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  • 25 de outubro de 2016

    Redação Inhotim


    Leitura: 2 min

    Amigos do Inhotim podem comprar meia-entrada para o MecaInhotim

    Nos dias 5 e 6 de novembro o Inhotim vai receber o festival MECAInhotim, com uma programação extensa de palestras, oficinas, performances e shows de artistas como Caetano Veloso, Liniker, Jaloo e Banda Dônica, entre outros. A novidade é  que, a partir de hoje, os Amigos do Inhotim de todas as categorias podem comprar meia-entrada para participar deste grande momento. São dois dias inteiros com mais de 25 horas de programação.

    O evento multicultural vai contar com conferências e workshops distribuídos pelos espaços do Parque.  As 23 galerias de arte também estarão abertas para visitação. Além disso, pela primeira vez, um camping  será montado no Inhotim para quem quiser viver essa experiência única.

    O benefício será oferecido dentro da cota de meia-entrada disponibilizada pela produção do evento. Por isso, se quiser garantir o seu ingresso, você pode comprar online pelo site do Ingresso Rápido ou nos pontos de venda nas lojas FNAC de SP (Av. Paulista 901), RJ (Barra Shopping) e BH (BH Shopping), onde não há cobrança da taxa de conveniência.

    No dia do evento, a carteirinha de Amigo do Inhotim dentro da validade deve ser apresentada junto ao documento de identidade para validar o benefício.

    Acompanhe as atualizações na programação do MECAInhotim: http://meca.love/meca-inhotim .

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    21 de outubro de 2016

    Redação Inhotim


    Leitura: 5 min

    A música de computador de Jaloo

    A música de computador de Jaloo

    Um dos programas que o cantor paraense Jaloo, 29 anos, mais curtia  quando pequeno era acompanhar a mãe em seu programa preferido: o karaokê. Nesses momentos, gostava de cantar os clássicos bem alto ao lado da família. Mas o passa-tempo oficial dele continuava sendo os videogame. Ao chegar à adolescência, um grande amigo o apresentou a uma mistura de estilos musicais, que incluem música eletrônica, rock, e jazz. A partir dai, o interesse foi crescendo, fazendo com que ele conhecesse infinitas possibilidades, se aprofundasse nas pesquisas e começasse a trabalhar com produção musical, aos 23 anos. O tempo e o destino fizeram dele um dos jovens cantores brasileiros que são referência na ousadia e na originalidade. “Foram acontecimentos não planejados. Quando vi, estava no palco. Fui convidado para fazer um dj set num festival que ia ser em Brasília só de música paraense. Todos esperavam que eu faria somente o dj set, mas eu decidi fazer um show cantado. Deu certo. Foi um teste às cegas que me levou a fazer o que eu faço hoje”, relembra.

    Jaloo é um dos destaques do MECAInhotim, que acontece nos dias 5 e 6 de novembro no Instituto. Confira a entrevista do artista para o blog do Inhotim.

    Como você define a sua música?
    Eu toco computador. E isso é engraçado porque eu encontro músicos e nós temos maneiras de criar que são muito diferentes. Um violão, um teclado, uma guitarra, os timbres, e eu construo meio que desenhando. A criação no Software é meio que um desenho. É outro meio mas que você chega no mesmo resultado. Então é isso: faço música de computador.

    Você vem de um lugar onde a música é um componente muito forte da cultura, mas ainda pouco conhecida aqui no sudeste. O que você gostaria de contar ao publico do MECA sobre a música paraense?
    Uma coisa que eu acho muito linda é o quanto é verdadeiro o que os paraenses fazem em relação a música. Até o tecno brega é levado com muito humor envolvido, mas um humor que é levado muito a sério por nós. Eu acho isso lindo, porque é natural. Outra coisa que adoro é a independência. Conseguimos viver, tocar, divulgar… não estando tão preocupados com o que está sendo ditado nos eixos do sudeste. Isso é autêntico. Perde muito quem não conhece.

    Você acabou se tornando uma referência na quebra desse tabu relacionado ao gênero dos artistas. Para você, qual a importância dessa representatividade? 
    Eu não tenho problema em me identificar com meu feminino. Mas eu sou um homem gay. Eu não vou entrar no mérito de que sou uma mulher, porque eu não vivenciei isso de fato. Não posso comparar meu estilo de vida com o de uma transexual, por exemplo. Mas ao mesmo tempo, a gente tem problema aqui nesse lado também. E vamos em frente. Eu sempre fui assim e estou quebrando este tabu desde quando me entendo por gente. Às vezes acontece de certas questões, como essa de gênero, serem pautadas e tomarem um corpo até maior do que a gente como artista. Eu acho importante sim essa visibilidade, mas tem de haver o cuidado para não se enquadrar certos artistas que se comunicam de maneiras diferentes somente pela questão de gênero. Eles cantam, eles fazem bonito. E isso também importa. Se assumir da forma como somos às vezes é difícil e cansativo. Mas o que dá força é ver o público se inspirando no que eu estou fazendo. Quando vejo uma pessoa que mora no interior do interior vindo falar comigo que se sente mais forte quando me vê, eu penso que tudo vale a pena sim.

