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  • 29 de agosto de 2018

    Redação Inhotim


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    Leitura: 12 min

    Ações coletivas e sustentáveis são temas de Seminário Internacional de Educação no Inhotim

    Ações coletivas e sustentáveis são temas de Seminário Internacional de Educação no Inhotim

    O Instituto Inhotim realiza, entre os dias 13 e 15 de setembro, a quarta edição do Seminário Internacional de Educação do Inhotim: Entre sujeitos e coletividades, com foco nas transformações dos cidadãos e suas relações com o ambiente. O evento reunirá especialistas nacionais e estrangeiros para debater temas ligados a sustentabilidade, arte, cultura, ciência, educação alternativa, jogos cooperativos, metodologias educativas e diversidade. A entrada para cada dia do Seminário custa R$ 44 (inteira) e dá direito a ônibus de ida e volta, com partida de Belo Horizonte. 

    Nestes três dias, convidados do Brasil e de vários outros países – Rússia, Índia, Austrália, Argentina, Chile e Colômbia – vão apresentar experiências bem-sucedidas de transformação de sonhos individuais em ações coletivas e inspirar os participantes na criação de alternativas para construir um mundo mais sustentável, plural, colaborativo e sensível.

    Para a gerente de Educação do Inhotim, Yara Castranheira, o seminário está em sintonia com o objetivo do Instituto de ser um lugar de troca, debate e disseminação do conhecimento. “A realização de um seminário como esse reforça o potencial do Inhotim como um importante interlocutor das questões contemporâneas. A partir dos nossos acervos de arte e botânica, contribuímos com a formulação de projetos inovadores em educação e com o desenvolvimento humano. Estamos de portas abertas para discutir e pensar, junto com outros especialistas, soluções para os desafios da contemporaneidade”, avalia Yara, que participará de uma das mesas do seminário.

    A palestra inaugural ficará a cargo da bióloga colombiana transgênero Brigitte Baptiste, diretora geral do Instituto de Investigação em Recursos Biológicos Alexander von Humboldt, em Bogotá. Brigitte é uma das principais referências em temas ambientais e de biodiversidade em seu país, tendo, ainda, grande interesse nas temáticas de gênero e cultura. Outros destaques da programação são o australiano John Croft, criador da metodologia Dragon Dreaming, aplicada em mais de 52 países, e a indiana Vidhi Jain, ativista e cofundadora do Instituto Shikshantar.

    Do Brasil, participarão Suélen Brito, coordenadora da Escola de Cinema Olhares da Maré – Redes da Maré; Edgard Gouveia Júnior, arquiteto, urbanista, pós-graduado em Jogos Cooperativos e cofundador do Instituto Elos; Thiago Berto, fundador da Escola Cidade AYNI; e Guilherme Massara, psicanalista e professor do Departamento de Psicologia da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

    O evento será realizado no Teatro Inhotim, com capacidade para 210 pessoas por dia. No segundo dia de seminário, na parte da tarde, o público poderá assistir a uma apresentação da Escola de Cordas Inhotim. Para se inscrever, é preciso adquirir os ingressos aqui. 

    Veja quem são os palestrantes:

    Brigitte Baptiste (Colômbia)

    Diretora Geral do Instituto de Investigação em Recursos Biológicos Alexander von Humboldt, Bogotá.

    Bióloga pela Pontifícia Universidade Javeriana, mestra em Estudos Latino-americanos pela Universidade da Flórida e Doutora Honoris Causa em Engenharia Ambiental e de Saneamento. É uma das maiores referências em temas ambientais e de biodiversidade em seu país, tendo participado de diversos projetos nacionais nessas áreas. Tem, ainda, grande interesse em temas de gênero e cultura. Em 2017, recebeu o prêmio Prince Claus por suas conquistas em desenvolvimento e cultura.

    Janet Laurence (Austrália)

    Artista

    Janet Laurence é uma artista australiana com exibições nacionais e internacionais. Sua prática examina nossa relação conflituosa com a natureza. A artista cria ambientes imersivos que navegam pelas interconexões entre os sistemas da natureza, explorando conceitos de cura do mundo natural. Seu trabalho está presente em museus, universidades, empresas e coleções privadas e se estende desde práticas em museus a projetos arquitetônicos e paisagísticos.

