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  • 10 de março de 2017

    Redação Inhotim


    arteexposiçãoinhotim

    Leitura: 6 min

    Galeria Doris Salcedo reabre após processo de restauro

    Galeria Doris Salcedo reabre após processo de restauro

    Uma grande obra da Coleção Inhotim está novamente aberta para a visitação do público. Neither [Nenhum (dos dois), 2004], trabalho da artista colombiana Doris Salcedo inaugurado no Instituto em 2008, foi completamente restaurado, assim como a galeria em que está instalado. Este é o primeiro grande projeto de restauro realizado pela instituição e reafirma o compromisso do Inhotim em exibir, de forma permanente, obras de arte contemporânea.

    A recuperação de Neither foi realizada em três etapas. Inicialmente, uma intervenção arquitetônica na galeria modificou o acesso do público ao prédio e criou uma antecâmara climatizada para evitar a exposição direta da obra às condições externas. Em seguida, a casa de máquinas do pavilhão foi ampliada para receber novos equipamentos de monitoramento, que vão garantir parâmetros climáticos mais homogêneos e lineares, mesmo com a variação de temperatura e umidade no ambiente exterior, como é comum no Inhotim.

    Após as adequações, foi possível iniciar a terceira e mais complexa etapa: o restauro da obra. “Em Neither, Doris Salcedo trabalha de forma inédita combinando materiais não convencionais como placas de gesso e metal. Precisamos considerar que trabalhos de arte contemporânea como este são concebidos pelos artistas em momentos de experimentação e, muitas vezes, para exposições de curto prazo. No Inhotim, nosso desafio é realizar pesquisas contínuas sobre os processos, materiais e conceitos utilizados para garantir a perenidade do acervo e o acesso do público”, avalia a diretora artística adjunta da instituição, María Eugenia Salcedo.

    Durante cinco meses, 15 restauradores trabalharam diretamente com a equipe técnica do Inhotim, além de cientistas, engenheiros químicos, especialistas em corrosão de metais e laboratórios de análises de materiais. A complexidade do projeto passou, inclusive, pela escolha da cor da tinta a ser usada na recuperação. Uma análise da superfície da obra identificou 56 padrões diferentes de branco, que serviram como ponto de partida para que os técnicos realizassem diversos ensaios e formulações até que se chegasse aos dois tons adotados.

    Para o gerente da área técnica do Inhotim, Paulo Soares, o projeto gerou uma valiosa produção de conhecimento científico para o Instituto. “Exibir e preservar são pilares de uma instituição museológica e também um desafio ímpar. Expor ao público significa submeter o acervo a diversas fragilidades, como incidência de luz e variações climáticas. Por outro lado, um acervo armazenado e de acesso restrito perde sua máxima potência. Buscar atuar entre estes dois eixos é, não só um desafio, mas uma experiência única”, afirma.

    Galeria_Doris_Salcedo-Foto_William_Gomes (7)

    Sobre artista e obra
    Nascida em Bogotá, na Colômbia, desde a década de 1980 Doris Salcedo realiza trabalhos que promovem um forte diálogo com contextos políticos e sociais. Diversas histórias de violência do século 20, como as guerrilhas que há décadas marcam a história da Colômbia, surgem como referências e ponto de partida para suas esculturas e instalações.

    Neither articula-se com o interesse da artista por intervenções na arquitetura, mais diretamente com um dos paradigmas da sala de exposições moderna: o cubo branco. Um espaço segregado do exterior com proporções idealizadas e iluminação contínua, proporcionando uma experiência mais “pura” e “neutra” com a arte. No entanto, na instalação uma grade foi presa às paredes, com mínimas diferenças em sua repetição. Ao mesmo tempo carregada de emoção e quase invisível, a obra relaciona-se com a arquitetura dos campos de concentração, mas também com os aparatos de segregação tão presentes nas grandes cidades do mundo todo. Ao mesmo tempo em que são paredes que protegem, são grades que prendem e separam – sem, contudo, ser nenhum dos dois.

