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  • 21 de agosto de 2018

    Redação Inhotim


    arte contemporâneainauguração

    Leitura: 26 min

    Inhotim inaugura em setembro obras de renomados artistas contemporâneos

    Inhotim inaugura em setembro obras de renomados artistas contemporâneos

    Novas exposições destacam trabalhos de David Lamelas, Paul Pfeiffer, Robert Irwin e Yayoi Kusama, além de projetos audiovisuais de mais oito artistas

    Referência no mundo por exibir permanentemente obras de importantes artistas de arte contemporânea, o Instituto Inhotim vai inaugurar novas exposições temporárias no dia 6 de setembro. Quatro relevantes projetos dos artistas David Lamelas, Paul Pfeiffer, Robert Irwin e Yayoi Kusama – além de uma mostra dedicada a obras audiovisuais – ocuparão as galerias Lago, Praça e Fonte. Um grande número de obras inéditas no Brasil será exibido nas mostras, com foco na percepção, no tempo e também em diferentes formas de produção audiovisual, tanto nacional quanto internacional. No dia da abertura, o artista argentino David Lamelas realizará a performance Time (Tempo). O público poderá assistir ainda à performance Stallwitter (Tempestade de Estábulo), realizada conjuntamente pelo artista brasileiro Marcellvs L. e pelo alemão Daniel Löwenbrück.

    “O nosso objetivo é colocar em diálogo trabalhos de artistas consagrados e das mais variadas nacionalidades e gerações, apresentando para os visitantes nomes ainda pouco exibidos no Brasil”, explica o curador e diretor artístico do Inhotim, Allan Schwartzman. “Artistas de importância internacional que influenciaram significativamente a história da arte – como Robert Irwin – provocam novas percepções sobre o espaço, por exemplo. As exposições são uma ótima oportunidade para apresentar outras obras do acervo e recriar conexões com trabalhos pelos quais o Inhotim já é conhecido.”

     Para os artistas Robert Irwin e Yayoi Kusama, as novas mostras são um prelúdio para relevantes projetos que serão inaugurados nos próximos anos no Inhotim. O Instituto planeja a instalação ao ar livre de uma escultura de grande dimensão projetada por Irwin especialmente para o Inhotim. Enquanto isso, está em fase de desenvolvimento a construção de uma galeria permanente dedicada a Kusama, com patrocínio da Companhia Brasileira de Metalurgia e Mineração (CBMM).

    GALERIA LAGO

    A Galeria Lago apresenta a exposição “Lamelas, Irwin, Kusama: Sobre a Percepção”, que reúne trabalhos de três nomes de peso da história da arte contemporânea. Os visitantes poderão conhecer obras históricas do artista argentino David Lamelas; Black³, 2008, do norte-americano Robert Irwin, inédita no Brasil; e a instalação I’m Here, But Nothing, 2000, da japonesa Yayoi Kusama.

    “A mostra tem uma abrangência histórica e adentra um território interessante na medida em que reúne artistas de diferentes nacionalidades que iniciaram suas carreiras no mesmo período, entre as décadas de 1950 e 1960”, complementa a diretora artística adjunta do Inhotim, María Eugenia Salcedo. “Existe um diálogo geracional entre eles; todos os três pesquisam uma nova forma de produção artística que se apropria de materiais não canônicos, como a luz, a arquitetura, os objetos cotidianos e o próprio corpo. O foco não é o objeto, mas a percepção, as sensações e a forma como elementos escultóricos, por exemplo, alteram a nossa experiência com o espaço e com a obra de arte.”

    David Lamelas (Argentina, 1946) assina, na Galeria Lago, as obras Corner Piece, 1966/2018, Límite de una Proyección I, 1967, Proyección, 1968, Situación de Cuatro Placas de Aluminio, 1966, e Untitled (Falling Wall), 1993/2018. O artista alcançou visibilidade internacional ainda em 1967, com a sua participação, aos 21 anos, na 9ª Bienal de São Paulo e, no ano seguinte, na 36ª Bienal de Veneza. Por mais de quatro décadas, suas obras trabalham temáticas como tempo, luz, espaço, arquitetura e desmaterialização dos objetos. O contexto artístico de cada lugar onde viveu  Londres, Paris, Los Angeles, Nova York, entre outros – é essencial para a sua produção.

    Robert Irwin (EUA, 1928), por sua vez, integra a nova exposição com a obra Black³, 2008. Pioneiro do movimento “Luz e Espaço”, Irwin iniciou sua carreira de artista como pintor na década de 1950. Desde então, tem explorado a percepção como uma questão fundamental da arte. O artista concebeu mais de 55 projetos site-conditional (condicionados ao local), incluindo os Central Gardens para o Getty Center, Los Angeles, 1992-98, e o desenho arquitetônico e a área externa do Dia:Beacon, Nova York, 1999-2003.

    Yayoi Kusama (Japão, 1929), já presente no acervo do Instituto com a obra Narcissus Garden Inhotim, 2009, exibe agora o trabalho I’m Here, But Nothing, 2000. Uma das artistas mais importantes que despontou na Ásia no período pós-guerra, Kusama estabelece relação com movimentos como surrealismo, minimalismo, pop arte e feminismo. Sua obra remete às alucinações que a artista vivencia desde a infância e que ela transpõe para pinturas, esculturas, desenhos, colagens, performances, instalações, filmes, literatura, moda e design.

