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  • 19 de abril de 2017

    Redação Inhotim


    artearte; literatura; biblioteca; inhotim; visita

    Leitura: 5 min

    Cinco obras raras que você encontra na Biblioteca Inhotim

    Cinco obras raras que você encontra na Biblioteca Inhotim

    Você já conhece a Biblioteca do Inhotim? O espaço fica no Centro Educativo Burle Marx, na rota rosa do mapa, e foi inaugurada no ano de 2009 para uso dos colaboradores da instituição e de seus visitantes. É um espaço destinado a guarda, promoção e acesso à informação. Com um acervo que contempla obras sobre arte, arquitetura, meio ambiente e educação, a biblioteca pode ser usada para pesquisas e leituras durante a sua visita ao Parque. Separamos uma lista com cinco obras raras para te inspirar a se aventurar por essas prateleiras:

    Materiais Espaciais Tunga: Em novembro de 2007, a Cosac Naify lançou a Caixa Tunga, um conjunto formado por seis livros em diferentes formatos e um cartaz, dedicados a registrar parte significativa dos projetos de Tunga desde 1990. A Caixa Tunga não está à venda, a editora doou os 500 exemplares impressos para bibliotecas, universidades, museus e instituições culturais nacionais e estrangeiras. Fazem parte da caixa os títulos “Encarnações Miméticas: Tunga”, um catálogo com imagens fotográficas das performances do artista que envolviam a escultura do artista plástico e sua obra ”A Bela e a Fera”; “Tunga: A Prole do Bebê”, catálogo com fotografias e pinturas sobre performances realizadas e expostas em diversos locais como Nova York, Rio de Janeiro e Veneza entre os anos de 2001 e 2002; “T. Tunga”, catálogo que retrata as performances que o artista plástico Tunga participou em Ortolândia, organizado por Marcia X e Ricardo Ventura, na ocupação de casas prestes a serem destruídas; “Tunga: True Rouge”, catálogo que registra as performances realizadas em vários locais e anos diferentes sobre a instalação ”True Rouge”; “Tunga: olho por olho”, catálogo que traz fotografias, pinturas e textos da performance e exposição da obra ”Olho por olho”; e “Tunga: Lúcido Nigredo”, catálogo com fotografias e pinturas sobre performances realizadas e expostas em diversos locais, como Coreia do Sul, Rio de Janeiro e Buenos Aires, entre os anos de 1998 e 2001; o sétimo item do box é o cartaz À la lumière des deux mondes, referente a obra do artista que ficou em exposição temporária no Museu do Louvre em 2005.

    Buenos Aires Tour: O material especial do artista Jorge Macchi traz 8 itinerários que reproduzem a trama das linhas formadas por um vidro quebrado sobre o mapa da cidade. Ao longo das 8 linhas, foram escolhidos 46 pontos de interesse, em que o guia fornece informações escritas, fotográficas e sonoras. Quem observa o material pode notar as ligações estabelecidas entre diferentes pontos através de imagens que se repetem em diferentes partes da cidade.

    Materiais Especiais Hélio Oiticica: Nesta coleção, estão conteúdos relacionados à Exposição dos Parangolés Originais da Performance que Hélio Oiticica realizou no Recife em 23 de julho de 1979. A caixa contém placas de papelão costuradas com fotografias dos tecidos utilizados para a intervenção, além de cartas que retratam conversas sobre a reprodução da performance ”Parangolés” em Londres e no Festival de Pamplona. Também integram a caixa um CD com a trilha sonora utilizada na performance e um catálogo retratando a exposição dos ”Parangolés” em Recife (1979).

    Cildo Meireles  (Artes plásticas brasileiras): O livro traz um estudo sobre a vida e a obra de Cildo Meireles, um dos maiores pintores e artistas plásticos brasileiros do século XX. Essa publicação não é mais encontrada no mercado literário.

    Lygia Clark – Obra-Trajeto: É o primeiro estudo sistemático publicado em português sobre Lygia Clark, um dos expoentes da geração de concretistas e neoconcretistas dos anos 1950. Ao realizar um minucioso estudo sobre a vida e obra da artista, Maria Alice Milliet compõe um painel da história da arte brasileira do pós-guerra, no seu permanente diálogo entre a apropriação da cultura européia e norte-americana e as possibilidades de produzir uma arte nacional.

    Conheça a Biblioteca do Inhotim!
    Ela abre de segunda (para funcionários) a sábado, das 9h às 17h.