    Agustín Rodríguez (Argentina)

    Coordenador do projeto Isla Invisible – Ferrowhite Museo Taller

    Agustín Rodríguez é docente e artista. Leciona na Escola Superior de Artes Aplicadas Lino Enea Spilimbergo, em Bahía Blanca, Argentina. Em 2016, recebeu o primeiro prêmio da Bienal Nacional do Museu de Arte Contemporânea de Bahía Blanca. Sua obra questiona o vínculo entre arte e comunidade. Agustín faz parte da equipe do Ferrowhite Museo Taller, um museu-oficina, onde coordena o projeto de residências Isla Invisible.

    Suélen Brito (Brasil)

    Coordenadora da Escola de Cinema Olhares da Maré – Redes da Maré

    Suélen Brito é arte-educadora, produtora cultural, formada em pintura pela UFRJ e pós-graduanda em Gestão Cultural pelo Senac. A maior parte do seu trabalho se desenvolve no Complexo de Favelas da Maré, onde nasceu e viveu boa parte de sua história. Atua na “Redes de Desenvolvimento da Maré” desde o início da instituição. Recentemente, atuou em ações culturais e educativas no Sesc Nova Iguaçu e em Realengo.

    Cecília Vicuña (Chile)

    Artista e fundadora da plataforma digital Oysi

    Poeta, artista, ativista e cineasta chilena. Fundou a Tribo Não no Chile, em 1967, e, em 1974, cofundou Artistas pela Democracia, em Londres. Dedica-se, entre outros projetos, ao oysi.org, plataforma digital para o encontro entre ciência, artes e pensamento indígena. Considerada pioneira da performance e da arte conceitual na América Latina, tem participado de inúmeras exposições internacionais. Em 2015, foi nomeada Messenger Lecturer pela Universidade Cornell. Teve obras destacadas na Documenta 14 de Kassel e Atenas.

    Yana Klichuk (Rússia)

    Gerente de Educação da Manifesta 12

    Yana Klichuk trabalha como gestora cultural e educadora. Atualmente está a cargo do Programa de Educação e Mediação da Bienal Manifesta. Seu trabalho, em conjunto com a curadoria e a comunidade local, busca moldar estratégias a fim de situar a bienal no contexto social da cidade anfitriã e, assim, engajar diversos públicos. Klichuk trabalhou nas edições da Manifesta que ocorreram em São Petersburgo (Rússia) e em Zurique (Suíça). Atualmente, está dirigindo os programas educativos da Manifesta 12, em Palermo (Itália), e da Manifesta 13, em Marselha (França).

    Edgard Gouveia Júnior (Brasil)

    Fundador do LiveLab e da Epic Journey

    Arquiteto e urbanista pós-graduado em Jogos Cooperativos, Edgard Gouveia Júnior não se cansa de colocar as pessoas para brincar. É cofundador do Instituto Elos, do Programa Guerreiros sem Armas e do Jogo Oasis. Professor de Jogos Cooperativos do International Youth Initiative Program, MSLS na Suécia, Knowmads na Holanda e da Formação Gaia Brasília e Paraná. Gouveia é palestrante TEDx, Ashoka Fellow e consultor internacional na Europa, América do Norte e Ásia. Também é idealizador do Play The Call, uma gincana mundial online.

    Yara Castanheira (Brasil)

    Gerente de Educação do Instituto Inhotim

    Mestre em Mídias, Comunicação e Estudos Culturais com ênfase em Educação pela Universidade de Kassel (Alemanha) e pelo Instituto de Educação da Universidade de Londres (Inglaterra), atualmente Yara é Gerente de Educação do Inhotim. Tem experiência em gestão de projetos educativos e culturais em instituições do Brasil e da Europa. Por meio de sua formação em Design Thinking e em Treinamento Intercultural, atua em facilitação e liderança de equipes. Seus interesses de pesquisa envolvem processos criativos e de aprendizagem.

    Lizandra Barbuto (Brasil)

    Treinadora Dragon Dreaming e cofundadora do Possibilities Institute

    Terapeuta ocupacional, especialista em Desenvolvimento Humano, Neurociência e Comportamento e em Sustentabilidade Integral, Liz Barbuto tem praticado movimento espontâneo há 15 anos. Treinada na Integrative Therapy School SAT, em Terapia Gestalt e em constelação familiar, trabalha em várias culturas pelo mundo. É cofundadora do Possibilities Institute junto com John Croft e apoia processos de desenvolvimento humano para potencializar a sabedoria coletiva, por meio do aprendizado conceitual, da natureza e de métodos participativos.