    GALERIA PRAÇA

    A exposição “Paul Pfeiffer, Ensaios Vitruvianos” ocupa uma das alas da Galeria Praça com duas obras do artista americano: Vitruvian Figure, 2008, e o vídeo Empire, 2004. Nascido no Havaí e com fortes ligações culturais com as Filipinas, Pfeiffer visitou o Inhotim no ano passado para planejar, juntamente com a equipe do Instituto, a instalação de seus trabalhos.

    Inspirada no Estádio Olímpico de Sidney, Vitruvian Figure é uma escultura de grande escala, de cerca de três metros de altura, e com 1 milhão de assentos – a capacidade real da arena é de 80 mil espectadores. Já a obra Empire apresenta uma narrativa antropomórfica sobre a construção de um ninho, inspirada no trabalho homônimo do cineasta e pintor Andy Warhol.

    “Ao reunir essas duas obras, Pfeiffer evoca tanto a ausência de vida e movimento na obra Vitruvian Figure como o poder da vida e da criação no vídeo Empire”, afirma Fernanda Arruda, curadora adjunta do Inhotim. “Empire nos apresenta uma estrutura – um elemento arquitetônico que atende à necessidade da vespa –, enquanto Vitruvian Figure representa a satisfação das necessidades do consumidor. O ninho é essencial para a vespa, enquanto o estádio não é essencial para o esporte. Vitruvian Figure espetaculariza os sujeitos enquanto reivindica o espaço público; Empire nos faz cúmplices do processo de construção do ninho, que é sobre procriação e continuação da vida”.

    Paul Pfeiffer (EUA, 1966) se tornou conhecido por suas manipulações digitais de imagens de atletas e celebridades, que o artista usa para explorar as tensões comuns da cultura contemporânea, colocando em evidência as suas dimensões raciais, religiosas e tecnológicas. Seus trabalhos conectam a cultura contemporânea à história da arte, política, religião e mídia, e já foram exibidos em importantes instituições, como The Whitney Museum of American Art, de Nova York, o Hammer Museum, em Los Angeles, o Contemporary Museum, em Honolulu, e o Museu de Arte Contemporânea de Chicago.

    GALERIA FONTE

    Localizada em uma das áreas mais visitadas do Inhotim, a Galeria Fonte exibe a mostra “Para Ver o Tempo Passar”, dedicada a obras audiovisuais. Em um percurso imersivo, a exposição convida o visitante a explorar novas possibilidades da imagem. Grandes projetos audiovisuais que fazem parte do acervo do Inhotim serão expostos pela primeira vez no Brasil.

    Os trabalhos incluem vídeo, projeção de slide com áudio, projeção 3D em tempo real e video wall (parede de vídeos). “A exposição reforça a vocação audiovisual do Inhotim, que tem em sua coleção trabalhos audiovisuais de grandes artistas, como William Kentridge, Steve McQueen e Anri Sala, além de importantes obras sonoras, como as dos artistas Doug Aitken e Janet Cardiff”, pontua a curadora assistente Cecília Rocha.

    O público poderá conhecer obras como a escultura virtual Oil Stick Work (Angelo Martínez / Richfield, Kansas), 2008, do artista John Gerrard (Irlanda, 1974); a projeção de slides com áudio Have You Ever Seen the Snow?, 2010, de Mario García Torres (México, 1975), e o vídeo I See a Woman Crying (Weeping Woman), 2009, de Rineke Dijsktra (Holanda, 1959), os quais não foram mostrados anteriormente no Inhotim. Também estarão em exposição obras de Jorge Macchi (Argentina, 1963), Marcellvs L. (Belo Horizonte, 1980), Peter Coffin (EUA, 1972), Phil Collins (Inglaterra, 1970) e Susan Hiller (Estados Unidos, 1940).

    Programação Inauguração 2018

    Exposições

    Galeria Lago
    “Lamelas, Irwin, Kusama: Sobre a Percepção”

    Galeria Praça
    “Paul Pfeiffer, Ensaios Vitruvianos”

    Galeria Fonte
    “Para Ver o Tempo Passar”
    John Gerrard, Jorge Macchi, Marcellvs L., Mario Garcia Torres, Peter Coffin, Phil Collins, Rineke Dijkstra, Susan Hiller

    Visitação

    No dia da abertura, as galerias poderão ser visitadas das 9h30 às 17h30. Visitas mediadas em português e inglês acontecerão ao longo do dia

    Performances

    – Time [Tempo]

    David Lamelas

    11h:42, em frente à Galeria Lago

    Compre seu ingresso aqui.

    Legenda da imagem: Paul Pfeiffer, Vitruvian Figure, 2008, detalhe.
    Cortesia do artista e Galeria Paula Cooper Nova York.


    Inhotim will unveil four new projects by major contemporary artists in September

     New shows will spotlight works by David Lamelas, Paul Pfeiffer, Robert Irwin and Yayoi Kusama, as well as audiovisual works by eight other artists

    An international touchstone for its permanent installations of important works of contemporary art by leading artists, Instituto Inhotim will open a new temporary exhibition on 6 September.