    Para Sergio Clavijo, representante do estúdio da artista e responsável pelo acompanhamento do restauro, apesar de Neither não ter sido pensada para ser permanente, a série de camadas de trabalho nas placas de gesso lhe conferiu esse caráter. Por outro lado, é uma obra que dialoga com outros lugares: “Há ali uma característica de espaço neutro, que quando vivenciado evoca outros espaços. Mais que falar de uma questão da Colômbia, do Brasil ou da América Latina, Neither fala de uma questão humana”, reflete.

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    16 de dezembro de 2016

    Cristina Iglesias

    Artista com obras em exposição no Inhotim


    artebotânicaexposiçãoinhotimmeio ambientevisita

    Leitura: 3 min

    O Labirinto de Cristina Iglesias #Ensaio1nfinit0

    O Labirinto de Cristina Iglesias #Ensaio1nfinit0

    O caminho de Belo Horizonte a Inhotim, em Minas Gerais, me afetou de uma maneira especial. Ao cruzar a aldeia até Brumadinho, ao longo dos trilhos de trem das minas, tudo estava coberto de um pó vermelho ferroso que dava a cada imagem a aparência de uma antiga foto em sépia. Notei várias garagens abertas onde se reparavam carros quebrados e me fixei também nas montanhas, com suas entranhas abertas entre a vegetação exuberante e desordenada. Essa visão me afetou no encontro com o Jardim. De repente, como um oásis perfeito depois desses caminhos sinuosos apareceu Inhotim, um laboratório de botânica e arte com uma ânsia educacional e de discussão exemplar.

    Minha primeira ideia foi a proposta final. Buscamos um lugar selvagem, mas nas proximidades. Imaginei uma peça no mato, perto do jardim mais puro , mas construindo um novo caminho a uma das ilhas de vegetação que no Inhotim preservam a memória do lugar. Era a possibilidade de jogar com a paisagem, extrair, preservar e replantar como em um desenho infinito, como na ficção interior.

    Eu construí uma sala vegetal sem teto, a céu aberto no meio da floresta, com paredes de aço inoxidável que refletem a natureza e, portanto, desaparecem, se camuflam. Há quatro portas, uma para cada lado. Cada porta se abre para um lugar com uma topografia que constrói recantos que convidam a ficar e aberturas para alguns dos outros espaços, sem acesso físico, mas acessíveis pelo olhar. As paredes representam uma ficção vegetal com um padrão que se repete e simultaneamente vai metamorfoseando de um espaço para outro, com detalhes que vão se multiplicando de forma quase imperceptível.

    Sem acesso aos diferentes espaços de dentro, é necessário voltar o olhar para o exterior, em direção à vegetação real, e encontrar a próxima porta entre os reflexos do ambiente. Ao entrar em outro espaço, a experiência será semelhante à já vivida. Ouve-se o murmúrio da água. Uma das entradas, a mais escondida por ervas daninhas, conduz ao centro do labirinto, onde, sob o chão de grade metálica, a água flui formando um redemoinho.

    Um labirinto é um complexo jogo de infinitos.

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    27 de agosto de 2015

    Redação Inhotim


    exposiçãoinauguraçãoprogramação cultural

    Leitura: 16 min

     Programação especial celebra os dois milhões de visitantes do Inhotim

     Programação especial celebra os dois milhões de visitantes do Inhotim

    Em agosto, o Inhotim alcançou a marca de 2 milhões de visitantes, dos mais diversos lugares e realidades, desde quando o parque foi aberto ao público, em 2006. Para comemorar a presença de quem mantém o Instituto vivo, o segundo semestre vai contar com novas exposições, performances e shows de grandes nomes da música brasileira. Entre as atrações, estão Maria Bethânia, Zélia Duncan e Jaques Morelenbaum, Luiz Melodia e uma homenagem a Fernando Brant. Confira tudo sobre quem chega para se apresentar no Inhotim nos próximos meses e sobre as novas obras que serão exibidas no parque.