    John Croft (Austrália)

    Criador da metodologia Dragon Dreaming

    Treinador e consultor internacional nascido na Austrália, John Croft é cofundador da Fundação Gaia da Austrália Ocidental. Atua como palestrante universitário e consultor de governos na construção de comunidades, em desenvolvimento regional e em sustentabilidade ambiental. É o criador do Dragon Dreaming, metodologia que disseminou em mais de 8.500 projetos em 52 países ao longo dos últimos 20 anos. É também cofundador do Possibilities Institute.

    Thiago Berto (Brasil)

    Fundador da Escola Cidade AYNI

    Aos 30 anos, Thiago vendeu seus pertences e saiu pelo mundo. Com um ano de viagem, conheceu um projeto de educação infantil em Cusco, no Peru, e ali percebeu sua missão. Após oito meses no Peru como voluntário, seguiu viajando com o propósito de visitar projetos de educação alternativa e conheceu 40 projetos pelo

    continente americano. De volta ao Brasil, criou a Escola Cidade AYNI, resultado de horas de trabalho voluntário e de trocas com educadores de todas as partes do mundo.

    Vidhi Jain (Índia)

    Cofundadora do Instituto Shikshantar

    Vidhi é ativista pela aprendizagem do Instituto Shikshantar, em Udaipur, na Índia, atuante no processo-projeto “Udaipur como Cidade do Aprendizado”. Ela trabalha com o programa “Famílias Aprendendo Juntas” e iniciativas de desescolarização, bem como em diferentes mídias comunitárias e em ações dentro do mesmo projeto-processo. Vidhi se interessa pelo conhecimento tradicional e atualmente trabalha na Grandmother’s University (Universidade das Avós). Apaixonada pelo movimento slow food, apoia diversos festivais culinários locais. Vidhi e seu marido, Manish, estão desescolarizando sua filha Kandu.

    Guilherme Massara (Brasil)

    Psicanalista e professor do Departamento de Psicologia da UFMG

    Guilherme Massara é psicanalista e professor adjunto do Departamento de Psicologia da UFMG. Possui mestrado e doutorado em Filosofia pela USP. É membro do GT Psicanálise, Política e Cultura da Associação Nacional de Pesquisa e Pós-graduação em Psicologia (ANPEPP), do Laboratório de Psicanálise e Psicopatologia da UFMG, da Sociedade Internacional de Filosofia e Psicanálise (ISSP) e da Federação Europeia de Psicanálise (FEDEPSY). Como pesquisador, suas principais áreas de investigação são clínica, estética e política.

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    16 de agosto de 2018

    Antonio Grassi


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    Leitura: 6 min

    3 milhões de visitantes

    3 milhões de visitantes

    Quando o Inhotim abriu suas portas à visitação pública, em 2006, Brumadinho era um município pequeno, dedicado à mineração e à pecuária, sem qualquer traço de atividade turística em suas ruas empoeiradas de minério de ferro. Doze anos depois, a cidade ganhou um alfinete colorido no mapa de todo aquele que, no Brasil e no exterior, gosta de arte, de natureza e de viajar. Este agosto que começa agora trouxe um número capaz de traduzir toda essa transformação: 3 milhões. Este é o total de visitantes que estiveram em Brumadinho para conhecer as obras de arte e o jardim botânico do Inhotim.

    Este número carrega alguns significados nem sempre percebidos de imediato. Falo, por exemplo, do grande impacto da Instituição em toda a região de Brumadinho. Me refiro, ainda, à grande responsabilidade dos gestores do Instituto em manter vivos os sonhos e a sede de conhecimento das pessoas tocadas pela magia do Inhotim. Na última semana, colhemos boas notícias na área de governança e compliance, que contribuem efetivamente para a perenização do Inhotim. Já chego lá!

    Antes, é preciso entender melhor o universo do Inhotim. Para abrigar e alimentar tanta gente, dezenas de pousadas, hotéis e restaurantes pela cidade foram abertos nos últimos anos. Dos cerca de 600 funcionários diretos e indiretos do Museu, 90% são moradores da região e muitos jovens têm no Inhotim seu primeiro emprego. Por ano, são recebidas 50 mil pessoas da comunidade escolar, entre alunos e professores, com destaque para a rede pública de ensino da Região Metropolitana de Belo Horizonte.