    O que você está preparando para seu público do MECAInhotim?
    Eu quero que as pessoas entrem no meu mundo. Eu tenho muito essa coisa do lúdico, da mágica. Eu vou me empenhar bastante pra criar essa fantasia linda.

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    20 de outubro de 2016

    Cadu Costa

    Artista e professor da UERJ e PUC Rio


    Leitura: 2 min

    Canteiro #Ensaio1nfinit0

    Canteiro #Ensaio1nfinit0

    “Exatamente – disse Albert. – O jardim de veredas que se bifurcam é uma enorme charada, ou parábola, cujo tema é o tempo; essa causa recôndita proíbe-lhe a menção de seu nome.”
    (O Jardim de Veredas que se Bifurcam – Ficções. Jorge Luís Borges)

    Essa explicação torna a imagem do jardim sempre incompleta, não linear, por vir. Mas nunca ilusória. O jardim é aberto, pois assim deve ser. Seus espaços estão em promessa aguardando o aporte de novas paisagens.

    Sabendo de sua impermanência, nosso papel é revolver o solo em esperança. A única constante é a inconstância. Habitar um território é saber que se conquista em proporção ao que se abandona, que as ferramentas utilizadas para entrar em seus diversos palácios, devem ser deixadas lá, pois não garantem a entrada no próximo. Que devemos conviver com outros espreitadores, borrar fronteiras, exercer piratarias, insurreições.
    O jardim de muros baixos que é Inhotim, esses crimes poéticos permite. Enquanto o percorremos, ele por nós caminha alterando nossas paisagens interiores, ensinando-nos que há tantos espetáculos no mundo tão transformadores quanto os emoldurados.

    Cadu,
    Inverno de 2016.

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    19 de outubro de 2016

    Lidiane Arantes

    Supervisora de Educação Ambiental


    Leitura: 4 min

    Ciência alimentando o Brasil

    A Semana Nacional de Ciência e Tecnologia é coordenada pelo Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações. O objetivo da semana é aproximar a população da ciência e da tecnologia através de atividades de divulgação científica, com linguagem acessível e por meios inovadores para estimular a curiosidade e motivar a população a discutir as implicações sociais da ciência e aprofundar seus conhecimentos sobre o tema “Ciência alimentando o Brasil”, escolhido pelo Ministério para ser discutido neste ano.

    Para elaboração da programação no Inhotim escolhemos três conceitos norteadores: valorização da agricultura familiar, segurança alimentar e agroecologia. Para refletir sobre esses conceitos tivemos como ponto de partida “o olhar” para o município de Brumadinho, onde estamos inseridos.

    No interior de Brumadinho, em Tejuco, temos o Assentamento Pastorinhas, um conjunto agrícola proveniente de reforma agrária. São 152 hectares de fazenda, dos quais 142 são áreas remanescentes de mata atlântica. Os 10 hectares que restam são os responsáveis para manter a renda de 20 famílias assentadas. As famílias produzem diversos cultivos que são vendidos em feiras e cuja renda é distribuída entre os assentados. Cada família tem uma área determinada para cultivar e a aposta deles foi na horticultura.

    O sistema de cultivo no Pastorinhas é o agroecológico, sem uso de venenos e com um cultivo o mais natural possível. De acordo com a Valéria, líder do Assentamento, em uma reportagem cedida ao Globo Rural, o nome Pastorinhas é em homenagem à resistência das mulheres. Além do trabalho no campo, as mulheres ainda precisam fazer o trabalho doméstico. Valéria afirma que “Pastorinhas é uma homenagem às mulheres que conduzem as famílias para uma vida melhor”. “É muito importante resguardar as sementes nativas criadas no assentamento, pois assim mantemos nosso acervo cultural, histórico e emocional. São sementes cultivadas há séculos que chegaram ao Pais pelo escravos ou são nativas do Brasil. Temos o papel de ser guardiões dessas sementes”, acrescenta Carneiro.

    20161018_ Assentamento Pastorinhas_ William Gomes-1010

    Assim, o Assentamento foi convidado para integrar as atividades da Semana Nacional de Ciência e Tecnologia no Inhotim por terem o compromisso de promover uma agroecologia cooperada visando a qualidade de vida em consonância com o mínimo de impactos negativos ao meio ambiente e por serem exemplo de uma prática agroecológica de sucesso que elucida os temas que desejamos discutir durante a Semana.