    SETEMBRO
    5/09, 15h – Dançar o mundo – das ruas à web 2.0, performance de Ana Pi
    Teatro Inhotim (entrada por ordem de chegada – 210 lugares)

    A artista Ana Pi realiza performance baseada nas danças urbanas das grandes cidades do mundo, surgidas em subúrbios ou em contextos underground. A apresentação mostra a relação da artista tanto com a dança funk do Brasil como com os ritmos africanos e norte-americanos, criando um diálogo explícito entre nacional e internacional. Haverá uma conversa com o público após o espetáculo.

    Entrada por ordem de chegada, 30 minutos antes da apresentação.  Compre seu ingresso para o parque neste dia.

     12/09, 15h – Lucas Santtana
    Palco Magic Square (entrada por ordem de chegada. Lotação: 1.500 pessoas)

    Comemorando 15 anos de carreira com a turnê de um de seus mais recentes álbuns, “Sobre Noites e Dias”, Lucas Santtana se apresenta no Inhotim em um show dançante e animado.  Com faixas inspiradas em crônicas do dia a dia, como a divertida “Montanha Russa Sentimental”, o cantor baiano também resgata os últimos trabalhos lançados, tocando alguns de seus sucessos.

    (Essa atividade faz parte do Inhotim em Cena, é apresentada pelo Correios, tem patrocínio da Pirelli e Apoio da Wals.)

    Compre seu ingresso para o parque neste dia.

    13/09, 15h – Luiz Melodia, voz e violão
    Palco Magic Square (entrada por ordem de chegada. Lotação: 1.500 pessoas)

    Com mais de quarenta anos de carreira, Luiz Melodia se mostra cada vez mais versátil e criativo, compondo músicas que passam pelo blues, choro e samba. O show conta com seus maiores sucessos, como “Pérola Negra”, “Magrelinha” e “Estácio, eu e você”. Acompanhado de Renato Piau, seu violão e braço direito no palco, Melodia se reinventa a cada apresentação tornando sempre uma surpresa suas músicas já consagradas.

    Compre seu ingresso para o parque neste dia.

    (Essa atividade faz parte do Inhotim em Cena, é apresentada pelo Correios, tem patrocínio da Pirelli e Apoio da Wals.)

    19/09, 15h – Orquestra Jovem Inhotim
    Palco Magic Square (entrada por ordem de chegada. Lotação: 1.500 pessoas)

    Concertos especiais marcam a participação da Orquestra Jovem Inhotim na programação do Inhotim em Cena. A Orquestra é formada pelos alunos da Escola de Cordas do Inhotim que se apresentam sob a regência do maestro César Timóteo, diretor artístico do projeto. Com programação diversificada, o grupo leva ao público obras de diferentes estilos musicais, valorizando a música instrumental. A orquestra conta com 30 instrumentistas entre violinistas, violistas, violoncelistas e contrabaixistas. No repertório, obras dos compositores: Mozart, Vivaldi, Villa Lobos, Tom Jobim e Milton Nascimento.

    Compre seu ingresso para o parque neste dia.

    (Essa atividade faz parte do Inhotim em Cena, é apresentada pelo Correios, tem patrocínio da Pirelli e Apoio da Wals.)

    20/9, 15h – Carminho
    Palco Magic Square (entrada por ordem de chegada. Lotação: 1.500 pessoas)

    A cantora e compositora portuguesa de fado é ilha da também fadista Teresa Siqueira e uma das mais talentosas e inovadoras cantoras de fado da sua geração. No show, ela vai interpretar  também outros gêneros musicais, como a música popular portuguesa, MPB, jazz, música pop e rock. Carminho se apresenta pela primeira vez em Minas Gerais após espetáculos com lotação esgotada nas cidades de São Paulo e Rio de Janeiro. A artista, que no Brasil já gravou com Chico Buarque, Milton Nascimento, Nana Caymmi e Marisa Monte, apresenta no Inhotim Em Cena canções de seu terceiro disco, “Canto”.

    Compre seu ingresso para o parque neste dia.

    (Essa atividade faz parte do Inhotim em Cena, é apresentada pelo Correios, tem patrocínio da Pirelli e Apoio da Wals.)

