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  • 01 de novembro de 2018

    Redação Inhotim


    botânicacomunidadeinhotimmeio ambiente

    Leitura: 3 min

    Carinho e cuidado nos jardins do Inhotim

    Carinho e cuidado nos jardins do Inhotim

    comum encontrar flores pelo Inhotim durante todo o ano, não só na primavera. São diferentes formas, cores e cheiros que enriquecem a experiência no Instituto. No entanto, a estação marca o início de outro ciclo: o trabalho das equipes de propagação de espécies botânicas. Funcionárias e funcionários ficam parte do dia no Ateliê do Viveiro Educador. Em outra, percorrem o Inhotim em busca de sementes e de plantas que podem ser multiplicadas.

    Dona Gracinha, funcionária do Inhotim desde 2009, corta os galhos de crossandra. Com cuidado e carinho, ela pega os galhos e os junta na mão. Retira as folhas e os reduz em pequenos pedaços para serem plantados em vasinhos na estufa. “Todos os dias eu coloco as mãos na terra. As plantas que ficam em volta de mim são minhas amigas. A gente conversa, a gente se entende! Trato elas com o maior carinho. Deve ser por isso que há nove anos eu não preciso mais tomar remédio. É saúde”, afirma.

    Além do corte dos galhos, a equipe também percorre os jardins em busca de sementes. O jardineiro Frank Ferreira fica de olho no chão e na copa das árvores para coletá-las. Também adota estratégias para obter maior quantidade. “Deixamos sombrites em alguns locais para incrementar a coleta. Em outros, há pequenos vasos onde as sementes já caem. Isso facilita nosso trabalho”.

    Quem também tem os olhos bem treinados é o Walter da Silva. O jardineiro parece mergulhar em meio às grandes folhas de antúrios, em busca de sementes. As dessa espécie são envoltas por bolinhas vermelhas, que as protegem. “Temos que fazer esse trabalho respeitando a natureza. Afinal, alguns bichinhos comem as sementes”.

    Todo o material coletado vai para a estufa. As sementes germinam em pequenos vasos e se desenvolvem no local. Dependendo da espécie, a planta é encaminhada para o sombrite, onde se adapta às condições climáticas ou vai direto para os jardins. Atualmente, o Inhotim tem cerca de 4.500 espécies botânicas para enriquecer a sua experiência e o conhecimento sobre plantas nativas e exóticas. Aproveite nossas visitas mediadas gratuitas que acontecem todos os dias ou a visita com o engenheiro agrônomo Juliano Borin que ocorre aos segundos sábados do mês.

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    05 de outubro de 2018

    Redação Inhotim


    artebotânicacomunidadeeducaçãoprogramação culturalvisita

    Leitura: 4 min

    Um dia de aula de expografia no museu-escola

    Um dia de aula de expografia no museu-escola

    Como é a nossa relação com as plantas, sobretudo, as medicinais? Como uma experiência multissensorial pode mudar nossa relação com a natureza? Para ajudar a responder essas questões e conscientizar sobre como podemos explorar os recursos naturais ao nosso redor de maneira sustentável, a artista australiana Janet Laurence realizou uma Residência Educativa no Inhotim, com os projetos Jovens Agentes Ambientais, Jovens Agentes, Laboratório Inhotim e Encontro Marcado.

    Por três dias, funcionárias e funcionários do Instituto, além de jovens integrantes desses projetos, tiveram contato com chás preparados com plantas cultivadas no Jardim de Todos os Sentidos. A elaboração da bebida foi feita de outra maneira: uma estrutura semelhante a de um laboratório, com balões, tubos de ensaio e um instrumento para aquecer água foram usados para a artista realizar, na entrada do Viveiro Educador, o Workshop Elixir, laboratório de expressão ecológica e sustentável que proporciona maior contato com plantas medicinais, aromáticas e comestíveis. Os participantes da Residência serviram para os colegas chás de vários sabores: hortelã, açaí da mata atlântica, alecrim e tomilho. “A grande lição desse dia é que devemos aproveitar mais a natureza, fazer mais experimentos com elementos naturais e experimentar novos sabores. Acho que esse workshop poderia ser feito com legumes, frutas e verduras”, contou a jovem Yasmin Pâmela, que participa da turma do Laboratório Inhotim de 2018.

