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  • 17 de junho de 2014

    Fernando Hermógenes da Silva

    Professor da rede pública de ensino de São Joaquim de Bicas/MG


    artebrumadinhocomunidadeeducaçãoprojeto

    Leitura: 3 min

    Descentralizando o Acesso

    Descentralizando o Acesso

    O Descentralizando o Acesso é um projeto educativo do Instituto Inhotim realizado desde 2008, que oferece ao educador da rede pública de Brumadinho e região um contato abrangente com a arte. Por meio de encontros de formação, visitas com alunos e atividades dentro e fora do Inhotim, educadores e estudantes se tornam protagonistas na realização de práticas educativas em sala de aula.

    Meu primeiro contato com o projeto aconteceu em 2013, na Escola Municipal Altidório Amaral, em São Joaquim de Bicas, onde ainda trabalho. A partir daí, tenho sido atravessado por experiências múltiplas que alcançam meus alunos, suas casas, suas ruas e comunidades. O Descentralizando o Acesso é permeado pelo diálogo do Inhotim com seu entorno, criando territórios abertos a trocas e experimentações.

    Um dos grandes momentos do programa é a visita com os alunos, na qual, acompanhados de dois mediadores, podem vivenciar o acervo do Instituto e interagir com o mesmo de forma única. Quando participo dessas visitas com minha turma sempre se faz uma surpresa, um momento que se deseja eterno.

    Crianças com tinta 3

    Após visita ao Inhotim, alunos da Escola Municipal Altidório Amaral realizam atividade inspirada na obra do artista Yves Klein, famoso pelo tom de azul que leva seu nome. Foto: Daniela Paoliello

    As vivências da visita e seus desdobramentos na escola podem ser compartilhados por meio da Rede Educativa, plataforma virtual para a troca de experiências em arte-educação entre os participantes do projeto. Além de viabilizar um diálogo contínuo do Instituto com o educador, a escola e seu público, a Rede Educativa é um espaço acolhedor para quem trabalha com arte na escola e deseja ampliar nela seus horizontes.

    Descentralizar o acesso é oportunizar a descoberta da energia pessoal em cada um por si próprio. Abre-se espaço e, desse novo lugar, emergem novas possibilidades e olhares. Acompanhados pela equipe do projeto, por diversos meios, professores tornam-se propositores; seus alunos, colaboradores de uma educação que se faz no conjunto, na troca incessante. O Descentralizando o Acesso, eu vejo, é uma plataforma para a interação com a arte e, por meio dele, ela se espalha.

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    13 de junho de 2014

    Redação Inhotim


    arteexposição

    Leitura: 3 min

    A “ciência da gambiarra” em exposição

    A “ciência da gambiarra” em exposição

    A partir dessa semana até 17 de agosto, o Oi futuro de Belo Horizonte recebe a exposição Gambiólogos 2.0, uma nova versão da mostra apresentada no Espaço Centoequatro, em 2010, sobre Gambiologia. Para quem não conhece, o termo define a “ciência da gambiarra”, que pesquisa a tradição brasileira de improvisar e encontrar soluções criativas para pequenos problemas do cotidiano e aplicá-las às artes e ao design.

    Na nova montagem, com cerca de 40 trabalhos, três temas orientam as discussões: a improvisação na arte eletrônica e a incorporação da baixa tecnologia como opção formal; a ideia de “colecionismo” por meio da acumulação ou como os artistas têm usado o excesso de resíduos do mundo de hoje como recurso; e a influência da cultura popular e do artesanato no meio das artes plásticas.

    Entre os nomes que compõem a mostra estão artistas do acervo do Inhotim, como o baiano Marepe, a espanhola Sara Ramo e o mineiro Ganso, responsável por um dos mais charmosos espaços do Inhotim, que leva seu nome. O Bar do Ganso foi inspirado nos bistrôs franceses dos anos 1950 e reúne móveis de designers brasileiros, entre eles Sérgio Rodrigues e Zanini, peças de brechós e antiquários, além de luminárias e mesas projetadas pelo próprio designer especialmente para o Instituto.