    OUTUBRO
    1/10 – Novas exposições temporárias

    No dia 1º de outubro, o Inhotim inaugura diversas obras do acervo. Entre as novidades, está uma videoinstalação do sul-africano William Kentridge. O artista, que em 2013 passou por Rio de Janeiro, São Paulo e Porto Alegre com uma mostra itinerante dedicada à sua produção, chega ao Inhotim com o trabalho “I am not me, the horse is not mine”.  Composto por oito projeções em tamanho monumental, a obra vai ocupar um  galpão de 600 m² e promete ser uma das principais atrações do Instituto para 2015. O trabalho já esteve em exibição na Tate Modern, em Londres, e no MoMA, em Nova York, e fica no lugar de “The Murder of Crows”, de Janet Cardiff e Georges Bures Miller.

    Na Galeria Fonte, a exposição “Do Objeto para o Mundo – Coleção Inhotim” apresenta para o público do Inhotim trabalhos da coleção que nunca foram exibidos anteriormente no parque. Mais de 50 obras, dos anos de 1950 até hoje, propõem um recorte do acervo que examina a formação do campo da arte contemporânea a partir da coleção e do programa da instituição, inaugurada ao público em 2006. A mostra já passou por Belo Horizonte e São Paulo, somando um público de mais de 100 mil pessoas.

    (Essa atividade faz parte do Inhotim em Cena, é apresentada pelo Correios, tem patrocínio da Pirelli e Apoio da Wals.)

    1/10, 15h – Bixiga 70
    Palco Magic Square (entrada por ordem de chegada. Lotação: 1.500 pessoas)

    A inauguração das novas exposições temporárias será celebrada com show da banda Bixiga 70, que lança seu terceiro disco. O grupo mantém o ritmo dançante que passa por dub e reggae, cumbia e carimbó, ethio-jazz e samba-jazz, construído em frases e solos, harmonias e dinâmicas, claves e improvisos. Os dez integrantes fazem uma apresentação altamente dançante.

    Entrada por ordem de chegada.  Compre seu ingresso, aqui.

    (Essa atividade faz parte do Inhotim em Cena, é apresentada pelo Correios, tem patrocínio da Pirelli e Apoio da Wals.)

    3 e 4/10, 15h – Zélia Duncan e Jaques Morelenbaum
    Palco Magic Square (ingressos específicos para o público do show – 1.500 lugares)

    A artista homenageia Milton Nascimento no Inhotim ao lado de Jaques Morelenbaum.  Em um show em formato de recital, de voz e violoncelo, o repertório de Milton será interpretado de forma especial. O show não se prende a cronologias. “Tanto eu como o Jaques, temos uma memória afetiva recheada pelo repertório do Milton e esse foi o critério que adotamos para a seleção das músicas”, conta Zélia. Entre elas, “Canção Amiga”, “Cravo e Canela”, “Encontros e Despedidas”, “O que foi feito deverá”, “Ponta de Areia” e “San Vicente”.

    O show acontecerá em área reservada, com ingressos vendidos separadamente a R$40 (inteira). O ingresso para visitar o Inhotim neste dia não inclui a entrada no espaço do show. A meia-entrada é válida para Amigos do Inhotim e para os demais públicos que possuem esse benefício. Confira aqui.

    Compre seu ingresso, aqui.

    (Essa atividade faz parte do Inhotim em Cena, é apresentada pelo Correios, tem patrocínio da Pirelli e Apoio da Wals.)

    10 e 11/10, 15h- Homenagem a Fernando Brant – Canções da América
    Palco Magic Square (ingressos específicos para o público do show – 1.500 lugares)

    Amigos do compositor Fernando Brant e vozes da nova geração da música de Minas se reúnem no Inhotim em apresentação que homenageia o artista. Entre os convidados estão Toninho Horta, Tavinho Moura, Beto Guedes, Flávio Venturini, Quarteto Cobra Coral, Amaranto, Juliana Perdigão e Marina Machado. O show tem roteiro de Murilo Antunes, direção musical de Flávio Henrique e direção artística de Antonio Grassi.