    Four large projects by artists David Lamelas, Paul Pfeiffer, Robert Irwin and Yayoi Kusama — along with an exhibition dedicated to audiovisual works — will occupy the three temporary galleries “Lago”, “Praça” and “Fonte”. A large number of works that have never been seen in Brazil before will go on show for the first time in this presentation, which is focused on perception and time, and on different forms of audiovisual production both in Brazil and beyond. On the opening day, the Argentine artist David Lamelas will do the performance Time. The public will also be able to see Stallwitter (Stable Storm), performed jointly by Brazilian artist Marcellvs L. and German artist Daniel Löwenbrück.

    “Our aim is to establish a dialogue among works by renowned artists of various nationalities and generations, introducing visitors to names that are still little-shown in Brazil,” says Inhotim’s curator and artistic director Allan Schwartzman. “Internationally important artists who have significantly influenced the history of art — such as Robert Irwin — give rise to new perceptions on space, for example. This exhibition is an excellent opportunity for presenting other works from the collection and to re-create connections with the works for which Inhotim is already known.”

    For two artists, Robert Irwin and Yayoi Kusama, this exhibition is a prelude to important large-scale projects that will be unveiled over the next few years at Inhotim. The institute is planning the open-air installation of a large-scale sculpture that Irwin has designed specially for Inhotim. Meanwhile, the construction of a permanent gallery dedicated to Kusama, sponsored by the Companhia Brasileira de Metalurgia e Mineração (CBMM), is in development.

    GALERIA LAGO 

    Galeria Lago will feature the exhibition “Lamelas, Irwin, Kusama: Regarding Perception”, which brings together works by three great names in the history of contemporary art. Visitors will be able to view historical works by David Lamelas; Black³, 2008, by North American artist Robert Irwin—being shown here for the first time in Brazil; and the installation I’m Here, But Nothing, 2000, by Japanese artist Yayoi Kusama.

    “The show has historical breadth and covers interesting territory insofar as it brings together artists from different nationalities who began their careers in the same period, during the 1950s and 1960s,” says Inhotim’s adjunct artistic director María Eugenia Salcedo. “There is a generational dialogue among them; all three artists research new forms of artistic production that appropriate less standard material — such as light, architecture, everyday objects and the body itself. Their focus is not on the object, but rather on perception, sensations and the ways in which sculptural elements alter our experience with space and with works of art.”

    David Lamelas (Argentina, 1946) will be showing the works Corner Piece, 1966/2018, Límite de una Proyección I, 1967Proyección, 1968, Situación de Cuatro Placas de Aluminio, 1966, and Untitled (Falling Wall)1993/2018The artist achieved international visibility in 1967 with his participation, at the age of 21, in the 9th Bienal de São Paulo and, in the following year, at the 36th Biennale di Venezia. For more than four decades, his works have dealt with themes including time, light, space, architecture and the dematerialization of objects. The artistic context of each place where he has lived — London, Paris, Los Angeles and New York — is essential for his production.

    Robert Irwin (USA, 1928) will be presenting Black³, 2008. A pioneer of the Light and Space movement, Irwin began his career in art as a painter in the 1950s. Since then, he has explored perception as a fundamental question of art. The artist has conceived more than 55 site-conditional projects, including the Central Gardens for Getty Center, Los Angeles, 1992–98, and the architectural design and external area of Dia:Beacon, New York, 1999–2003.

    Yayoi Kusama (Japan, 1929), already permanently installed at Inhotim with Narcissus Garden, 2009, will now also have the work I’m Here, But Nothing, 2000, shown at the institute. One of the most important artists to have emerged in Asia during the postwar period, Kusama has established a relationship with movements such as Surrealism, Minimalism, Pop art and Feminism. Her work refers to hallucinations that the artist has experienced since childhood and which she transposes to paintings, sculptures, drawings, collages, performances, installations, films, literature, fashion and design.

     

    GALERIA PRAÇA 

    The exhibition “Paul Pfeiffer, Vitruvian Experiments” will occupy one of the wings of Galeria Praça with two works by the American artist: sculpture Vitruvian Figure, 2008, and the video Empire, 2004. Born in Hawaii, with strong cultural links with the Philippines, Pfeiffer visited Inhotim last year to work together with the institute’s staff to plan the installation of his works.

    Inspired by the Olympic Stadium of Sydney, Vitruvian Figure is a large-scale sculpture of almost three meters high, and with one million seats (the real capacity of the arena is 80,000 spectators). Empire presents an anthropomorphic narrative about the activity of the construction of a wasp nest, inspired by the artwork with the same title by Andy Warhol.

    “In bringing together these two works, Pfeiffer evokes both the lack of life and movement in Vitruvian Figure and the power of life and creation in Empire,” says Fernanda Arruda, Inhotim’s adjunct curator. “Empire presents us with a structure — an architectural element that fits the need of the wasp — while Vitruvian Figure represents the fulfillment of the consumer’s needs. The nest is essential to the wasp while the stadium is not essential to sport. Vitruvian Figure makes a spectacle of us while reclaiming public space; Empire makes us complicit in the nest-building process, which is about procreation and the continuation of life.”