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    11 de abril de 2017

    Redação Inhotim


    artebrumadinhodia do trabalhadordia do trabalhoferiadogastronomiainhotimminas geraissemana santatiradentesturismoviagem

    Leitura: 5 min

    9 dicas para aproveitar os feriados de abril no Inhotim

    9 dicas para aproveitar os feriados de abril no Inhotim

    Este mês tem várias oportunidades de curtir o Inhotim por mais tempo. Abril tem vários feriadões, um convite irresistível para visitar o Instituto e aproveitar a programação que preparamos para você. Durante toda a Semana Santa (14,15 e 16/4), feriado de Tiradentes (21/22 e 23/4) e Dia do Trabalhador (29 e 30/4 e 1º/5), o Inhotim estará aberto das 9h30 às 17h30. Preparamos uma lista com algumas dicas que vão te ajudar a planejar e aproveitar sua viagem:

    1- Compre seu ingresso online. Essa é uma boa forma de não perder tempo na fila. Se você for visitar o Inhotim por mais de um dia, vale a pena dar uma olhada nas opções de passaporte, com preços promocionais.

    2- Escolha o melhor transporte. O acesso ao Inhotim pode ser feito de carro ou de van e ônibus para quem está em Belo Horizonte. As vans saem do Hotel Holiday Inn (R. Professor Moraes 600, Bairro Funcionários), em todos os dias do feriado, com saída às 8h15 e retorno às 17h30. O valor da van é de R$ 60, incluindo ida e volta. Já os ônibus partem da rodoviária de Belo Horizonte (Praça Rio Branco, 100, Centro – plataforma F2), com saída também às 8h15. O preço é de R$ 33,05 a ida e R$ 32,50 a volta.

    3- Use roupas e calçados confortáveis. São 140 hectares de visitação para serem explorados, 23 galerias e 7 jardins temáticos. Não se esqueça também do protetor solar e da garrafinha de água para se hidratar sempre.

    4- Conheça nossas visitas gratuitas. O Inhotim oferece, durante todos os feriados do ano, dois passeios mediados que são uma chance de conhecer melhor os acervos botânico e artístico do Instituto. A Visita Temática acontece às 10h30, tendo neste mês o tema “Água, mas para qual gênero?”, que relaciona o acesso à água e as questões de gênero com a natureza e as obras de arte do Inhotim. Já a Visita Panorâmica sai em dois momentos, às 11h e às 14h, dando ao visitante uma visão geral do Parque.

    5- Vá à Estação Educativa para Visitantes. Localizada no Centro de Educação e Cultura Burle Marx, na rota rosa do mapa, o local é um ponto de encontro entre visitantes e educadores, onde você pode pedir auxílio para montar o seu roteiro e ainda se informar sobre a programação do Instituto.

    6- Confira a programação mensal. No site do Inhotim, você pode conferir, de acordo com o dia da sua visita, se quer participar de alguma atividade.

    7- Experimente jantar no Restaurante Tamboril. Nos dias 14, 15, 21 e 22 de abril, o espaço será especialmente aberto no turno da noite para oferecer o delicioso jantar da Chef Daílde. As reservas podem ser feitas pelo telefone (31) 3571-9796.

    8- Garanta suas lembrancinhas. Os acervos do Inhotim inspiram as coleções da nossa loja, que tem produtos desenvolvidos para crianças e adultos. Tudo para que você possa levar pra casa o gostinho do Inhotim e instigar os seus amigos a vivenciarem a visita ao Parque.

    9- Capriche nas fotos. O Inhotim é um lugar inspirador e os bons momentos merecem ser registrados. Compartilhe essas memórias com a gente usando #SintaInhotim. Aliás, já segue o nosso Instagram?

    Boa visita!

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    10 de março de 2017

    Redação Inhotim


    arteexposiçãoinhotim

    Leitura: 6 min

    Galeria Doris Salcedo reabre após processo de restauro

    Galeria Doris Salcedo reabre após processo de restauro

    Uma grande obra da Coleção Inhotim está novamente aberta para a visitação do público. Neither [Nenhum (dos dois), 2004], trabalho da artista colombiana Doris Salcedo inaugurado no Instituto em 2008, foi completamente restaurado, assim como a galeria em que está instalado. Este é o primeiro grande projeto de restauro realizado pela instituição e reafirma o compromisso do Inhotim em exibir, de forma permanente, obras de arte contemporânea.