    O show acontecerá em área reservada, com ingressos vendidos separadamente a R$40 (inteira). O ingresso para visitar o Inhotim neste dia não inclui a entrada no espaço do show. A meia-entrada é válida para Amigos do Inhotim e para os demais públicos que possuem esse benefício. Confira aqui.

    Compre seu ingresso, aqui.

    (Essa atividade faz parte do Inhotim em Cena, é apresentada pelo Correios, tem patrocínio da Pirelli e Apoio da Wals.)

    17/10, 11h – Vocal Line
    Tamboril (acesso livre para os visitantes do parque)

    O grupo dinamarquês conta com coro de 30 integrantes regidos pelo maestro Jens Johansen. Ao longo dos 23 anos de existência, Vocal Line tem alcançado grande reconhecimento em toda a Europa e em várias partes do mundo, apresentando-se em importantes festivais da Europa e dos Estados Unidos.

    Acesso livre para visitantes do parque.

    (Essa atividade faz parte do Inhotim em Cena, é apresentada pelo Correios, tem patrocínio da Pirelli e Apoio da Wals.)

    17 e 18/10, 15h – Espetáculo “Bethânia e as Palavras”
    Palco Magic Square (ingressos específicos para o público do show – 1.500 lugares)

    O espetáculo “Bethânia e as Palavras” vai levar ao Inhotim a coletânea de poesias e textos escolhidos por Maria Bethânia em uma apresentação que mistura literatura e música. No show, poetas de todas as gerações são lidos, como Guimarães Rosa, Manuel Bandeira, Cecília Meireles, Sophia de Mello Breyner, Padre Antonio Vieira, Caetano Veloso, Fausto Fawcet, Ferreira Gullar, entre outros. As leituras serão entremeadas por trechos de conhecidas canções brasileiras e portuguesas como ABC do Sertão (Luiz Gonzaga), Romaria (Renato Teixeira), Estranha Forma De Vida (Amália Rodrigues) e Marinheiro Só (domínio público/adaptação Caetano Veloso).

    O show acontecerá em área reservada, com ingressos vendidos separadamente a R$200 (inteira). O ingresso para visitar o Inhotim neste dia não inclui a entrada no espaço do show. A meia-entrada é válida para Amigos do Inhotim e para os demais públicos que possuem esse benefício. Confira aqui.

    Compre seu ingresso, aqui.

    Maria Bethânia faz apresentação que reúne poesia e música no Magic Square do Inhotim.

    Maria Bethânia faz apresentação que reúne poesia e música no Magic Square, em outubro.

    24/10, 15h – Ars Nova
    Palco Magic Square (entrada por ordem de chegada. Lotação: 1.500 pessoas)

    Em comemoração aos 100 anos de nascimento do compositor Hans-Joachim Koellreutter, o Ars Nova – Coral da UFMG, regido pela maestrina Iara Fricke Matte apresenta um concerto especial voltado para a música erudita contemporânea. O concerto marca ainda a estreia global de duas peças: Três Canções Sacras, do compositor mineiro Eduardo Ribeiro, e Trois Chansons, de Daniel Knaggs. O Ars Nova – Coral da UFMG é o representante brasileiro desse projeto, no qual Knaggs convidou corais do mundo inteiro a criarem suas próprias leituras interpretativas da homenagem que o americano fez a Ravel e Debussy.

    Entrada por ordem de chegada. Lotação: 1.500 pessoas. Início das vendas em breve.

    (Essa atividade faz parte do Inhotim em Cena, é apresentada pelo Correios, tem patrocínio da Pirelli e Apoio da Wals.)

    25/10, 15h – Espetáculo Cobra, de John Zorn
    Palco Magic Square (entrada por ordem de chegada. Lotação: 1.500 pessoas)

    Neste concerto, o Coletivo Distante apresenta improvisações em diferentes formações instrumentais, realizando versões do jogo musical Cobra (1984), do compositor novaiorquino John Zorn. O jogo utiliza de placas e sinais entre os músicos para articular uma série de modos de improvisação, cada qual com suas próprias regras.

