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Seminário Espaço, Trabalho e História

Discutir questões contemporâneas e suas conexões com o universo do Inhotim. Essa é a proposta do Seminário Espaço, Trabalho e História, que o Inhotim Escola realiza nos dias 23 e 24 de maio, em Belo Horizonte. Durante o evento, três mesas redondas reúnem artistas, pensadores e três importantes nomes do acervo do Instituto: Adriana Varejão, Marilá Dardot e Marcius Galan.

“Nossa ideia é promover um espaço criativo de debate sobre algumas questões que parecem centrais para a arte contemporânea, o foco de trabalho do Inhotim, mas também para o nosso tempo, de um modo geral. O seminário não tem enfoque acadêmico ou estritamente teórico, queremos com ele trazer abordagens subjetivas, sensíveis, mas também críticas, que partam do campo de trabalho e de atuação de cada um”, explica a curadora Júlia Rebouças, responsável pelo programa.

As mesas serão compostas por três convidados cada, sendo um teórico, um artista da coleção do Instituto e um artista de outra disciplina e mediadas pelos curadores Júlia Rebouças e Rodrigo Moura, diretor de arte e programas culturais do Inhotim. O evento dá continuidade ao seminário Natureza, Tempo e Poesia, realizado no lançamento do Inhotim Escola em 2013. Confira a programação completa:

Mesa Espaço

23 de maio, às 19h30

Mediação: Júlia Rebouças

Convidados:

Marcius Galan formou-se em Educação Artística pela FAAP e manteve residências na Cité des Arts, em Paris, e no Art Institute de Chicago. Venceu o prêmio Pipa, em 2012, que o levou ao Programa de Residências Gasworks. Possui duas obras em exposição no Inhotim: Seção Diagonal (2008) e Imóvel/Instável (2011), que criam diálogos sobre a escultura, a ilusão e a percepção do espaço.

Seção Diagonal

“Seção Diagonal” (2008), de Marcius Galan, em exibição na Galeria Mata. Foto: Pedro Motta

Fernando de Mello Franco é professor e doutor em arquitetura pela USP. Foi membro do grupo curador das bienais de arquitetura de Roterdã e Veneza e é Secretário de Desenvolvimento Urbano do Município de São Paulo. Na mesa, ele fala sobre a cidade como espaço urbano e seus desafios.

Grace Passô é atriz, diretora e dramaturga. Foi uma das fundadoras do mineiro Grupo Espanca!, em 2004. Atualmente dirige o espetáculo “O Contrato”, encenado pelas atrizes Yara de Novaes e Débora Falabella, do Grupo 3. No Seminário, Grace fala sobre o corpo no espaço e seu lugar na cena.

Mesa Trabalho

24 de maio, às 10h30

Mediação: Rodrigo Moura

Convidados:

Marilá Dardot é mineira de Belo Horizonte. Formada em Comunicação Social na UFMG, é mestre em Linguagens Visuais pela Escola de Belas Artes da UFRJ. A Origem da Obra de Arte (2002), em caráter permanente no Inhotim, propõe uma reflexão acerca da construção das obras de arte. No Inhotim Escola, a artista aborda essas e outras questões que evolvem seu trabalho, como as técnicas e ferramentas usadas para criá-lo.

"A Origem da Obra de Arte" (2002), de Marilá Dardot. Foto: Pedro Motta

“A Origem da Obra de Arte” (2002), de Marilá Dardot. Foto: Pedro Motta

Peter Pál Pelbart é filósofo, ensaísta e professor. Nasceu em Budapeste, nas Hungria, mas vive na cidade de São Paulo, onde coordena a Companhia Teatral Ueinzz, formada por pacientes psiquiátricos do hospital-dia A Casa. Estudioso da obra de Gilles Deleuze, ele ajuda a discutir o papel do trabalho na sociedade.

Francisco Alvim é poeta e diplomata. Começou a escrever ainda na adolescência, por influência de sua irmã, a poetisa Maria Ângela Alvim. Lançou seu primeiro livro, Sol dos Cegos, em 1968. Após um período em Paris atuando na Unesco, Alvim retornou ao Brasil e passou a integrar o  grupo literário Frenesi, atuante na poesia marginal dos anos 1970. No evento, ele fala do trabalho de escritor e do ofício da escrita.

Mesa História

24 de maio, às 14h30

Mediação: Júlia Rebouças

Convidados:

Adriana Varejão é carioca e elegeu a pintura como principal suporte de sua produção. Realizou sua primeira exposição em 1988, na Galeria Thomas Cohn, no Rio de Janeiro. Nos trabalhos reunidos no Inhotim, é possível acompanhar a diversidade de interesses de sua obra e a variedade de fontes de sua pesquisa. Por meio de pinturas, esculturas e instalações, a artista vem discutindo a história brasileira, sobretudo a formação de seu povo.

"Celacanto Provoca Maremoto" (2004-2008), de Adriana Varejão. Foto: Ricardo Mallaco

“Celacanto Provoca Maremoto” (2004-2008), de Adriana Varejão. Foto: Ricardo Mallaco

Norma Côrtes é historiadora formada pela PUC Rio, com pós-doutorado em História da Cultura na USP. É professora da UFRJ, no campo da História Social e da Cultura, que investiga, entre outros, a forma como são compreendidos os fenômenos históricos. Na mesa, ela ajuda a fazer um contraponto entre as narrativas hegemônicas e marginalizadas dos acontecimentos do passado.

Eduardo Moreira nasceu no Rio de Janeiro, mas mudou-se para Belo Horizonte aos 13 anos. É dramaturgo e fundador do Grupo Galpão, e participou de todas as montagens da trupe como ator. No cinema, atuou em produções nacionais, como O Ano que meus Pais saíram de férias (2006) e Batismo de Sangue (2007). No Inhotim Escola, ele fala da história como “estória” e suas narrativas fictícias.

Programe-se

Inhotim Escola apresenta o Seminário Espaço, Trabalho e História

Data e hora: 23 de maio, mesa às 19h30; 24 de maio, mesas às 10h30 e 14h30

Local: Auditório do Museu Histórico Abílio Barreto – Avenida Prudente de Morais, 202, bairro Cidade Jardim

Entrada: gratuita, por ordem de chegada. A capacidade do teatro é de 100 pessoas.

Atualização: Devido ao mau tempo na cidade do Rio de Janeiro nesta manhã, a artista Adriana Varejão e a historiadora Norma Côrtes não conseguiram embarcar para Belo Horizonte. Assim, a mesa prevista para esta tarde no Seminário Espaço, Trabalho e História, do Inhotim Escola, foi cancelada. Uma nova data será divulgada no site e nas mídias sociais do Inhotim em breve. 

 



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