    Inhotim desenvolve trabalho de resgate histórico, preservação e desenvolvimento da cultura das comunidades do entorno; mantém uma escola de cordas com jovens da região; oferece formação para estudantes e professores a partir dos seus acervos artístico e botânico, e forma jovens protagonistas nas discussões contemporâneas.

    Seu modelo inovador e único, mesmo considerando os museus do mundo, transforma a visita às obras de arte em um encantador passeio por um imenso jardim com quase 5 mil espécies de plantas. É uma experiência que distancia o Inhotim dos museus urbanos e atrai turistas de todas as partes.

    Segundo pesquisa da Vox Populi, pouco mais da metade dos visitantes são de Minas Gerais, um terço de outros estados e mais de 10% de outros países – importante ressaltar que, durante a Copa do Mundo de 2014 e os Jogos Olímpicos de 2016, 20% dos visitantes eram estrangeiros.

    São 140 hectares que acolhem 23 grandes galerias – 19 permanentes e quatro temporárias – e outras 23 obras de grande escala distribuídas ao ar livre. Todas elas levando inquietação e reflexão sobre o mundo em que vivemos – traço característico da arte contemporânea. Aos 140 se somam outros 249 ha de uma RPPN (Reserva Particular de Patrimônio Natural). Pelos jardins, há espécies de todos os continentes, muitas delas raras e ameaçadas de extinção.

    Por tudo isso, o Instituto Inhotim compreende que sua perenização é um compromisso com toda essa gente que frequenta ou que deseja conhecer o lugar e os acervos lá distribuídos. E, é claro, que perenização passa por excelência de gestão e transparência, de forma a atrair empresas e entidades públicas e privadas interessadas em participar do esforço de manter abertas as portas do Inhotim.

    Por isso, com muita alegria, recebemos, na semana passada, o relatório das contas de 2017 das mãos de representantes da Ernst & Young, empresa internacional de auditoria. É o quinto ano consecutivo que elas são aprovadas sem ressalva. Desta vez, a boa notícia vem acompanhada de um plano de ação com 19 produtos e procedimentos para melhoria, modernização e fortalecimento do compliance da gestão do Inhotim, preparado pela consultoria Smart Gov.

    Dentre as propostas da Smart Gov, estão incluídos criação de Código de Ética e de Conduta do Instituto Inhotim, Comitê de Ética, Compliance Officer; incentivo à adoção de medidas de integridade entre parceiros de negócio; política anticorrupção; planejamento estratégico e governança corporativa; segurança da informação e transparência; avaliação de risco e melhoria contínua; responsabilidade social; e adesão ao Pacto Empresarial pela Integridade e contra a Corrupção.

    Todas essas medidas são fundamentais para a manutenção do Inhotim e têm o respaldo do Conselho de Administração. Certos de que estamos no caminho certo, agradecemos aos parceiros que nos ajudam a despertar a consciência crítica instigada pela arte contemporânea, aliada à sustentabilidade ambiental. E obrigado a cada um dos 3 milhões de visitantes que contribuíram para materializar esse sonho. Se depender da gente, os alfinetes coloridos não deixarão de se multiplicar.

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    Artigo publicado no jornal Estado de Minas.

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    20 de julho de 2018

    Douglas Gonçalves

    Educador


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    Leitura: 6 min

    Julho de férias, educação e diversão no Inhotim

    Julho de férias, educação e diversão no Inhotim

    Julho é mês de férias para tanta gente e, muitas vezes, uma época de ver o Inhotim cheio de visitantes de todas as idades. Essa é também uma oportunidade de pensar em atividades que enriqueçam a experiência aqui e criem memórias. Buscamos isso com uma programação educativa que propõe ao publico mediações e brincadeiras nas quais os visitantes e as visitantes aprendam e tenham a chance de compartilharem as reflexões que surgirem a partir do contato com nossos acervos.

    Na Caça ao Tesouro, as crianças percorrem o Instituto em busca do tesouro escondido pelo “Sr. Tim” no século XIX. Pelos caminhos, obras de arte e plantas com origem de diversas partes do mundo também guardam histórias e fazem a aventura ser ainda mais especial. Na Estação Educativa para Visitantes, quem quiser dicas para o passeio ou tiver perguntas sobre o Instituto, pode fazê-las diretamente para nossa equipe educativa, que está por lá sempre à partir das 10h esperando por você. Durante as férias de julho, também tem a Estação Educativa Itinerante nas quartas-feiras, que percorre outros espaços do Parque levando as informações e dinâmicas educativas para quem se interessar. E se você gosta de desenhar, poderá participar do encontro que pretende estimular o olhar do público para a criação de desenhos inspirados nos acervos botânico e artístico do Parque. 

