: Eixos Rosa
    Coco-de-pedra

    Com folhas que chamam atenção pelo brilho, esta planta ornamental resiste a longos períodos de seca. Tem porte médio e chega aos 8 metros de altura, ocorrendo geralmente em locais pedregosos e solos finos. Por ser uma espécie restrita a um habitat que vem sofrendo bastante degradação, está ameaçada de extinção. Há poucos dados disponíveis sobre a planta e, por isso, o investimento em pesquisas é tão urgente.


    Ficha técnica Nome científico: Syagrus ruschiana Origem: Brasil Referência no mapa: B22 Localização no Inhotim: Eixo Laranja
    Cipreste-do-brejo

    As folhas do cipreste-do-brejo caem durante o outono e, nessa estação, a planta ganha um tom de canela. Ela se destaca bastante na paisagem ao lado da Galeria True Rouge. Por crescer em solos inundados, algumas de suas raízes se projetam para a superfície em busca de oxigenação.


    Ficha técnica Nome científico: Taxodium distichum Origem: Estados Unidos Referência no mapa: B23 Localização no Inhotim: Eixo Amarelo
    Bambuzinho

    Encontrado principalmente nas florestas costeiras do Ceará ao Rio de Janeiro, o bambuzinho marca presença no Inhotim próximo à obra By Means of a Sudden Intuitive Realization, do artista Olafur Eliasson. A planta, que tem um pequeno porte característico, é uma espécie do gênero Raddia, que reúne apenas cinco espécies de bambus herbáceos.


    Ficha técnica Nome científico: Raddia brasiliensis Origem: Brasil Referência no mapa: B24 Localização no Inhotim: Eixo Amarelo
    Areca-dourada

    O alaranjado vivo de seu palmito torna esta planta extremamente atraente. A areca-dourada é bem exigente em termos climáticos, mas se adaptou muito bem ao Brasil. Não tolera frio excessivo ou longos períodos de seca, preferindo os climas mais tropicais sob a luz filtrada de outras árvores.


    Ficha técnica Nome científico: Areca vestiaria Origem: Indonésia Referência no mapa: B25 Localização no Inhotim: Eixo Amarelo
    Bromélia-imperial

    Tipicamente tropical, a broméliaimperial chama atenção pela forma escultural e cores vibrantes. A planta corre sério risco de extinção, porque é muito comercializada em função da beleza e da alta incidência de incêndios em seu habitat natural. Seu crescimento é moderado, podendo levar 10 anos para atingir o porte adulto e florescer.


    Ficha técnica Nome científico: Alcantarea imperialis Origem: Brasil, Venezuela, Nicarágua e Bolívia Referência no mapa: B26 Localização no Inhotim: Eixo Rosa
    Palmeira-juçara

    Conhecida também como palmito-doce, a planta é notória por seu principal produto, o palmito, muito consumido in natura ou em conserva. Infelizmente, o extrativismo ilegal do palmito tem causado o quase desaparecimento da espécie, e por isso é necessário que a população se conscientize e evite o consumo do palmito de juçara. Seu caule pode chegar aos 12 metros de altura e seus frutos roxos escuros são abundantes em maio e junho. Elegante, ela atrai vários passarinhos para a Galeria True Rouge.


    Ficha técnica Nome científico: Euterpe edulis Origem: Brasil, Paraguai e Argentina Referência no mapa: B27 Localização no Inhotim: Eixo Amarelo
    Palmeira-anã

    A palmeira-anã, que pode atingir 3 metros de altura, mostra todo o seu potencial ornamental no Restaurante Tamboril. Ela leva também o nome de tamareira-anã e se desenvolve tanto ao sol como a meia-sombra, além de tolerar bem a seca. Durante o verão, seus frutos são mais abundantes e atraem passarinhos.


    Ficha técnica Nome científico: Phoenix roebelenii Origem: Índia e Laos Referência no mapa: B28 Localização no Inhotim: Eixo Amarelo
    Jacarandá-preto

    Tem uma das madeiras mais valorizadas do País e é explorada desde o Brasil colonial. Em razão disso, está na lista do IBAMA de espécies ameaçadas de extinção. O jacarandá-preto é utilizado em obras de marcenaria de luxo e em instrumentos musicais, como pianos. Pode atingir 25 metros de altura e floresce entre setembro e novembro, ao passo que os frutos amadurecem em agosto ou setembro.