    Entrada por ordem de chegada. Lotação: 1.500 pessoas. Início das vendas em breve.

    (Essa atividade faz parte do Inhotim em Cena, é apresentada pelo Correios, tem patrocínio da Pirelli e Apoio da Wals.)

    NOVEMBRO
    26/11 – Inauguração da Galeria Claudia Andujar

    Em 26 de novembro deste ano, o Inhotim inaugura a galeria Claudia Andujar, projeto que vem sendo desenvolvido há cinco anos pela instituição. O espaço terá 1.600 m² e será integralmente dedicado ao trabalho da fotógrafa suíça, radicada no Brasil desde a década de 1950. Ao longo dos anos, ela registrou a vida dos Yanomami, povo indígena que vive na floresta amazônica, na fronteira entre Venezuela e Brasil. Sua atuação foi fundamental para a demarcação do território Yanomami, em 1992, e está intimamente ligada à história do País. No Inhotim, a galeria reunirá cerca de 500 fotografias feitas pela artista durante o período em que viveu com os índios e em visitas posteriores.

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    14 de maio de 2015

    Inês Grosso

    Curadora assistente do Inhotim


    do objeto para o mundoexposiçãoinhotimrelógiosão paulo

    Leitura: 4 min

    Um dia como outro qualquer

    Um dia como outro qualquer

    Um dia como outro qualquer (2008) da artista Rivane Neuenschwander, consiste em 24 relógios cujos painéis numéricos, correspondentes à marcação das horas e minutos, foram substituídos por zeros. Instalados no espaço expositivo ou em locais de passagem, como corredores, balcões de atendimento, bibliotecas e cafeterias, e valendo-se da relação entre função e valor simbólico, a obra proporciona um encontro inesperado com o público – onde este esperaria encontrar um relógio em funcionamento, acha, pelo contrário, uma versão atual e intencionalmente modificada dos clássicos flip-clocks, que, neste caso, registram apenas zero hora e zero minutos.

    O dia começa à zero hora e termina à meia-noite. Zero hora marca o início de um novo dia e meia-noite o final. Neuenschwander remete-nos para um tempo hipnótico e ilusoriamente suspenso, para aquele intervalo entre um dia e outro, entre o final de um dia e o começo do seguinte, que será sempre um dia como outro qualquer. De fato, o relógio rege os nossos dias: temos horas para levantar, chegar ao trabalho, almoçar, jantar, dormir, etc. Somos escravos do tempo. De um tempo que não espera. Especialmente numa metrópole como São Paulo, onde vivemos sempre atrasados e dependentes do relógio para não perder a hora, Neuenschwander desafia-nos a refletir sobre a dimensão do tempo no mundo contemporâneo.

    A artista remete-nos para  aquele intervalo entre um dia e outro, que será sempre um dia como outro qualquer.

    A artista remete-nos para aquele intervalo entre um dia e outro, que será sempre um dia como outro qualquer.

    A apropriação de objetos comuns, utilitários ou decorativos, e sua introdução poética no cotidiano da cidade, aproxima sua prática do exercício de revisão do estatuto do objeto artístico.  Isto teve início em meados dos anos de 1960, quando os artistas experimentavam formas alternativas de circulação da obra de arte e sua inserção no mundo real.

    A obra integra a exposição Do Objeto para o Mundo , em exibição no Itaú Cultural até 31 de maio. Os 24 relógios foram espalhados pela sede do Itaú Cultural e por diferentes espaços da cidade, como o Museu de Arte Moderna de São Paulo – MAM, o Auditório Ibirapuera – Oscar Niemeyer, a Pinacoteca do Estado de São Paulo, o Museu de Arte de São Paulo – MASP e o Centro de Memória Itaú Cultural/Espaço Memória.

    A obra integra a exposição Do objeto para o Mundo - Coleção Inhotim, em SP.

    A obra integra a exposição Do objeto para o Mundo – Coleção Inhotim, em SP.