    Para Ana Carolina Sales, bolsista de iniciação científica no Laboratório Inhotim, a Residência vai auxiliar na pesquisa que realiza no projeto. “A Janet nos ensinou outra maneira de fazer chás. Achei interessante porque isso está relacionado ao objeto do meu estudo, que é patrimônio imaterial. Estou coletando receitas de chás elaboradas na minha família para fazer aqui no Inhotim. Penso em analisar o uso medicinal dessas bebidas. O Workshop Elixir pode me ajudar no preparo das bebidas”.

    Pela primeira vez, Laurence realizou a atividade com adolescentes. “Gostei da experiência porque todos participaram e se divertiram. O Inhotim é um lugar incrível. Adorei essa união de natureza e arte. Obrigada por tudo”, afirmou a artista, emocionada.

    A supervisora de educação Júlia Torres conta que, durante a estadia de Laurence em Brumadinho, a artista manifestou muita alegria e satisfação por realizar o trabalho com adolescentes. “O objetivo do Workshop Elixir é sensibilizar as pessoas no uso dos recursos naturais de maneira sustentável, fazendo-as repensar a relação com a natureza. Para a artista, as ações educativas fazem a diferença em um espaço como um museu, pois proporciona difundir conhecimento para além dos limites de uma Instituição Cultural, algo que ela não teve em outros museus.”
    Janet Laurence é australiana e participou do IV Seminário Internacional de Educação, realizado nos dias 13, 14 e 15 de setembro.

    Educativo Inhotim

    *O projeto Jovens Agentes tem o patrocínio da Vale e da Aliança Geração de Energia, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura. Já o projeto Laboratório Inhotim conta com o patrocínio da Vivo, também por meio da Lei de Incentivo à Cultura. 

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    16 de agosto de 2018

    Antonio Grassi


    artebotânicabrumadinhoeducaçãovisita

    Leitura: 6 min

    3 milhões de visitantes

    3 milhões de visitantes

    Quando o Inhotim abriu suas portas à visitação pública, em 2006, Brumadinho era um município pequeno, dedicado à mineração e à pecuária, sem qualquer traço de atividade turística em suas ruas empoeiradas de minério de ferro. Doze anos depois, a cidade ganhou um alfinete colorido no mapa de todo aquele que, no Brasil e no exterior, gosta de arte, de natureza e de viajar. Este agosto que começa agora trouxe um número capaz de traduzir toda essa transformação: 3 milhões. Este é o total de visitantes que estiveram em Brumadinho para conhecer as obras de arte e o jardim botânico do Inhotim.

    Este número carrega alguns significados nem sempre percebidos de imediato. Falo, por exemplo, do grande impacto da Instituição em toda a região de Brumadinho. Me refiro, ainda, à grande responsabilidade dos gestores do Instituto em manter vivos os sonhos e a sede de conhecimento das pessoas tocadas pela magia do Inhotim. Na última semana, colhemos boas notícias na área de governança e compliance, que contribuem efetivamente para a perenização do Inhotim. Já chego lá!

    Antes, é preciso entender melhor o universo do Inhotim. Para abrigar e alimentar tanta gente, dezenas de pousadas, hotéis e restaurantes pela cidade foram abertos nos últimos anos. Dos cerca de 600 funcionários diretos e indiretos do Museu, 90% são moradores da região e muitos jovens têm no Inhotim seu primeiro emprego. Por ano, são recebidas 50 mil pessoas da comunidade escolar, entre alunos e professores, com destaque para a rede pública de ensino da Região Metropolitana de Belo Horizonte.

    Inhotim desenvolve trabalho de resgate histórico, preservação e desenvolvimento da cultura das comunidades do entorno; mantém uma escola de cordas com jovens da região; oferece formação para estudantes e professores a partir dos seus acervos artístico e botânico, e forma jovens protagonistas nas discussões contemporâneas.

    Seu modelo inovador e único, mesmo considerando os museus do mundo, transforma a visita às obras de arte em um encantador passeio por um imenso jardim com quase 5 mil espécies de plantas. É uma experiência que distancia o Inhotim dos museus urbanos e atrai turistas de todas as partes.