    A recuperação de Neither foi realizada em três etapas. Inicialmente, uma intervenção arquitetônica na galeria modificou o acesso do público ao prédio e criou uma antecâmara climatizada para evitar a exposição direta da obra às condições externas. Em seguida, a casa de máquinas do pavilhão foi ampliada para receber novos equipamentos de monitoramento, que vão garantir parâmetros climáticos mais homogêneos e lineares, mesmo com a variação de temperatura e umidade no ambiente exterior, como é comum no Inhotim.

    Após as adequações, foi possível iniciar a terceira e mais complexa etapa: o restauro da obra. “Em Neither, Doris Salcedo trabalha de forma inédita combinando materiais não convencionais como placas de gesso e metal. Precisamos considerar que trabalhos de arte contemporânea como este são concebidos pelos artistas em momentos de experimentação e, muitas vezes, para exposições de curto prazo. No Inhotim, nosso desafio é realizar pesquisas contínuas sobre os processos, materiais e conceitos utilizados para garantir a perenidade do acervo e o acesso do público”, avalia a diretora artística adjunta da instituição, María Eugenia Salcedo.

    Durante cinco meses, 15 restauradores trabalharam diretamente com a equipe técnica do Inhotim, além de cientistas, engenheiros químicos, especialistas em corrosão de metais e laboratórios de análises de materiais. A complexidade do projeto passou, inclusive, pela escolha da cor da tinta a ser usada na recuperação. Uma análise da superfície da obra identificou 56 padrões diferentes de branco, que serviram como ponto de partida para que os técnicos realizassem diversos ensaios e formulações até que se chegasse aos dois tons adotados.

    Para o gerente da área técnica do Inhotim, Paulo Soares, o projeto gerou uma valiosa produção de conhecimento científico para o Instituto. “Exibir e preservar são pilares de uma instituição museológica e também um desafio ímpar. Expor ao público significa submeter o acervo a diversas fragilidades, como incidência de luz e variações climáticas. Por outro lado, um acervo armazenado e de acesso restrito perde sua máxima potência. Buscar atuar entre estes dois eixos é, não só um desafio, mas uma experiência única”, afirma.

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    Sobre artista e obra
    Nascida em Bogotá, na Colômbia, desde a década de 1980 Doris Salcedo realiza trabalhos que promovem um forte diálogo com contextos políticos e sociais. Diversas histórias de violência do século 20, como as guerrilhas que há décadas marcam a história da Colômbia, surgem como referências e ponto de partida para suas esculturas e instalações.

    Neither articula-se com o interesse da artista por intervenções na arquitetura, mais diretamente com um dos paradigmas da sala de exposições moderna: o cubo branco. Um espaço segregado do exterior com proporções idealizadas e iluminação contínua, proporcionando uma experiência mais “pura” e “neutra” com a arte. No entanto, na instalação uma grade foi presa às paredes, com mínimas diferenças em sua repetição. Ao mesmo tempo carregada de emoção e quase invisível, a obra relaciona-se com a arquitetura dos campos de concentração, mas também com os aparatos de segregação tão presentes nas grandes cidades do mundo todo. Ao mesmo tempo em que são paredes que protegem, são grades que prendem e separam – sem, contudo, ser nenhum dos dois.

    Para Sergio Clavijo, representante do estúdio da artista e responsável pelo acompanhamento do restauro, apesar de Neither não ter sido pensada para ser permanente, a série de camadas de trabalho nas placas de gesso lhe conferiu esse caráter. Por outro lado, é uma obra que dialoga com outros lugares: “Há ali uma característica de espaço neutro, que quando vivenciado evoca outros espaços. Mais que falar de uma questão da Colômbia, do Brasil ou da América Latina, Neither fala de uma questão humana”, reflete.

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    20 de fevereiro de 2017

    Rhayane Sthefane

    Integrante do Laboratório Inhotim


    arteeducaçãoinhotim

    Leitura: 5 min

    Um lugar para minha imaginação

    Um lugar para minha imaginação

    Quando entrei no Laboratório Inhotim, em 2012, com 12 anos de idade, não imaginava como seria essa experiência, tampouco passou pela minha cabeça que iria me apaixonar assim tão intensamente. Eu não sabia o que faria ali naquele lugar, mas esse nome me chamou a atenção, queria descobrir o que estava por trás desse nome que me cativou.

    Minhas primeiras experiências no LAB foram completamente indescritíveis, era tudo muito novo, muito intenso, eu consegui encontrar nesse espaço um lugar para minha imaginação, minhas indagações, que por algum motivo ficavam ocultas dentro de mim.