    Pfeiffer became known for his digital manipulations of images of athletes and celebrities, which the artist uses to explore the common tensions of contemporary culture, shedding light on their racial, religious and technological dimensions. His works connect contemporary culture with the history of art, politics, religion and media and has been exhibited and collected by important institutions including the Whitney Museum of American Art of New York, Hammer Museum, in Los Angeles, the Contemporary Museum, in Honolulu, and the Museum of Contemporary Art of Chicago.

     

    GALERIA FONTE 

    Located in one of the most visited areas of Inhotim, Galeria Fonte will feature the exhibition “To See Time Go By”, dedicated to audiovisual works of art. Along an immersive path, the exhibition invites the visitor to explore new possibilities of the image. Large audiovisual projects, part of Inhotim’s collection, are being shown for the first time in Brazil.

    The works on show include video, slide projection with audio, 3-D projection in real time and a video wall. “The exhibition reinforces the audiovisual vocation of Inhotim, whose collection includes audiovisual works by great artists such as William Kentridge, Steve McQueen and Anri Sala, as well as important sound works by artists Doug Aitken and Janet Cardiff,” says assistant curator Cecília Rocha.

    The public will be able to get to know works such as the virtual sculpture Oil Stick Work (Angelo Martínez / Richfield, Kansas), 2008, by artist John Gerrard (Ireland, 1974); a slide projection with audio Have You Ever Seen the Snow?, 2010, by Mario García Torres (Mexico, 1975), and the video I See a Woman Crying (Weeping Woman), 2009, by Rineke Dijsktra (Holland, 1959); all of which have not been previously shown at Inhotim. The show will also feature works by Jorge Macchi (Argentina, 1963), Marcellvs L. (Belo Horizonte, 1980)Peter Coffin (USA, 1972), Phil Collins (England, 1970) and Susan Hiller (USA, 1940).

     

    Schedule Opening 2018

    Exhibitions

    Galeria Lago

    “Lamelas, Irwin, Kusama: Regarding Perception”

    Galeria Praça

    “Paul Pfeiffer, Vitruvian Experiments”

    Galeria Fonte

    “To See Time Go By”

    John Gerrard, Jorge Macchi, Marcellvs L., Mario Garcia Torres, Peter Coffin, Phil Collins, Rineke Dijkstra, Susan Hiller

    Visitation

    On the opening day, the galleries can be visited from 9:30 a.m. to 5:30 p.m. Mediated visits in Portuguese and English will take place throughout the day.

    Performances

    – Time

    David Lamelas

    11h: 42, in front of Galeria Lago

    Buy your ticket here.

    Image subtitle: Paul Pfeiffer, Vitruvian Figure, 2008, detail.
    Courtesy of the artist and Paula Cooper Gallery, New York.

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    11 de abril de 2018

    Redação Inhotim


    artearte contemporâneainhotim

    Leitura: 3 min

    Justiça Espacial e Parangoleis são temas de ação poética no Inhotim

    Justiça Espacial e Parangoleis são temas de ação poética no Inhotim

    No dia 28 de março, o Inhotim recebeu o professor Andreas Philippopoulos-Mihalopoulos, da Universidade de Westminster (Reino Unido), e a professora Maria Fernanda Salcedo Repolês, da Faculdade de Direito da Universidade Federal de Minas Gerais, onde realizaram um workshop para discutir o direito espacial.

    Durante o encontro, foi explorado o novo conceito e manifesto do “parangolei-lawscape”, inspirado pelas teorias da justiça espacial e pelos Parangolés de Hélio Oiticica. Nas ações propostas, o movimento dos corpos foi usado como forma de ocupar os espaços e explorar as chamadas “Parangoleis”, empoderando os corpos a pensar, se movimentar e trabalhar com o direito e o espaço de forma emancipada, artística, espetacular, intensamente pessoal e engajada publicamente.  Participaram das atividades propostas ao longo do dia, pesquisadores e pesquisadoras, funcionários do Instituto, jovens que participam de programas educativos do Inhotim, além de visitantes interessados.

    O grupo também foi convidado por Andreas e Maria Fernanda a praticar a fotopoesia (picpoetry), um método de capturar o ambiente por meio de fotos com breves poesias e postagens instantâneas nas redes sociais do Inhotim.

    O diálogo entre arte e botânica do Instituto Inhotim, proporciona ao público em geral um lugar convidativo à fruição estética, à produção de conhecimento e ao desenvolvimento humano em todas as suas dimensões. Suscita ainda, o interesse de diversos pesquisadores, de diferentes áreas do conhecimento.

    Segundo o professor Andreas, “a Justiça Espacial” é uma ferramenta de resistência e, ao mesmo tempo, de criatividade”, e o Instituto Inhotim vê a importância e orgulha-se em proporcionar a partir de um ambiente naturalmente transdisciplinar, a construção de conhecimento entre os diferentes saberes.

    Se quiser conehcer mais sobre o trabalho do pesquisador, acesse Lost in lawscape e Pic poet.  