    As pessoas que gostam de conhecer as nossas galerias sob uma outra perspectiva têm, em julho, a chance de participar da Ativação na Galeria Cosmococa, atividade que busca entender as provocações dos artistas Hélio Oiticica e Neville D’Almeida. Também temos as visitas mediadas de todos os dias, que são gratuitas e feitas para quem deseja conhecer o Inhotim na companhia de educadores e educadoras da nossa equipe. Você pode escolher entre a temática, que neste mês aborda as técnicas e os materiais usados nas obras de arte contemporânea, ou a panorâmica, que dá ao visitante uma visão geral do Instituto.

    Todas as nossas atividades estão no nosso site. Confira!

    Programação educativa 
    Como já dizia Carlos Drummond de Andrade “ Os museus não valem como depósitos de cultura ou experiências acumuladas, mas como instrumentos geradores de novas experiências.” A programação de férias vai muito além de visitar um museu e conhecer o seu acervo, a proposta educativa do ano de 2018 é construir com os visitantes e as visitantes saberes, práticas e experiências , além de proporcionar o compartilhamento de inquietações e desafios que surgem nos encontros entre público e educadores presentes. É nesse caminho que nós, educadores e educadoras da equipe, pretendemos continuar seguindo.

    As atividades são construídas no desenrolar dos meses pela equipe que atua diretamente na Estação Educativa, um espaço em constante contato com o público do Inhotim. Para manter a elaboração de propostas educativa dinâmica, a equipe é composta por profissionais com currículos e formações interdisciplinares, contando com pessoas da área de biologia, fotografia, turismo, letras, entre outros.

    Esse grupo de propositores e propositoras têm como base os acervos botânicos, artísticos e histórico/cultural, do Instituto para sugerir uma gama de possibilidade onde quem visita o Parque é colocado em referência. A interatividade da mediação é capaz de proporcionar o compartilhamento de inquietações e desafios que surgem nos encontros entre público e educadores presentes. Para nós, o diálogo é a ferramenta mais potente de mediação, permitindo o exercício e a troca de informações. Também acreditamos na flexibilidade do roteiro durante as visitas educativas, buscando uma experiência compartilhada e dando espaço para novas perspectivas.

    Segundo a proposta educativa do Instituto Inhotim, cada educador e cada educadora tem sua autoria criativa, sua curadoria pedagógica do acervo, seus recortes ideológicos, conceitos e metodologias para mediar o acervo. Aproveitar a bagagem própria trazida por quem passa por aqui é um privilégio e um desafio que buscamos superar por meio da troca de experiências e impressões.

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    30 de maio de 2018

    Redação Inhotim


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    Leitura: 13 min

    Plantas nativas do Inhotim são tema da Semana do Meio Ambiente

    Plantas nativas do Inhotim são tema da Semana do Meio Ambiente

    Entre os dias 5 e 10 de junho, o Inhotim promove a Semana do Meio Ambiente (SMA), que terá como ponto de partida as coleções de plantas nativas cultivadas e preservadas no Instituto, além da apresentação de boas práticas voltadas para a conservação da biodiversidade local e global. Entre outras atividades, a programação para o público inclui distribuição de mudas nativas, apresentação da Escola de Cordas Inhotim, visitas mediadas, experiências audiovisuais, jogos e rodas de conversa.

    Para 2018, a equipe técnica do Jardim Botânico Inhotim fez uma seleção inédita de plantas nativas de seu acervo, que serão utilizadas nas diversas atividades ofertadas ao público. Ao longo da programação, os participantes poderão levar para casa mudas de ipê-branco, palmeira-juçara e tamboril. Serão disponibilizadas 250 mudas produzidas no Viveiro Inhotim a partir de sementes das árvores matrizes que compõem o acervo botânico do Instituto.

    Para o diretor do Jardim Botânico, Lucas Sigefredo, a Semana do Meio Ambiente, realizada anualmente, reafirma o compromisso do Inhotim com a conservação da biodiversidade: “O evento é um convite ao público para se engajar nas questões ambientais. Entender o papel das plantas nativas é fundamental no processo de sensibilização e de engajamento individual e coletivo. Na medida em que as pessoas conhecem e se aproximam do meio que as circundam, elas atribuem valor e cuidam. Nesse contexto, o Inhotim é um importante espaço de troca, reflexão e inspiração”.