    Segundo pesquisa da Vox Populi, pouco mais da metade dos visitantes são de Minas Gerais, um terço de outros estados e mais de 10% de outros países – importante ressaltar que, durante a Copa do Mundo de 2014 e os Jogos Olímpicos de 2016, 20% dos visitantes eram estrangeiros.

    São 140 hectares que acolhem 23 grandes galerias – 19 permanentes e quatro temporárias – e outras 23 obras de grande escala distribuídas ao ar livre. Todas elas levando inquietação e reflexão sobre o mundo em que vivemos – traço característico da arte contemporânea. Aos 140 se somam outros 249 ha de uma RPPN (Reserva Particular de Patrimônio Natural). Pelos jardins, há espécies de todos os continentes, muitas delas raras e ameaçadas de extinção.

    Por tudo isso, o Instituto Inhotim compreende que sua perenização é um compromisso com toda essa gente que frequenta ou que deseja conhecer o lugar e os acervos lá distribuídos. E, é claro, que perenização passa por excelência de gestão e transparência, de forma a atrair empresas e entidades públicas e privadas interessadas em participar do esforço de manter abertas as portas do Inhotim.

    Por isso, com muita alegria, recebemos, na semana passada, o relatório das contas de 2017 das mãos de representantes da Ernst & Young, empresa internacional de auditoria. É o quinto ano consecutivo que elas são aprovadas sem ressalva. Desta vez, a boa notícia vem acompanhada de um plano de ação com 19 produtos e procedimentos para melhoria, modernização e fortalecimento do compliance da gestão do Inhotim, preparado pela consultoria Smart Gov.

    Dentre as propostas da Smart Gov, estão incluídos criação de Código de Ética e de Conduta do Instituto Inhotim, Comitê de Ética, Compliance Officer; incentivo à adoção de medidas de integridade entre parceiros de negócio; política anticorrupção; planejamento estratégico e governança corporativa; segurança da informação e transparência; avaliação de risco e melhoria contínua; responsabilidade social; e adesão ao Pacto Empresarial pela Integridade e contra a Corrupção.

    Todas essas medidas são fundamentais para a manutenção do Inhotim e têm o respaldo do Conselho de Administração. Certos de que estamos no caminho certo, agradecemos aos parceiros que nos ajudam a despertar a consciência crítica instigada pela arte contemporânea, aliada à sustentabilidade ambiental. E obrigado a cada um dos 3 milhões de visitantes que contribuíram para materializar esse sonho. Se depender da gente, os alfinetes coloridos não deixarão de se multiplicar.

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    Artigo publicado no jornal Estado de Minas.

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    20 de julho de 2018

    Douglas Gonçalves

    Educador


    artebotânicaeducaçãoinhotim

    Leitura: 6 min

    Julho de férias, educação e diversão no Inhotim

    Julho de férias, educação e diversão no Inhotim

    Julho é mês de férias para tanta gente e, muitas vezes, uma época de ver o Inhotim cheio de visitantes de todas as idades. Essa é também uma oportunidade de pensar em atividades que enriqueçam a experiência aqui e criem memórias. Buscamos isso com uma programação educativa que propõe ao publico mediações e brincadeiras nas quais os visitantes e as visitantes aprendam e tenham a chance de compartilharem as reflexões que surgirem a partir do contato com nossos acervos.

    Na Caça ao Tesouro, as crianças percorrem o Instituto em busca do tesouro escondido pelo “Sr. Tim” no século XIX. Pelos caminhos, obras de arte e plantas com origem de diversas partes do mundo também guardam histórias e fazem a aventura ser ainda mais especial. Na Estação Educativa para Visitantes, quem quiser dicas para o passeio ou tiver perguntas sobre o Instituto, pode fazê-las diretamente para nossa equipe educativa, que está por lá sempre à partir das 10h esperando por você. Durante as férias de julho, também tem a Estação Educativa Itinerante nas quartas-feiras, que percorre outros espaços do Parque levando as informações e dinâmicas educativas para quem se interessar. E se você gosta de desenhar, poderá participar do encontro que pretende estimular o olhar do público para a criação de desenhos inspirados nos acervos botânico e artístico do Parque. 