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    06 de abril de 2018

    Redação Inhotim


    artearte contemporâneaeducaçãoinhotim

    Leitura: 6 min

    Amigos do Inhotim podem deduzir valor do Imposto de Renda

    Amigos do Inhotim podem deduzir valor do Imposto de Renda

    Ser um Amigo do Inhotim é uma forma de se aproximar de tudo o que acontece por aqui e ainda ajudar na manutenção e na sustentabilidade do Instituto. Quando uma pessoa se torna Amiga, ela pode escolher entre as categorias Jovem, Idoso, Família, Benfeitor, Benfeitor Master e Mecenas, de acordo com a quantia com que deseja contribuir. Cada categoria oferece uma série de benefícios exclusivos para serem usados ao longo do ano. Outra informação importante para quem deseja se tornar Amigo e para quem já se tornou é a possibilidade de deduzir o valor pago no Imposto de Renda. Confira abaixo as dúvidas mais frequentes:

    Como usar seu impoto de renda para apoiar o Inhotim?
    Ao efetivar sua participação, o Amigo recebe um Recibo de Mecenato com todos os dados que devem constar em sua declaração anual.

    O que é o benefício fiscal de Incentivo à cultura?
    Com o objetivo de incentivar as atividades culturais, a União faculta às pessoas físicas a opção pela aplicação de parcelas do Imposto sobre a Renda a título de doações, para apoio direto a projetos culturais apresentados por pessoas físicas ou por pessoas jurídicas de natureza cultural, de caráter privado. Os contribuintes poderão deduzir do Imposto de Renda devido as quantias efetivamente despendidas nos projetos previamente aprovados pelo Ministério da Cultura, nos limites e condições estabelecidos na legislação do imposto de renda vigente, na forma de doações e patrocínios. Dessa forma, nos termos do artigo 18 da Lei Rouanet – Lei Federal de Incentivo à Cultura, o Plano Anual de Atividades e Manutenção do Instituto Inhotim, aprovado pelo Ministério da Cultura, permite que pessoas físicas direcionem parte do seu Imposto de Renda devido para manutenção desse projeto cultural.

    Existe um limite de doação com dedução no Imposto de Renda?
    Sim, para pessoas físicas o limite de dedução é de 6% do imposto apurado. E o valor da doação poderá ser deduzido na declaração de ajuste anual do exercício financeiro subsequente ao da doação.
    O valor que ultrapassar o limite de dedutibilidade mencionado não pode ser deduzido nas declarações posteriores, inclusive no caso de projetos culturais de execução plurianual.

    Por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura, pessoas físicas podem deduzir até 100% do valor doado, com o teto de 6% do valor apurado na declaração. Siga o passo a passo abaixo:
    01 – Faça o download do programa encontrado no site da Receita Federal.
    02 – Na tela inicial, informe se quer importar Dados do IRPF ou se deseja criar uma nova declaração.
    03 – Após digitar os dados necessários para realizar sua declaração, escolha a opção “Doações Efetuadas”, na aba à esquerda.
    04 – Ao abrir a página de Doações, clique em “Novo”, no final da tela.
    05 – Na nova janela, escolha a opção “41 – Incentivo à cultura.”.
    06 – Em “Nome do Produtor-Fundo Nacional da Cultura” escreva: “Instituto Inhotim”.
    07 – Em “CPF/CNPJ do produtor/CNPJ do Fundo Nacional da Cultura” escreva: “05422243000131”.
    08 – Em “Valor”, digite o mesmo valor que se encontra em seu Recibo de Mecenato, ou seja, o valor doado.
    09 – Ao apertar Enter, aparecerá um quadro com uma coluna titulada “Valor Passível de Dedução R$”, no final desse quadro, em total desse item, aparecerá o valor que poderá ser deduzido, de acordo com o seu IR apurado. Guarde esse valor e aperte Ok.
    10 – Em “Parcela não dedutível”, informe o valor da doação diminuído do valor encontrado em “Valor Passível de Dedução”, mostrado acima (Doação-Valor Passível de Doação).
    11 – No final da aba à esquerda, há a opção de marcar a “Opção pela Declaração”; para deduzir a doação, deixe a primeira opção marcada: “Por Deduções Legais”.

    Transparência
    O Inhotim é uma organização da Sociedade Civil de Interesse Público (OSCIP) sem fins lucrativos, tendo cerca de 70% dos recursos necessários para sustentabilidade vindos de patrocínios, convênios e doações como as do programa Amigos do Inhotim – atualmente, os recursos vindos da bilheteria e de serviços para visitantes representam apenas 30% do valor total necessário. Dessa forma, a quantia arrecadada com o programa é direcionada para tornar possível a manutenção diária dos jardins e galerias, além dos restauros em obra de arte, projetos educativos e da programação cultural.

    Para fazer dessa relação entre Amigos e Inhotim cada vez mais forte e próxima, oferecemos conteúdos e visitas mediadas exclusivos, além de facilidades para que os integrantes estejam sempre por dentro do que acontece aqui, participando e nos ajudando a construir novas ideias e projetos.

    Se quiser saber mais detalhes sobre o programa, acesse nossa página ApoieCaso a sua dúvida não seja esclarecida, entre em contato: +55 (31) 3571-9717 ou amigos@inhotim.org.br.