    O meio pelo qual aos poucos fui me inserindo nas propostas, nos debates sobre determinada obra ou sobre o espaço artístico, entre atividades e leituras no projeto, me possibilitou desenvolver minhas habilidades, explorar meus sentimentos, conhecer o pedacinho mais íntimo do meu interior, construir, articular e realizar trabalhos plásticos. Esse processo de construção permitiu que eu me conectasse de forma tão intensa com o meu interior que passei a observar tudo ao meu redor de uma forma tão diferente, essa interação com o meu emocional, que por vezes se encontrava desordenado, possibilitou-me apropriar, através do pensar, da expressão, do agir e da observação, tudo que me rodeava de forma diferente, já não queria mais olhar para as coisas como elas são, como elas se apresentam. Esse momento foi muito importante para mim, pois passei a enfrentar os meus problemas de uma forma mais madura, os desafios, as críticas, as especulações se tornaram para mim minha ferramenta de produção.

    Depois de um ano e meio participando do Módulo 1, me tornei bolsista de Iniciação Científica Jr., que é o Módulo 2 do projeto. Nesse momento deixei um pouco a parte experimental, passando para a parte teórica, foi um passo muito importante para o meu desenvolvimento intelectual e aprofundamento da compreensão sobre os caminhos percorridos na arte até chegar no contemporâneo. Eu pude aprender como é fazer uma pesquisa e quais são os passos para desenvolvê-la, como escolher o objeto de pesquisa, levantar informações, além do desafio de lidar com textos acadêmicos e desenvolver habilidades para falar em público. Nesse período tive a oportunidade de desenvolver minhas próprias pesquisas, que surgiram a partir das minhas especulações e desejos.

    O envolvimento com a pesquisa e sua metodologia me possibilitou o uso de ferramentas que lidam com a busca de referências, às vezes no passado. Nessa viagem temporal, a pesquisa colaborou para a organização das minhas ideias e a aproximação da minha ancestralidade e minha base cultural, que, ao envolvê-la na pesquisa, é como se eu reorganizasse a minha memória, adquirindo um novo olhar sobre ela.

    Além de aprender a partir das obras do acervo Inhotim, participando do projeto eu ainda tive a oportunidade de conhecer como a arte se apresenta em outros espaços, diferente da maneira com que já estou acostumada a conviver no Inhotim. Entre esses espaços, estão incluídas visitas a museus e galerias de arte, como também tive a oportunidade de visitar duas Bienais, a Bienal de São Paulo e a Bienal do Mercosul, que possibilitou a amplitude do olhar sobre a produção e suas diversas formas de exposição. Além disso, participei de dois intercâmbios internacionais, o primeiro ainda em 2013, para a Argentina, e o segundo agora em 2016, para a Cidade do México, ambos com propostas diferentes, mas que de certa forma se unem para a colaboração da expansão do meu olhar crítico.

    O projeto foi e ainda é uma porta de entrada para os próximos desafios que terei que enfrentar e, ao mesmo tempo, uma porta de saída para as limitações que criamos, é a libertação da imaginação, do questionamento, da indagação. Não quero terminar este texto dizendo que estou concluindo mais uma etapa da minha vida, encerrando minha participação no Programa. Ela apenas mudará de território físico e espacial.

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    06 de janeiro de 2017

    Redação Inhotim


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    Leitura: 2 min

    Inhotim, um estado de espírito

    Inhotim, um estado de espírito

    A publicação narra a história do Instituto e projeta o seu futuro. O livro conta com três volumes: “Inhotim, um estado de espírito” traz imagens internas e externas que expressam a exuberância do Instituto e evidenciam a sua forte relação com a arte e a natureza. Já “Futuromemória” conta a trajetória histórica do Inhotim, desde a povoação da região de Brumadinho até uma projeção para o futuro, nas palavras do idealizador do Inhotim, Bernardo Paz. A evolução da coleção de arte do Instituto e a beleza do seu acervo botânico estão em “Artenatureza”, com textos dos dois curadores do Inhotim, Allan Schwartzman e Jochen Volz.

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    O livro também traz depoimentos de funcionários que ajudaram na construção do Inhotim e textos de Humberto Werneck, Fábio Scarano, Frederico Coelho, Jarbas Lopes, Luiz Zerbini, entre outros; além de ensaios fotográficos inéditos.
    A publicação faz parte das comemorações dos 10 anos do Inhotim e contribui para vivenciar um estado de espírito alinhado com os ideais de educação por meio da arte, sustentabilidade e conservação da natureza, diretrizes fundamentais do Instituto.
    Aos interessados em adquirir o livro, ele está à venda na loja do Inhotim em Brumadinho.
    Boa leitura!

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