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  • 19 de novembro de 2013

    Redação Inhotim


    arteyayoi kusama

    Leitura: 3 min

    Criativa Obsessão

    Criativa Obsessão

    Ainda na infância Yayoi Kusama conheceu as primeiras alucinações. Pontos, bolas e formas fálicas povoavam a mente da criança japonesa, diagnosticando um transtorno compulsivo. Com 11 anos a menina encontrou a cura em sua própria criatividade. Hoje, aos 84, ainda vê as mesmas formas e continua produzindo. Os padrões circulares que se tornaram marca registrada da artista, integrante do acervo do Inhotim, podem ser encontrados em trabalhos exibidos no Centro Cultural do Banco do Brasil do Rio de Janeiro até o início de 2014.

      

    Obsessão Infinita inclui pinturas, instalações, vídeos, esculturas e outras obras que compõem a primeira exposição individual de Yayoi Kusama no País. Quem visita o CCBB pode apreciar trabalhos como Campo de falos (1965), Cheia de Brilho da Vida (2012) e Sala da Obliteração, uma instalação primeiramente concebida em 2002 para a Queensland Art Gallery, na qual o público é convidado compartilhar da obsessão da artista colando adesivos de bolinhas coloridas nas paredes brancas da sala (assista ao vídeo da TateShots e encante-se com o resultado da instalação em Londres).

     Yayoi-Kusama-Narcissus-Garden-Inhotim

    O mito de Narciso: no Inhotim o visitante é convidado a apreciar sua própria imagem em uma das  500 esferas de aço que flutuam sobre um espelho d’água. Foto: Daniela Paoliello.

    Se você já foi ao Inhotim provavelmente conhece Narcissus garden Inhotim, uma versão da obra criada originalmente por Kusama para a 33ª Bienal de Veneza. Na ocasião, Yayoi Kusama instalou, clandestinamente, sobre um gramado em meio aos pavilhões, 1.500 bolas espelhadas. Ao passar pela instalação lia-se a placa com os dizeres: “Seu narcisismo à venda.” O preço? US$ 2 cada. A artista foi retirada da Bienal, onde só colocaria os pés novamente 27 anos mais tarde, como convidada.

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    19 de novembro de 2013

    Redação Inhotim


    arteinauguração

    Leitura: 3 min

    O espaço em cheque

    O espaço em cheque

     Concreto, ferro, vidro e madeira. Estes são alguns dos materiais que o artista Marcius Galan utiliza nos seus trabalhos, verdadeiros desafios à percepção. Nascido em Indianápolis, nos EUA, mas criado em São Paulo, Galan cursou a Fundação Armando Alvares Penteado (Faap), referência em artes plásticas no cenário nacional. Suas influências artísticas são inúmeras mas, entre os nomes, vale a pena destacar os brasileiros Waltercio Caldas, Cildo Meireles e o americano Gordon Matta-Clark.

    Refletindo sobre conceitos de movimento, precisão e equilíbrio, Marcius acredita que ilusão e realidade caminham lado a lado. “Muitos dos meus trabalhos podem ser encarados também como experiências matemáticas. É fascinante o fato de uma linha, por exemplo, ter um início e um fim aparentes, mas, ao mesmo tempo, conter infinitos pontos, transgredindo essa noção de espaço. Isso é uma prova de que buscamos medidas e padrões de coisas que, no fundo, não podem ser definidas”, afirma.

    No Inhotim, o artista conta com duas obras em exposição. A primeira delas, Seção Diagonal (2008), se encontra na Galeria Mata desde 2010. Descoberta e encantamento são alguns dos sentimentos do espectador ao se deparar com a presença de algo que, na verdade, não existe. Por fim, como parte das novas inaugurações de 2013, o artista instalou sua segunda obra: Imóvel/Instável (2011).  Exposto na Galeria Praça, o trabalho joga com noções de mobilidade estática, evocando uma ideia de falso movimento. “O espaço tem um limite variável e relativo. O que parece desequilibrado pode estar em perfeito equilíbrio se analisado no todo”, comenta Galan.

    Marcius Galan conta um pouco sobre sua nova obra no Inhotim: Imóvel/Instável. Confira o vídeo:

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