    Ficha técnica Nome científico: Dalbergia nigra Origem: Brasil Referência no mapa: B29 Localização no Inhotim: Eixo Laranja
    Buritirana

    Margens de rios, savanas, matas úmidas e de galeria são os habitats mais comuns da buritirana, que é conhecida também como buriti-mirim e caranã. Seu caule pode chegar aos 20 metros de altura e é coberto por espinhos cônicos e rígidos. Os frutos são pequenos, cobertos por escamas castanho-avermelhadas, de onde é extraído suco semelhante ao do buriti.


    Ficha técnica Nome científico: Mauritiella armata Origem: Norte da América do Sul Referência no mapa: B30 Localização no Inhotim: Eixo Laranja

    Paisagismo

    O paisagismo do JBI, isto é, a disposição do acervo botânico dentro da área de visitação, explora os padrões estéticos como um instrumento de sensibilização popular sobre a importância da biodiversidade. Ainda que não possa ser enquadrado em um estilo único, alguns princípios podem ser observados no paisagismo do Inhotim, como a preferência pelo uso de grandes maciços ou manchas de espécies que tira vantagem do efeito causado pelo agrupamento.

        A surpresa como linguagem paisagística também é outro princípio bastante utilizado, com curvas ou passagens que, subitamente, desfraldam novas perspectivas. Há também a busca permanente de se ampliar o vocabulário paisagístico. A introdução de espécies pouco conhecidas nos jardins também é uma prioridade para apresentar plantas que, apesar da rara beleza, quase não são usadas em projetos paisagísticos no mundo. Desta forma, mesmo que o paisagismo do Inhotim obedeça claramente a padrões estéticos, a variedade de espécies é simultânea e amplamente utilizada nas atividades de educação ambiental.    

    Curadoria Botânica

    A curadoria botânica organiza o crescimento do acervo do Jardim Botânico Inhotim (JBI), tanto em relação à conservação das espécies e à disposição do acervo existente quanto à definição estratégica das diretrizes para novas aquisições de espécies. De forma articulada com a curadoria de arte, arquitetos e área técnica, a curadoria botânica participa ativamente dos projetos de instalação de novas obras a céu aberto, galerias e pavilhões, definindo o projeto botânico e paisagístico do entorno do acervo artístico. A integração dessas áreas garante uma relação absolutamente harmônica entre a natureza e a arte contemporânea.

    Viveiro Educador

    Nos jardins do espaço Viveiro Educador são realizadas atividades voltadas para a manutenção do acervo botânico, pesquisa científica, conservação e educação ambiental. Uma porção selecionada de toda a coleção botânica do Inhotim está representada nos jardins do espaço que ocupa uma área de aproximadamente 25 mil m².

    O conceito do espaço vai além do cultivo de espécies botânicas e da pesquisa científica. No Viveiro Educador, a informação e a prática contribuem para a construção do conhecimento, a sensibilização ambiental e a popularização da ciência de forma lúdica e interativa. O caminho entre espécies de plantas do mundo todo permite ao visitante o contato com experiências diferenciadas que envolvem o reino vegetal, seus diferentes grupos e formas variadas. Podem ser observadas extravagantes plantas carnívoras, diversas espécies de orquídeas, plantas medicinais e aromáticas, plantas aquáticas de exótica beleza, palmeiras e uma diversidade espetacular de araceae, como a excêntrica flor-cadáver (Amorphophallus titanum).  


    Espaços do Viveiro Educador




    Trilha dos Guigós

    Trilha interpretativa que oferece ao visitante informações empíricas e científicas sobre a fauna, a flora e o ambiente em geral de uma porção da Mata Atlântica, despertando o interesse pela conservação da biodiversidade.

    Jardim dos Sentidos

    Disposto em forma de mandala, o jardim contém plantas medicinais, aromáticas e tóxicas, proporcionando ao visitante experiências que estimulam vários sentidos da percepção humana.

    Estufa Equatorial

    Ambiente com temperatura e umidade controladas, possibilitando cultivo de espécies tropicais, como as famílias de Araceae, Arecaceae, Piperaceae, Heliconiaceae, entre outras.

    Bosque da Juçara

    Espaço que recria um ambiente da mata atlântica, com áreas de sombra, temperatura amena e umidade elevada. Um convite à contemplação de espécies nativas desse tipo de bioma e de algumas ameaçadas de extinção.