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    05 de fevereiro de 2018

    Redação Inhotim


    artearte contemporâneainhotim

    Leitura: 12 min

    Yayoi Kusama, a artista que cria arte para “a cura da humanidade”

    Yayoi Kusama, a artista que cria arte para “a cura da humanidade”

    Em 1999, a Revista BOMB (edição 66) publicou uma entrevista com  Yayoi Kusama, autora da obra “Narcissus garden : Inhotim” (2009), exposta no topo do Centro Educativo Burle Marx. O trabalho da artista japonesa guarda uma história interessante, já que se trata de uma versão de uma escultura originalmente apresentada em 1966 para uma participação de Yayoi na 33a Bienal de Veneza. Naquela ocasião, ela instalou clandestinamente 1.500 bolas de aço inoxidável que eram vendidas a quem passasse por US$ 2 cada, sobre um gramado em meio aos pavilhões. As esferas continham uma placa onde estava escrito “Seu narcisismo à venda”, revelando de forma irônica sua mensagem crítica ao sistema da arte e seus sistemas de repetição e mercantilização. A intervenção levou à retirada de Kusama da Bienal, onde ela só retornou  representando o Japão oficialmente em 1993. Na versão de Inhotim, 500 esferas de aço inoxidável flutuam sobre um espelho de água, criando formas que se diluem e se condensam de acordo com a força do vento. Resgatamos aqui a entrevista com a artista. Entender melhor sua história de vida abre ainda mais possibilidades de interpretar a obra desta artista que já acumula 70 anos de carreira.

    GT: Você teme que as pessoas talvez estejam interessadas na sua biografia à custa da sua arte?
    YK: Eu não tenho esse medo. Meu trabalho é uma expressão da minha vida, particularmente da minha doença mental.

    GT: Você vive em um hospital psiquiátrico. É verdade que você se internou voluntariamente?
    YK: Eu fui internada em um hospital em Tóquio em 1975 onde eu tenho morado desde então. Eu escolhi viver aqui seguindo o conselho de um psiquiatra. Ele sugeriu que eu pintasse quadros no hospital enquanto seguisse com meu tratamento. Isso aconteceu enquanto eu viajava pela Europa, montando minhas exibições de moda em Roma, Paris, Bélgica e Alemanha.

    GT: Apesar de você ter sido internada, você é uma artista e escritora muito ativa. Onde você trabalha?
    YK: Eu trabalho no meu condomínio/estúdio perto do hospital.

    GT: Você diz que a sua arte é uma expressão do seu transtorno psiquiátrico? De que maneira?
    YK: Minha arte tem origem em alucinações que somente eu consigo ver. Eu traduzo as alucinações e imagens obsessivas que me assombram em esculturas e pinturas. Todos os meus trabalhos em pastel são produtos de uma neurose obsessiva e são, portanto inextricavelmente ligados à minha doença. No entanto, eu crio obras mesmo quando não vejo alucinações.

    GT: Você nasceu em Matsumoto, uma cidade de médio porte na região central do Japão, em 1929. A guerra não afetou grandemente a sua família uma vez que Matsumoto era bastante isolada e sua família era abastada. Isso é verdade?
    YK: A nossa casa escapou à destruição durante a guerra e nossa despensa estava cheia de suprimentos, então nós tínhamos o suficiente para nos alimentar, felizmente. Sim, minha família é bastante rica. Eles são responsáveis pela gestão de imóveis e empresas de armazenamento. Eles também vendem por atacado sementes de plantas cultivadas em suas grandes fazendas. Eles têm gerido esse tipo de negócio por 100 anos.

    GT: Mas mesmo assim a sua infância foi bastante horrenda. Suas descrições da sua mãe são de arrepiar.
    YK: Minha mãe era uma mulher de negócios muito perspicaz, sempre terrivelmente ocupada com o seu trabalho. Eu acredito que ela contribuiu significativamente para o sucesso dos negócios de família. Mas ela era extremamente violenta. Ela odiava me ver pintando, então ela destruía as telas com as quais eu estava trabalhando. Eu tenho pintado quadros desde os dez anos de idade, quando eu comecei a ter alucinações. Eu as produzia em grande quantidade. Mesmo antes de eu começar a pintar, eu era diferente das outras crianças. Minha mãe me batia e me chutava todos os dias, irritada que eu estava sempre pintando.  Ela me forçava a ajudar os empregados, mesmo quando eu tinha que estudar para as provas finais. Eu ficava tão exausta que me sentia muito insegura às vezes. Meu pai, um conquistador, estava constantemente ausente. Ele era uma pessoa de coração gentil, mas tendo se casado com a minha mãe e entrado para a sua família, e, estando sempre sobre o controle financeiro dela, ele não tinha um lugar em casa. Ele deve ter se sentido completamente desmoralizado. Meu irmão mais velho também era contra a minha inclinação para a pintura. Todos os meus irmãos me disseram para eu me tornar uma colecionadora ao invés de pintora.

    GT: Tendo em vista a sua vida em família, não surpreende o fato de você ter tido a vontade de sair de casa ainda jovem. Você foi para Kyoto, onde se matriculou em cursos acadêmicos de arte. Esse foi o seu único treinamento formal como artista?
    YK: Eu fui para Quioto simplesmente para fugir da violência da minha mãe. Eu raramente frequentava as aulas; eu achava a escola muito conservadora e os professores desatualizados em relação à realidade do mundo moderno. Eu pintava quadros no dormitório ao invés de frequentar as aulas. Por a minha mãe ser tão veementemente contra eu me tornar artista, eu me tornei emocionalmente instável e sofri um surto nervoso. Foi por volta dessa época, na minha adolescência, que eu comecei a receber tratamento psiquiátrico. Traduzindo alucinações e medo de alucinações em pinturas, eu tenho tentado curar a minha doença.