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    01 de abril de 2015

    Redação Inhotim


    arteexposiçãoinauguração

    Leitura: 5 min

    Inhotim na Avenida Paulista

    Inhotim na Avenida Paulista

    2 de abril de 2015 poderia ser um dia como outro qualquer na maior metrópole brasileira. Mas, hoje, São Paulo acorda diferente. A inauguração da mostra “Do Objeto para o Mundo”, realizada em parceria com o Itaú Cultural, marca a primeira vez em que a coleção do Inhotim, formada ao longo dos últimos dez anos, é exibida fora de Minas Gerais, sua sede. Em exibição até 31 de maio, a exposição levou mais de 50 mil visitantes ao Palácio das Artes e ao Centro de Arte Contemporânea e Fotografia, no centro de Belo Horizonte, antes de desembarcar na capital paulista.

    O conjunto de 29 artistas de diversas gerações e partes do mundo que compõe o percurso expositivo convida a uma reflexão sobre o desenvolvimento da arte contemporânea. O movimento neoconcreto da década de 1950 é o ponto de partida para essa viagem, que revela como questões e práticas adotadas na época, por nomes como Hélio Oiticica, Lygia Clark e Lygia Pape, transpõem as barreiras do tempo e se vêem presentes em trabalhos recentes de Gabriel Sierra, José Dávila e Juan Araujo.

    Foto: Arquivo Inhotim

    Foto: Arquivo Inhotim

    “Do Objeto para o Mundo” reúne obras que tensionam as fronteiras entre arte e vida. Na mostra, os objetos de arte desmaterializam-se ou aproximam-se da experiência cotidiana e de mundo do espectador. Quem já experimentou essa transformação caminhando pelos jardins do Inhotim, agora tem a chance de perceber, em um contexto totalmente diverso, os impulsos que levaram a essa arte mais espacial. O curador da exposição, Rodrigo Moura, exemplifica: “Os relevos espaciais foram, possivelmente, o primeiro passo de Oiticica em direção à arte ambiental. Para chegar ao Magic Square, primeiro o artista teve que tirar o quadro da parede e criar um objeto que não tem frente nem verso, que tem frestas e quinas. A partir daí, a pintura foi se transformando até virar um espaço público, uma praça”.

    O recorte exibido em São Paulo introduz três obras que não participaram da temporada em Belo Horizonte: a instalação Límite de una proyeccíon I (1967), do argentino David Lamelas, a projeção U.S.A. Freestyle Disco Contest (1979/2003), do americano Michael Smith e o filme 0314 (2002), do mineiro Marcellvs L. A obra Seção Diagonal, de Marcius Galan, sucesso de visitação no Inhotim desde 2010, agora também está instalada no espaço.

    Alguns cartões postais da cidade também recebem trabalhos. Os relógios que compõem a obra Um dia como outro qualquer (2008), de Rivane Neuenschwander, sempre registram zero hora e zero minuto, e foram posicionados em locais inusitados de espaços como o Auditório Ibirapuera, o MAM-SP, o MASP e a Pinacoteca.

    PROGRAMAÇÃO DE ABERTURA

    Os artistas David Lamelas e Michael Smith participam de conversas de abertura, no dia 2/04, às 20h, no Itaú Cultural. A entrada é gratuita, sujeita à lotação da sala (80 lugares). Se não puder comparecer, não se preocupe: o evento será transmitido ao vivo por este link.

    Visite o hotsite doobjetoparaomundo.org.br e saiba mais sobre a exposição. Assista ao vídeo da montagem em Belo Horizonte, com depoimentos dos curadores do Inhotim:

    EXPOSIÇÃO
    Do Objeto para o Mundo – Coleção Inhotim
    Quando: de 2 de abril a 31 de maio de 2015. Terça a sexta, das 9h às 20h. Sábado, domingo e feriado, das 11h às 20h.
    Onde: Itaú Cultural (Avenida Paulista, 149 – São Paulo/SP)

    Entrada gratuita.
    Indicado para todas as idades.
    doobjetoparaomundo.org.br

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