    Charme e arte compõem o ambiente do Bar do Ganso, no Inhotim. Foto: Ricardo Mallaco

    Charme e arte compõem o ambiente do Bar do Ganso, no Inhotim. Foto: Ricardo Mallaco

    Exposição Gambiólogos 2.0

    Quando: de 10 de junho a 17 de agosto, de terça-feira a sábado, 11h às 21h, domingo, 11h às 19h

    Onde: Galeria 1 do Oi Futuro, na Av. Afonso Pena, 4001, Mangabeiras – Belo Horizonte/MG

    Entrada: gratuita

    Classificação etária: livre

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    11 de junho de 2014

    Redação Inhotim


    designinauguraçãoloja inhotim

    Leitura: 3 min

    Inhotim inaugura loja na Savassi

    Inhotim inaugura loja na Savassi

    A partir de hoje, a região da Savassi, em Belo Horizonte, fica ainda mais charmosa com a inauguração da primeira loja-conceito do Inhotim. O espaço, batizado de Inhotim Box, foi pensado para ser uma porta para o parque na capital mineira e oferece diversos artigos que traduzem a identidade do Instituto. “Nossa ideia é deixar o Inhotim ainda mais próximo e estender a experiência da visita a produtos que carregam nosso DNA”, explica a gerente das lojas Inhotim, Cristiana Paz.

    No novo endereço será possível encontrar publicações sobre os acervos, mudas de plantas que compõem os jardins, pôsteres, além de toda a linha institucional do Inhotim, que vai de suvenires, como lápis e cadernos, a vestuário e acessórios. Em sintonia com as ações do Instituto, essas peças priorizam materiais reciclados e com apelo sustentável. A lona utilizada nas sacolas, por exemplo, possui PET em sua composição, assim como o tecido ecofriendly das camisetas.

    Guarda-chuvas, bolsas e cadernos são alguns dos produtos da linha institucional do Inhotim, disponível na loja. Foto: Rossana Magri

    Guarda-chuvas, bolsas e cadernos são alguns dos produtos da linha institucional do Inhotim. Foto: Rossana Magri

    A cerâmica do Inhotim, produzida artesanalmente desde 2010 no parque, também está de cara nova. Agora com o nome de Cerâmica Oti, a empresa teve sua identidade reformulada. As peças passam a ser organizadas em coleções, com formas e cores inovadoras, e na inauguração da loja já será possível conferir um preview. Outra novidade é uma linha de joias criada exclusivamente para Inhotim pela designer Lúcia Lou.

    Peças detalhe

    Peças da Cerâmica Oti à venda na loja Inhotim Box. Foto: Rossana Magri

    Ficou com vontade de conhecer? Confira o endereço abaixo. Esperamos por você!

     

    Inhotim Box

    Rua Antônio de Albuquerque, 909 – Belo Horizonte/MG

    Horário de funcionamento: de 9h às 19h, de segunda a sexta-feira; sábado, de 9h às 14h

    Telefone: (31) 3227-1130

    Formas de pagamento nas lojas: dinheiro, cheque e todos os cartões de crédito e débito

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    09 de junho de 2014

    Redação Inhotim


    comunidadeparceria

    Leitura: 3 min

    Amigos do Inhotim

    Se você fosse apoiar uma causa, qual seria? Conservação do meio ambiente? Investir em educação? Ou geração de renda para comunidades carentes? Você iria preferir estimular a cultura de uma região ou investir em jovens artistas?

    Imagine como seria incentivar todas essas iniciativas transformadoras de uma única vez.

    Para quem faz parte do Amigos do Inhotim, isso é possível. O programa, criado em 2011, recebe doações que contribuem com a sustentabilidade do parque e apoiam mais de 30 projetos socioeducativos. Quem participa ainda pode deduzir do Imposto de Renda o valor da contribuição e passa a ter benefícios que variam para cada categoria, como entrada gratuita no parque, desconto em lojas e serviços e eventos exclusivos.

    Gostou da ideia? Então você vai gostar ainda mais de saber da importância de cada doação. O Inhotim é uma Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (OSCIP), ou seja, é uma entidade privada, sem fins lucrativos, que trabalha com bens imateriais fundamentais para toda a comunidade, como cultura, educação e desenvolvimento humano. São cerca de 110 hectares, repletos de obras de arte e galerias em um imenso jardim botânico, onde 1.000 funcionários trabalham para garantir a todo visitante uma experiência inesquecível.

    É claro que tudo isso tem um custo. Assim, a manutenção do Inhotim é garantida por meio de leis de incentivo à cultura, termos de parceria, patrocínio direto, venda de ingressos e de produtos e também dos valores arrecadados pelo Amigos do Inhotim. Em seus três anos de existência, o programa já recebeu 2.500 doações, que somam R$ 900 mil reais. E, a partir de agora, juntar-se a essa causa ficou ainda mais fácil, já que a adesão pode ser feita pela internet. Basta clicar aqui para ter acesso ao formulário e entrar para essa comunidade de transformadores.