    GT: [sobre o período em que Kusama se mudou para Nova York, no final dos anos 50] depois de 18 meses de sua chegada, você teve a sua primeira exposição solo. As paredes da galeria estavam ocupadas por 5 telas enormes cobertas com redes infinitas branco-sobre-branco. Pinceladas pintadas meticulosamente criavam uma trama quase invisível ao olho nu. A exposição foi aclamada por críticos incluindo Dore Ashton e Donald Judd – você foi até mesmo comparada ao Pollock. Esse primeiro sucesso deve ter sido empolgante.
    YK: Eu disse para mim mesma, eu consegui! Eu comecei a me associar a colegas que também estavam desenvolvendo novos tipos de pintura. Eu me tornei amiga de artistas tais como Eva Hesse e Donald Judd.

    GT: É curioso que Judd tenha ficado tão impressionado com o seu trabalho, já que os seus trabalhos antecipavam uma estética minimalista que depois seria liderada por ele. Você se considera minimalista?
    YK: Eu sou uma artista obsessiva. As pessoas podem me classificar de outra forma, mas eu simplesmente as deixo me chamar do que quiserem. Eu me considero uma herege do mundo da arte. Eu penso apenas em mim mesma quando eu faço meu trabalho. Afetada pela obsessão que se instalou em meu corpo, eu criei obras em uma rápida sucessão, meu próprios “ismos”. […] Eu continuarei a criar trabalhos de arte enquanto a minha paixão me mover. Eu sou muito tocada pelo fato de que tenho muitos fãs. Eu venho lutando com a arte como uma terapia para a minha doença, mas eu suponho que não saberei como minha arte é avaliada enquanto estiver viva. Eu crio arte para a cura da humanidade.

    Sete décadas de carreira
    Por mais de setenta anos, Yayoi Kusama desenvolve uma prática, a qual apesar de conter influências do surrealismo, minimalismo, pop art, Eccentric Abstraction [abstração excêntrica], e dos movimentos Zero e Nul, resiste a qualquer classificação singular. Nascida em Matsumoto (Japão) em 1929, ela estudou pintura em Kyoto antes de se mudar para Nova York no final dos anos 1950, e por volta da metade da década de 60 já tinha se tornado conhecida no universo avant-garde por seus provocativos happenings e exibições. Desde então, os extraordinários esforços artísticos de Kusama têm abarcado pintura, desenho colagem, escultura, performance, filme, gravura, instalação e arte
    circunstancial, bem como literatura, moda (notadamente, na sua colaboração com Louis Vuitton em 2012) e design de produto.

    Uma característica contínua do trabalho artístico único de Kusama é a estrutura intrincada de tinta que cobre a superfície dos seus quadros Infinity Net [rede infinita], os espaços negativos entre os loops individuais desses padrões abrangentes que emergem como delicadas bolinhas. Esses motivos tem suas raízes em alucinações com as quais ela sofre desde a infância, e nas quais o mundo aparece para ela coberto de formas que se proliferam. Criando um caminho entre o expressionismo abstrato e minimalismo, Kusama mostrou pela primeira vez suas brancas Infinity Nets [redes infinitas] em Nova York no final dos anos 50 e foi aclamada pela crítica. Ela continua a explorar as possibilidades dessas obras em trabalhos monocromáticos os quais são cobertos com malhas que parecem flutuar e se dissolver na medida em que o observador se move ao seu redor.

    Outro motivo chave é a forma da abóbora, a qual atingiu um status quase mítico na obra de Kusama desde o final dos anos 40. Vinda de uma família que se sustentava cultivando sementes de plantas, Kusama conhecia a abóbora kabocha dos campos que circundavam a casa de sua infância e esse fruto continua a ocupar um lugar especial na iconografia da artista. Ela tem descrito as suas imagens da abóbora como uma forma de autorretrato.

    A partir dessas obras e de suas esculturas acumulativas, nas quais objetos do dia-a-dia se tornam provocativos através de uma cobertura de esculturas flexíveis de formato fálico ou macarrão seco, considerando suas esculturas monumentais e instalações ao ar livre, como o Narcisus Garden, criado em 1966 na ocasião da primeira participação de Kusama da Bienal de Veneza, além das fascinantes ilusões provocadas por seus experimentos recentes com instalações formadas por quartos espelhados, o trabalho de Kusama é amplo, expansivo, e imersivo.

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    17 de outubro de 2017

    Redação Inhotim


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    Leitura: 7 min

    Volta do “Troca-troca” é celebrada com várias atrações no Inhotim Ocupações Temporárias

    Volta do “Troca-troca” é celebrada com várias atrações no Inhotim Ocupações Temporárias

    Tudo começou quando uma das obras mais coloridas do Inhotim precisou sair de cena para ser restaurada. Em março de 2017, os fusquinhas que integram o trabalho “Troca-troca”, do artista Jarbas Lopes, saíram de onde estavam estacionados, em um gramado da rota laranja do mapa, para passarem por um período de manutenção. No próximo sábado, dia 21 de outubro, eles serão dirigidos de volta para o Inhotim pelo próprio artista, em um momento de reinauguração, no qual outras sete ocupações de diferentes características acontecerão de forma simultânea nos espaços do Instituto.