    Localizado na cidade de Brumadinho (MG), o Inhotim está inserido no bioma Mata Atlântica com encraves de Cerrado – dois biomas com alta riqueza biológica. Além das plantas exóticas (provenientes de fora da flora original local), o Instituto abriga um relevante acervo botânico com milhares de espécies nativas, incluindo plantas raras, endêmicas e ameaçadas de extinção. As espécies são usadas pela equipe do Jardim Botânico e pelo Educativo Inhotim para atividades de educação, pesquisa, conservação e lazer.

    Confira a programação completa da SMA:

    Visita mediada: Nos jardins do Inhotim, paisagismo e coleção botânica

    Os admiradores da natureza vão conhecer de maneira mais aprofundada as principais famílias botânicas do Inhotim, com foco nas plantas nativas, incluindo as raras, endêmicas e as ameaçadas de extinção. O convite é à experimentação dos singulares jardins do Instituto de maneira exclusiva, percorrendo também espaços que não são abertos à visitação livre, como o epifitário e a estufa equatorial. Os participantes e mediador vão conversar sobre paisagismo, história dos espaços botânicos do Inhotim, manutenção dos jardins, produção de plantas e a aplicabilidade de algumas técnicas no dia a dia. A visita é mediada pelo engenheiro agrônomo do Inhotim, Juliano Borin, e possui duração de 2h30.

    Quando: 09/06 (sábado)
    Horário: 14h às 16h30
    Local: Saída da Recepção
    Vagas limitadas: 25 vagas – R$ 40 por pessoa.
    Inscrição prévia: Na Recepção, no dia da atividade, entre 9h30 e 14h.

    Ativação do Jardim Temático Veredas
    Nesta atividade, os visitantes são convidados a participarem de uma ação em um dos sete jardins temáticos do Instituto, o Jardim Veredas. No espaço, é possível conhecer espécies típicas desta fitofisionomia do Cerrado, as Veredas, como a Mauritia flexuosa, popularmente conhecida como buriti, que é uma das maiores palmeiras brasileiras existentes. Referência na literatura brasileira, as Veredas também são importantes pelas relações socioambientais estabelecidas com as comunidades. As populações locais se refugiam nesses espaços de atalho e abrigo da fauna e fazem uso dos recursos naturais presentes. A proposta educativa é, então, a criação de um “atalho” para que os visitantes ativem suas percepções sensoriais, integrando-se aos elementos sutis que se fazem presentes nesse jardim do Inhotim.

    Quando: 05, 07, 12 e 14 de junho (terças e quintas)
    Horário: 14h às 16h
    Local: Jardim Temático Veredas (J5, no mapa)
    Público: livre

    Visita Temática – Syagrus
    O Jardim Botânico Inhotim tem uma importante coleção composta por grande variedade de plantas brasileiras, além de espécies originárias dos cinco continentes. A Visita Temática convida o público a conhecer a expressiva coleção das palmeiras cultivadas e salvaguardadas do gênero Syagrus, que é bastante representativo dentro do acervo botânico do Inhotim, incluindo algumas espécies presentes na lista vermelha de extinção. A maioria das espécies encontra-se sob ameaça pela expansão da agricultura, especialmente as de pequeno porte, comuns nos cerrados.

    Quando: 06 a 29 de junho (quartas, sábados, domingos e feriados)
    Horário: 10h30
    Local: Saída da Recepção
    Público: livre, 25 vagas, inscrição no local a partir das 10h.

    Estação Educativa para Visitantes – Experiência Macro-Micro
    Produzida originalmente para a exposição internacional “Inhotim: at the Crossroads of Glocal Change” (Inhotim: na encruzilhada da mudança glocal), realizada pelo Inhotim em Washington (EUA), em 2017, este trabalho será disponibilizado na Estação Educativa. O jogo de aproximação do macro ao micro revela novas texturas, cores e formas. Propõe uma reflexão sobre o outro, sobre o todo e sobre a vastíssima diversidade do nosso planeta. Uma trilha sonora produzida pelo grupo O Grivo acompanha a atividade. Além desse trabalho, estarão em exposição lâminas de espécies nativas do Inhotim, algumas ameaçadas de extinção, disponibilizadas pelo Jardim Botânico, para observação em microscópio. Curiosidades sobre a evolução das espécies botânicas e suas estruturas adaptativas serão abordadas. Os visitantes também serão convidados a interagir no mural de experiências presente na Estação, respondendo à pergunta: “qual seu papel individual e coletivo para a conservação da biodiversidade?”.