    Gestão Ambiental

    O Instituto Inhotim busca alternativas para minimizar os impactos ambientais gerados pelas atividades do parque e desta forma ser reconhecido como uma referência internacional em sustentabilidade.

    Regularização Ambiental

    O respeito ao meio ambiente é um dever de todas as instituições comprometidas com o desenvolvimento sustentável e com a qualidade de vida. O Inhotim reporta aos órgãos ambientais toda e qualquer atividade geradora de impacto, visando autorização para realização das mesmas.

    Gestão de Resíduos Sólidos

    O gerenciamento de resíduos sólidos do Inhotim abrange o inventário dos tipos de resíduos, bem como armazenamento e destinação adequados. Com base na norma técnica ABNT NBR 10004/2004, que classifica os resíduos sólidos de acordo com seu potencial poluidor, os resíduos são encaminhados para os locais indicados:

    Resíduos classe I (perigosos): possuem local de armazenamento próprio, onde são recolhidos e destinados à aterro industrial por empresa terceirizada licenciada para tal atividade.

    Resíduos classe II A (não inertes): são armazenados em recipientes identificados por cor, coletados pela prefeitura municipal e destinados a aterro sanitário. Com exceção dos resíduos recicláveis, que são separados no próprio setor onde são gerados, armazenados em recipientes de cor diferente e destinados à associação de catadores de material reciclável local.

    Resíduos classe II B (inertes): que envolvem principalmente entulho de obras civis, são armazenados em caçambas e destinados a aterro industrial.

    Gestão de Recursos Hídricos e Efluente

    O Inhotim está localizado em uma região rica em recursos hídricos. Diversas nascentes e lagos naturais estão protegidos pelos remanescentes florestais mantidos intactos pelo Instituto, que contempla também uma Reserva Particular do Patrimônio Natural, a RPPN Inhotim. Poços artesianos e reservatórios de água para irrigação são utilizados para o abastecimento de água do parque. E um sistema próprio composto por fossas sépticas e estações de tratamento biológicas é usado para o tratamento dos efluentes gerados. Com o objetivo de manter a qualidade dos recursos hídricos e do tratamento dos efluentes, são realizadas, periodicamente, coletas de amostras de águas e efluentes para monitoramento físico-químico.

    Gestão de Fauna

    Por estar localizado entre os biomas Mata Atlântica e Cerrado, o Inhotim tem potencializado toda a diversidade biológica de seu parque. Com a finalidade de conhecer a fauna silvestre local, o Instituto realiza parcerias com universidades e pesquisadores especializados.

    saiba mais sobre as pesquisas

     

    Tecnologia e Inovação Ambiental

    Crédito de Carbono Inhotim: lançado na Semana do Meio Ambiente 2013, o projeto visa a compensação de Emissões de Gases do Efeito Estufa (GEE`s). Em parceria com a Plantar Carbon, foi elaborada uma calculadora ecológica online que permitiu ao visitante calcular a quantidade de GEE`s emitidos anualmente e compensar as emissões. A ação culminou na inédita venda de créditos de carbono para pessoa física certificada pela ONU.

    Circuito “Entre Borboletas”: elaborado a partir de dados obtidos em projeto científico, em parceria com o Centro Universitário UNA, o circuito de educação ambiental permite que os visitantes tenham contato com as borboletas do parque. Um guia ilustrado com informações sobre os exemplares coletados durante o projeto, convida a um passeio com paradas estratégicas em áreas de maior abundância de cada espécie.

    Pesquisa

    O acervo da fauna e da flora do Jardim Botânico Inhotim é um campo para estudos avançados e inovadores. Os projetos de pesquisas são voltados principalmente para conservação de espécies ex situ (fora de seu ambiente) para o uso sustentável de componentes da biodiversidade. Além disso, a produção de conhecimento no Inhotim busca o desenvolvimento de tecnologias ambientais e o planejamento para a conservação do meio ambiente. As pesquisas são desenvolvidas por investigadores do Instituto Inhotim e a partir da interlocução com redes institucionais formadas por universidades públicas e privadas, além de empresas e órgãos diversos.


    conheça as pesquisas desenvolvidas no Jardim Botânico Inhotim   projeto Fundo Clima