    As pessoas que gostam de conhecer as nossas galerias sob uma outra perspectiva têm, em julho, a chance de participar da Ativação na Galeria Cosmococa, atividade que busca entender as provocações dos artistas Hélio Oiticica e Neville D’Almeida. Também temos as visitas mediadas de todos os dias, que são gratuitas e feitas para quem deseja conhecer o Inhotim na companhia de educadores e educadoras da nossa equipe. Você pode escolher entre a temática, que neste mês aborda as técnicas e os materiais usados nas obras de arte contemporânea, ou a panorâmica, que dá ao visitante uma visão geral do Instituto.

    Todas as nossas atividades estão no nosso site. Confira!

    Programação educativa 
    Como já dizia Carlos Drummond de Andrade “ Os museus não valem como depósitos de cultura ou experiências acumuladas, mas como instrumentos geradores de novas experiências.” A programação de férias vai muito além de visitar um museu e conhecer o seu acervo, a proposta educativa do ano de 2018 é construir com os visitantes e as visitantes saberes, práticas e experiências , além de proporcionar o compartilhamento de inquietações e desafios que surgem nos encontros entre público e educadores presentes. É nesse caminho que nós, educadores e educadoras da equipe, pretendemos continuar seguindo.

    As atividades são construídas no desenrolar dos meses pela equipe que atua diretamente na Estação Educativa, um espaço em constante contato com o público do Inhotim. Para manter a elaboração de propostas educativa dinâmica, a equipe é composta por profissionais com currículos e formações interdisciplinares, contando com pessoas da área de biologia, fotografia, turismo, letras, entre outros.

    Esse grupo de propositores e propositoras têm como base os acervos botânicos, artísticos e histórico/cultural, do Instituto para sugerir uma gama de possibilidade onde quem visita o Parque é colocado em referência. A interatividade da mediação é capaz de proporcionar o compartilhamento de inquietações e desafios que surgem nos encontros entre público e educadores presentes. Para nós, o diálogo é a ferramenta mais potente de mediação, permitindo o exercício e a troca de informações. Também acreditamos na flexibilidade do roteiro durante as visitas educativas, buscando uma experiência compartilhada e dando espaço para novas perspectivas.

    Segundo a proposta educativa do Instituto Inhotim, cada educador e cada educadora tem sua autoria criativa, sua curadoria pedagógica do acervo, seus recortes ideológicos, conceitos e metodologias para mediar o acervo. Aproveitar a bagagem própria trazida por quem passa por aqui é um privilégio e um desafio que buscamos superar por meio da troca de experiências e impressões.

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    13 de junho de 2018

    Redação Inhotim


    botânicainhotimmeio ambiente

    Leitura: 2 min

    Raul Cânovas volta ao Inhotim para curso de paisagismo ao lado de Juliano Borin

    Raul Cânovas volta ao Inhotim para curso de paisagismo ao lado de Juliano Borin

    Nos dias 21 e 22 de julho o Inhotim receberá o 3º Curso de Paisagismo e Visita Técnica com o argentino Raul Cânovas, que realizará a atividade ao lado do engenheiro agrônomo do Inhotim, Juliano Borin. O especialista  tem mais de cinquenta anos de experiência no setor e preparou um conteúdo exclusivamente pensado para os jardins do Parque, onde vivem espécies tão diversas, com diferentes complexidades. O curso é composto por aulas e visitas técnicas nas áreas verdes do Instituto e tem como objetivo ensinar os fundamentos básicos do paisagismo tropical e de sua flora.

    Durante as aulas no Teatro do Inhotim, as caminhadas pelo Parque e as conversas com os especialistas, quem participar terá a chance de reunir ideias e conceitos essenciais para executar projetos com as próprias mãos. A atividade vai de 9h30 às 17h30 nos dois dias e busca reunir o conhecimento de Cânovas com paisagismos de diversas partes do mundo com a intimidade de Juliano Borin com as plantas do Inhotim. O conteúdo é destinado a todos e todas que tenham interesse pelo universo botânico, sem necessidade de ter algum tipo de experiência na área.

    Sua inscrição pode ser feita diretamente pelo site oficial do paisagista. Existem descontos para Amigos do Inhotim, associados da Associação Nacional de Paisagismo, maiores de 60 anos e estudantes. Quem participar, terá incluído no valor pago a entrada para o Inhotim, os lanches durante o passeio e o certificado digitalizado.

    Faça sua inscrição e participe!

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