    Quando: 05 a 09 de junho (terça a sábado)
    Horário: 10h às 16h (terça a sexta) e 10h às 17h (sábado)
    Local: Centro de Educação e Cultura Burle Marx
    Público: livre

    Experiência de realidade virtual – Inhotim 360°
    Produzida originalmente para a exposição internacional “Inhotim: at the Crossroads of Glocal Change”, a experiência “Inhotim 360°” será remontada na Biblioteca do Inhotim. Experimentar as paisagens de Inhotim é um convite ao deleite dos sentidos. O exercício da percepção através de um passeio virtual em 360 graus pelos jardins e remanescentes de mata nativa nos incita a buscarmos mais conhecimento e intimidade com a natureza que nos cerca e nos compõe. Uma trilha sonora produzida pelo grupo O Grivo acompanha a atividade. Equipamentos utilizados: óculos de realidade virtual e fones de ouvido sem fio.

    Quando: 01 a 30 de junho (de terça a sábado)
    Horário: 09h30 às 16h30
    Local: Biblioteca Inhotim
    Público: livre

    Apresentação Escola de Cordas Inhotim
    Criada em 2012, a Escola de Cordas Inhotim oferece a oportunidade de aprendizado musical em instrumentos de corda – violino, viola de arco, violoncelo e contrabaixo acústico. Sua realização tem evidenciado a vocação musical de Brumadinho e ampliado o leque de experiências e referências musicais dos alunos, que têm entre 10 e 18 anos. Na SMA, sob regência do maestro César Timóteo, os alunos apresentarão um repertório variado, incluindo composições de cunho didático e pedagógico trabalhadas durante o processo de formação musical dos alunos. A Escola de Cordas tem o patrocínio exclusivo da Vale por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura.

    Quando: 08 de junho (sexta-feira)
    Horário: 15h
    Local: Centro de Educação e Cultura Burle Marx
    Público: livre

    Acolhimento especial Inhotim para Todxs
    O Inhotim para Todxs é um projeto de democratização do acesso que ocorre desde 2011 e já atendeu a mais de 83 mil pessoas. Grupos que desenvolvem projetos sociais têm isenção da entrada e um acolhimento realizado pela equipe do Educativo. Durante a SMA, no momento do acolhimento, os participantes do projeto poderão conhecer mais sobre a árvore tamboril, uma espécie nativa presente nos jardins do Inhotim e também refletir sobre a importância dos jardins botânicos para a conservação das espécies nativas.

    Quando: 05 a 10 de junho (terça a domingo)
    Horário: 9h30 ou 14h
    Local: debaixo da árvore tamboril (B1, no mapa)
    Público: participantes do projeto Inhotim para Todxs

    Jogo Memorizando a Biodiversidade
    No jogo “Memorizando a Biodiversidade”, a fauna e a flora do Inhotim são os personagens principais. Crianças e adultos serão convidados a conversar sobre espécies botânicas que são destaque no paisagismo dos jardins do Inhotim, além de exemplares da Mata Atlântica e Cerrado, pertencentes à RPPN Inhotim. A fauna silvestre e doméstica também será ponto de partida para as discussões.

    Quando: 05 a 10 de junho (terça a domingo)
    Horário: 9h30 às 16h30 (de terça à sexta-feira) e 9h30 às 17h30 (aos sábados, domingos e feriados) Local: Recepção do Viveiro Inhotim
    Público: livre

    Biblioteca: Centro de Referências
    Em consonância com a SMA em Inhotim, a Biblioteca preparou o Centro de Referências para a realização de pesquisas e consultas acerca dos temas e famílias botânicas trabalhadas nas programações da semana. Visitantes, pesquisadores e colaboradores do Instituto podem ter acesso aos materiais. Dentre as temáticas em destaque, encontram-se bibliografias sobre os dois biomas desta região de Minas Gerais, Mata Atlântica e Cerrado; e também livros sobre algumas das principais coleções botânicas do Instituto, sendo elas as aráceas, arecaceaes (palmeiras) e orquídeas.