    Os agricultores do Assentamento criaram um banco com diversas sementes crioulas, todas de cultivos orgânicos. As sementes crioulas são um tipo antigo de sementes que guardam um repertório de seleção natural de milhares de anos. Adaptadas aos ambientes locais, são mais resistentes e menos dependentes de substâncias sintéticas. Elas contribuem para a diversidade alimentar e para a biodiversidade dos sistemas de produção. O Pastorinhas nos emprestou algumas sementes crioulas para serem apresentadas ao público, na atividade “Hoje é dia de Feira”. Além disso, durante a programação da Semana, representantes do Assentamento estarão disponíveis para um bate-papo sobre agricultura familiar. Saiba mais sobre a programação no link.

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    07 de outubro de 2016

    Lilia Dantas

    Supervisora de Arte e Educação do Inhotim


    arteeducaçãomeio ambienteprogramação cultural

    Leitura: 5 min

    Do traço ao corpo – Laboratório Inhotim visita a Cidade do México

    Em 2016 o Inhotim comemora seus 10 anos de abertura ao público. Junto com ele, o Laboratório Inhotim também celebra uma década de atividades. O projeto, que nasceu e cresceu junto com o próprio Instituto, aprendeu nestes anos a cultivar relações duradouras. Seu programa pedagógico prevê até 3 anos de formação contínua a seus participantes – jovens da região de Brumadinho –  acompanhando-os, em geral, do último ano do Ensino Fundamental até o segundo ano do Ensino Médio.

    Em sua trajetória, o Laboratório estabeleceu parcerias com artistas, museus e educadores que não apenas contribuíram para a realização de alguma atividade específica, mas que inspiraram o projeto a se repensar e propor novos espaços de descoberta e aprendizado. Uma destas parcerias teve início em abril de 2015, quando a bailarina e coreógrafa mexicana Alma Quintana esteve em Inhotim para um período de residência. Alma propôs aos jovens do Laboratório que participassem de um processo criativo que partia de desenhos, mapas, palavras e outros estímulos para transformá-los em dança. Uma espécie de exercício interpretativo, uma tradução de objeto em movimento, de história em corpo, de traço em toque. Ao final da estadia de Alma no Inhotim, sabíamos que havíamos criado algo poderoso que merecia ter continuidade.

    Durante o tempo em que esteve no Inhotim, Alma elaborou diversas oficinas para os jovens do Laboratório Inhotim. Foto: Rossana Magri

    Durante o tempo em que esteve no Inhotim, Alma elaborou diversas oficinas para os jovens do Laboratório Inhotim. Foto: Rossana Magri

    Nos meses seguintes fomos apresentados ao MUAC – Museu Universitário de Arte Contemporânea localizado na Cidade do México. O departamento de educação do museu generosamente acolheu a ideia de desenvolver com o Inhotim uma atividade em que jovens de Brumadinho e da Cidade do México participassem juntos de uma série de oficinas ministradas por Alma, conhecendo assim a cultura e os costumes uns dos outros e fazendo dessa multiplicidade de referências o material para a criação de uma coreografia a ser apresentada ao final do processo.

    Durante todo o ano de 2015 e nos primeiros meses de 2016 essa ideia amadureceu e se consolidou. Assim, no próximo dia 07 de outubro, 6 jovens e 5 educadores do Inhotim finalmente embarcam para a Cidade do México para um período de 10 dias de imersão, pesquisa e criação coletivas. No cronograma, visitas a museus e sítios arqueológicos, oficinas, ensaios, e duas apresentações: uma no próprio MUAC e outra no bairro de Santo Domingo, onde moram os jovens mexicanos que trabalharão conosco.

    Para o Laboratório, envolver adolescentes de diferentes contextos culturais em um processo colaborativo significa promover que ambos os grupos vivenciem a alteridade, que percebam e sejam percebidos em suas habilidades e limitações e que, dessa forma, aprimorem sua capacidade de conviver e se engrandecer no contato com o outro.
    Nossos viajantes vão compartilhar seus momentos favoritos dessa experiência no Instagram do Inhotim, em uma espécie de diário de bordo. Cada dia, um deles vai escrever sobre as impressões e as experiências vividas em terras mexicanas. Acompanhe nossa viagem!

    Laboratório Inhotim
    O Laboratório Inhotim, realizado pelo instituto desde 2007, atende anualmente 30 jovens moradores de Brumadinho e seus distritos rurais, matriculados na rede pública de ensino local. O projeto busca a formação continuada desses jovens para o desenvolvimento de um olhar crítico com relação à sociedade, criativo diante dos desafios e tolerante diante da diversidade.

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