    O trabalho de restauro foi realizado pela própria equipe do Inhotim, com a supervisão do artista. A tinta foi removida e os carros foram pintados novamente, e a lataria recebeu serviços de lanternagem.

    De acordo com a restauradora do Instituto, Bruna Oliveira, a equipe fez pesquisas sobre técnicas de pintura automotiva e lanternagem. “A arte contemporânea permite que as partes de uma obra se renovem. Em alguns restauros, como imagens sacras, a tinta deve ser mantida. No caso do Troca-troca, toda a tinta antiga foi removida e substituída por uma nova; e a lataria foi toda renovada.”

    Juntamente com Jarbas Lopes, também foi realizada uma pesquisa com as cores a serem aplicadas nos veículos. Segundo o técnico encarregado de acervo artístico, Elton Damasceno (Fubá), o artista analisou amostras das tintas usadas na restauração feita em 2014. “A partir do estudo das cores, Jarbas pediu para que usássemos tinta vermelha com tonalidade menos próxima do laranja. O contato direto com o artista é fundamental para realizar esse tipo de trabalho. Somos a extensão dos braços do artista”, define Fubá.

    Inhotim Ocupações Temporárias irá celebrar esse retorno com uma programação imperdível. Durante todo o tempo de visitação, o público poderá cruzar com diferentes performances, ativações sonoras e experiência gastronômica, além de ver os três fusquinhas, dirigidos por Jarbas, ganharem uma nova parada.

    Confira a programação:

    OCUPAR_JARBAS LOPES
    A volta do Troca-troca // Dia todo // Galeria Praça e caminhos do Inhotim
    O artista Jarbas Lopes volta para Inhotim para dar uma volta com os três fuscas que compõem a obra Troca- troca (2002). Depois de um processo de restauro, este trabalho de arte é ativado pelos caminhos do Inhotim através do som, do movimento e da troca.

    OCUPAR_MICRÓPOLIS
    9h30 e 11h30 // Recepção e entrada Restaurante Oiticica
    O coletivo Micrópolis nasce da pesquisa sobre arquitetura e o cotidiano da cidade. A partir de uma coleta de imagens pelos caminhos do Inhotim e nas mídias sociais, o grupo propõe uma intervenção no mapa do Inhotim distribuído ao público. A ação, intitulada Museu: modos de usar, mostra, de forma imparcial, outras formas de ocupação do espaço do Inhotim.

    OCUPAR_JOSEANE JORGE
    10h às 15h // Lanchonete e ao redores da obra Palm Pavillion
    Artista, ativista, arquiteta, educadora e cozinheira, Joseane Jorge ocupa a lanchonete do Palm Pavilion com a experiência Forrageio, que tem a colaboração de Benedikt Wiertz. A proposta oferece uma degustação com ingredientes derivados de palmeiras, espécie tão presente na coleção Inhotim e no trabalho Palm Pavilion (2006-2008), do artista Rirkrit Tiravanija.

    OCUPAR_Lira
    11h // Galeria Praça
    O multiartista Lira transita na fronteira entre poesia e performance, música e som, gesto analógico e impulso eletrônico. A ocupação de uma das galerias do Inhotim parte do desejo de experimentar o espaço, o contato com o público e as possibilidades do estranhamento orquestradas pelo artista.

    OCUPAR_PORO
    Dia todo // Pelos caminhos do Inhotim
    Além do deslocamento de um ponto para outro, para que servem os caminhos do Inhotim? Para perder tempo? Para ver através? As propostas do coletivo artístico Poro operam na dimensão da invisibilidade, do gesto nonsense que ocupa cantos da cidade, do percurso, do imaginário. No Inhotim, esse gesto coloca a palavra em meio à natureza, modificando os caminhos e olhares entre um ponto e o próximo…

    OCUPAR_SEGUNDA-PRETA
    A partir das 14h // Tamboril, antigo Deck, Galeria Marcenaria
    O público participa de um trajeto cênico a partir da curadoria do segunda PRETA, projeto que promove ações criadas, produzidas, dirigidas e encenadas por artistas negras e negros. A ação convida à reflexão sobre racismo e representatividade na cultura brasileira.
    14h – Não pode tocar, pode tocar – Lucas Costa
    14h30 – Dar a luz – Anair Patrícia
    14h50 – Refém Solar – Elisa Nunes

    OCUPAR_SHIBA
    15h // Gramado em frente à Galeria Mata
    A convite do artista Jarbas Lopes, a banda Shiba ocupa um dos gramados do Inhotim. Em uma apresentação marcada pelo improviso, a ideia é relaxar, tomar um sol e estar presente para participar da conversa sonora que o grupo propõe.

    OCUPAR_ REVISTA CELTON
    Dia todo // Pelos caminhos do Inhotim
    Quem circula pelas ruas de Belo Horizonte provavelmente já teve contato com a Revista Celton – produção independente de Lacarmélio Alfêo de Araújo, vendida nos cruzamentos da cidade há mais de 30 anos. O convite a Lacarmélio foi o de mergulhar no acervo textual e imagético da obra Troca-troca (2002), construído ao longo de anos e de diversas viagens, e criar uma edição especial da revista.

    Compre seu ingresso e evite filas! 

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