    Quando: 01 a 30 de junho (de terça a sábado)
    Horário: 09h30 às 16h30
    Local: Biblioteca Inhotim
    Público: livre

    Estação Educativa Itinerante
    A Estação Educativa Itinerante é uma plataforma educativa que visa a compartilhar as experiências de visitação entre os visitantes e educadores do Instituto por meio da ocupação dos espaços do Inhotim. Além de contribuir nos trajetos de visitação do público livre, as Estações promovem uma pesquisa de materiais presentes nos acervos em conjunto com as práticas pedagógicas da educação. Durante a programação da SMA, a Estação Itinerante disponibiliza um acervo bibliográfico sobre plantas nativas. Participe e conheça curiosidades sobre algumas espécies nativas presentes no Inhotim.

    Quando: 06 de junho (quarta-feira)
    Horário: 10h às 16h
    Local: Centro de Educação e Cultura Burle Marx
    Público: livre

    Venha participar da Semana do Meio Ambiente!
    Para comprar seu ingresso online e evitar filas, clique aqui! 

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    25 de maio de 2018

    Redação Inhotim


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    Leitura: 4 min

    É tempo de observar e trocar figurinhas!

    É tempo de observar e trocar figurinhas!

    “A observação de aves é como completar um álbum de figurinhas: a pessoa vai a um local específico, sabendo quais espécies vai observar e marca os pássaros que avistou ou fotografou.” É assim que o biólogo Eduardo Franco define a atividade de observação de pássaros, que aconteceu no Inhotim, durante o lançamento do projeto #vempassarinharMG, nesta quinta-feira (24) no Inhotim. Para Eduardo Franco, o Instituto é um ótimo local para trocar essas figurinhas. “Aqui existem cerca de 300 espécies de pássaros na área de visitação e na sua Reserva Particular de Patrimônio Natural (RPPN). É uma quantidade bem representativa, já que, no estado de Minas Gerais, existem cerca de 800”, disse.

    O grupo de observadores percorreu os jardins do Instituto e parou em alguns pontos, como perto das obras Imensa (1982-2002) e Invenção da cor, Penetrável Magic Square # 5, De Luxe (1977).  Cada parada, que durou cerca de 20 minutos, proporcionou uma experiência multissensorial: ouvir o canto dos pássaros, sentir o cheiro dos jardins e tocar nas plantas, além de ver as obras de arte, as aves e as fotos recém tiradas pelos participantes.

    Durante o passeio, cenas inesperadas foram flagradas por quem participava da ação, como o acasalamento de dois beija-flores e a escuta do canto de diferentes espécies que habitam os espaços botânicos do Parque. Para muitas pessoas, a oportunidade de ver de perto as espécies foi especial. “Frequento o Inhotim com grupos de turismo e não me canso do paisagismo. Me deixa emocionado”,  disse Fred Crema, um dos integrantes do grupo.

    Eduardo Franco completa: “A observação de aves é experiência que vai além do visual, pois é uma oportunidade de conhecer o comportamento do animal, como a interação do mesmo com o seu habitat e a sua alimentação. Essa imersão na natureza torna a atividade encantadora”.

    Para o diretor de Jardim Botânico do Inhotim, Lucas Sigefredo, o Museu é um espaço que constitui um refúgio ímpar para fauna e flora da região, proporcionando a observação de pássaros e uma experiência que ativa várias sensações.

    “O projeto #vempassarinharMG representa mais uma importante ação visando ao despertar de uma sensibilização ambiental. É com muito carinho que recebemos este evento, que reforça a vocação do Inhotim como um espaço para realização de estudos, pesquisas e para compartilhar conhecimento e experiências”.

    #VemPassarinharMG
    Com o objetivo de fomentar a visitação nos Parques Naturais de Minas Gerais, a Secretaria de Estado de Turismo de Minas Gerais (Setur-MG), em parceria com o Instituto Estadual de Florestas (IEF), Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), Ecoavis e as empresas DestinosMG e Maritaca Expeditions, iniciaram em 2017 a 1ª edição do projeto #vempassarinharMG.

    A passarinhada do #vempassarinharMG, como é chamada pelos observadores, inclui caminhadas pelas trilhas das unidades de conservação selecionadas e a presença de um convidado especial para ministrar uma palestra intitulada “Papo de Passarinho”, visando promover a observação e o monitoramento de aves como ferramentas de conscientização e conservação das espécies e seus habitats. Confira aqui o calendário da ação. 

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