    Assista ao vídeo sobre o programa e compartilhe a ideia com os amigos:

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    05 de junho de 2014

    Redação Inhotim


    meio ambientemúsicaprogramação cultural

    Leitura: 6 min

    Fernando Sodré faz show no Inhotim

    Fernando Sodré faz show no Inhotim

    Mineiro de Belo Horizonte, Fernando Sodré faz parte de um movimento de renovação da viola caipira. No último ano, o artista lançou seu terceiro álbum, Viola de Ponta Cabeça, em que apresenta harmonias modernas e bem-trabalhadas, executadas com técnica e precisão. O resultado é um jazz contemporâneo repleto de influências, que ele apresenta no Inhotim no próximo sábado, 07 de junho, às 15h. Acompanhado pelos músicos Írio Júnior (piano), Esdras Neném (bateria) e Enéias Xavier (contrabaixo), o violeiro ainda recebe como convidados Toninho Horta e o gaitista Gabriel Grossi. O Blog do Inhotim conversou com Fernando sobre o show e sua relação com a música. Confira!

    Blog do Inhotim – Você tem raízes no choro, mas sua música conta também com elementos de jazz. Como você descreve o som que faz?

    Fernando Sodré – Posso considerar que o que eu toco é música instrumental brasileira. Meus arranjos possuem influências de ritmos e melodias tipicamente brasileiros, como o choro, a música nordestina e a música mineira de raiz. Acho que é uma mistura disso tudo. Comecei tocando chorinho e o jazz veio só depois, com o músico Alvimar Liberato. Ele me apresentou o gênero e, a partir daí, comecei a estudá-lo. No início, a linguagem era difícil para mim, mas logo me apaixonei e adicionei mais esse elemento à minha música.

    BI– Em seu último álbum e também no Inhotim você toca com músicos importantes da cena mineira. Como foi agregar esses nomes ao trabalho?

    FS – O grande responsável por essa experiência foi o Enéias. Eu já o conhecia há algum tempo e costumávamos realizar alguns trabalhos juntos. Certa vez, eu tinha uma apresentação no Panamá e o baterista Márcio Bahia, que ia tocar no show, não pode viajar com a banda. Foi então que o Enéias indicou o Esdra (Neném). Ele tocou conosco e a experiência foi muito bacana. Pouca gente sabe disso, mas, antes de pensar no Viola de Ponta Cabeça, a minha intenção era fazer um disco solo. Depois dessa viagem e de outras passagens mudei de ideia e resolvi convidar os dois para montarmos um trio. Adicionamos outros elementos interessantes na gravação, como o piano do Irio e a harmônica do Gabriel Grossi. O resultado foi um álbum muito livre, no qual cada um tinha muita autonomia para criar dentro dos arranjos propostos. Considerando que fizemos ao vivo, essa soma de influências e sons foi até além das minhas expectativas. Quando ouvi as faixas pela primeira vez, percebi o quanto as coisas encaixaram bem.

    BI – O cantor e compositor Toninho Horta também está no álbum e na apresentação no Instituto. Como foi essa experiência?

    FS – Eu sou fã do Toninho Horta há muito tempo. Sempre ouvi as músicas dele e o tive como uma das minhas referências. Ao longo da minha carreira, tive vontade de desenvolver algum tipo de trabalho com ele. Foi através de uma amiga em comum que fiz o convite na época que estávamos fazendo o Viola de Ponta Cabeça. Nós mandamos o material, o Toninho ouviu, gostou e topou participar do disco. Assim que começaram as gravações, ele se mostrou muito disposto e envolvido com o projeto. O resultado foi essa versão de “Party in Olinda”, faixa também dirigida por ele, que ficou muito interessante.

    BI – Sobre o show de sábado, o que significa se apresentar em um lugar como o Inhotim?

    FS – É realmente uma oportunidade fantástica poder tocar em um lugar respeitado e reconhecido nacional e internacionalmente como o Inhotim. Acho que a minha música dialoga muito bem com o lugar e as pessoas que estão ali, então a minha expectativa é grande. Estou esperando um grande show, afinal, a atmosfera do lugar influencia de maneira positiva cada faixa que iremos tocar. Mostraremos um repertório bem diversificado, com músicas tanto do último álbum, quanto de outros, mais antigos. Além do nossa formação de base e do Toninho Horta, teremos também a participação do Gabriel Grossi.

    BI – A apresentação faz parte da programação da 10° Semana do Meio Ambiente realizada no Inhotim. Você tem alguma relação com a questão ambiental?

    FS – É interessante dizer isso, porque a grande maioria das minhas músicas surge em lugares longe das cidades. Rios, fazendas, montanhas, enfim, espaços onde não existem grandes alterações do homem. Portanto, a natureza é uma fonte de inspiração para mim. Sem ela, talvez, eu teria mais dificuldades no meu processo criativo. Semanas como essa são muito importantes para a conscientização de todos nós sobre a questão ambiental.

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