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  • 07 de janeiro de 2016

    Redação Inhotim


    Leitura: 5 min

    Colônia de Férias Inhotim: lazer e aprendizado

    colonia_de_ferias_blog

    Que tal aproveitar as férias para oferecer aos filhos momentos de lazer com muito aprendizado? Pensando nessa proposta, o Instituto realiza a Colônia de Férias Inhotim do dia 14 até 31 de janeiro, sempre de quintas-feiras a domingo. Crianças de 6 a 11 anos vão participar de visitas mediadas para conhecerem o Parque e de oficinas para despertar a criatividade por meio de atividades lúdicas.

    Na opinião da gerente do Educativo Inhotim, Yara Castanheira, atualmente, as crianças estão muito ligadas ao mundo virtual. “Celulares, tablets e vídeo-games ocupam boa parte do tempo e se transformam nos principais brinquedos de hoje. Queremos que, no Inhotim, meninos e meninas tenham contato com a terra, andem descalços e aprendam muito com nossos educadores, a partir dos nossos acervos artístico e botânico”, afirma Yara. E completa: “Por meio dessas ações, queremos sensibilizar as crianças em causas como consumo consciente e sustentabilidade. Em uma das atividades, por exemplo, vamos ensiná-las a fazer um mini-jardim, com espécies de plantas do Parque. E elas poderão levá-lo para casa e continuar cuidando dele”, explica a gerente do Educativo.

    As informações sobre preços e formas de pagamento podem ser consultadas pelo telefone (31) 3571-9795 ou pelo email escolas@oturi.com.br, assim como as inscrições. São oferecidas 20 vagas por dia, sendo 10 para crianças de 6 a 8 anos e a outra metade para quem tem de 9 até 11. As inscrições podem ser feitas, também, na Recepção do Inhotim.

    PROGRAMAÇÃO

    9h30: acolhida das crianças na Recepção por educadores e funcionários e café da manhã

    10h às 12h: visita mediada

    12h às 13h: almoço no restaurante Oiticica

    13h às 15h30: oficinas (veja a programação abaixo)

    15h30: lanche

    16h: encerramento das atividades na Estação Educativa, onde os pais encontram os filhos

    OFICINAS – sempre de 13h às 15h30

    Mini-jardim: as crianças conhecem mais sobre algumas espécies de plantas do Inhotim. Além disso, constroem e levam para casa o mini-jardim. De forma dinâmica e lúdica, os participantes conversam sobre solos, plantas, paisagismo e consumo consciente.

    Quando: sextas-feiras (para crianças de 9 a 11 anos); sábados (para crianças de 6 a 8 anos); domingos (para crianças de 9 a 11 anos).

    Inventores: nesta atividade, as crianças são convidadas a desenvolver objetos imaginados pelo grupo por meio de recortes e colagens, que culmina no exercício de construção coletiva de novos objetos e brinquedos.

    Quando: quintas-feiras e domingos (para crianças de 6 a 8 anos)

    Carimbos: é a oportunidade de confeccionar carimbos por meio de técnicas e conceitos básicos de gravura que geram imagens e que podem ser impressas repetidas vezes. Ao final da atividade, a criança terá construído um carimbo exclusivo a partir da descoberta de textura de folhas secas e troncos de árvores.

    Quando: sextas-feiras (para crianças de 6 a 8 anos)

    Flipbook: as crianças criam histórias a partir da experiência de visitação aos acervos do Inhotim em pequenos cadernos. Esta oficina propõe um olhar minucioso sobre o espaço e os acervos botânico e artístico do Inhotim.

    Quando: quintas-feiras e sábados (para crianças de 9 a 11 anos)

    A programação está sujeita a alteração.

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    28 de dezembro de 2015

    Redação Inhotim


    Leitura: 5 min

    Restrospectiva 2015: Jovens Agentes Ambientais Inhotim

    JAA Brasil _ William Gomes

    O programa Jovens Agentes Ambientais foi inicialmente criado para democratizar o acesso a técnicas de jardinagem e cultivo do solo. Ao longo dos anos o projeto se desenvolveu e passou a ter projeções ambiciosas no campo da educação e hoje aspira à formação de protagonistas juvenis para a sustentabilidade e cuidado com o meio ambiente. Essa transformação fez com que o rol de conteúdos a serem discutidos aumentasse em quantidade e diversidade. Para tornar possível essa empreitada, em 2015 foi inaugurado o formato anual de realização do projeto: uma única turma de 25 jovens provocados a repensar a nossa relação com o meio ambiente e, por que não, com o nosso próprio futuro.

    No início de 2015 escrevi, aqui no blog do Inhotim, que “Como educadores, desejamos provocar o jovem a se perceber protagonista da sua própria experiência no lugar onde vive. Entendemos que são muitas as oportunidades que temos de mudar a relação entre homem e ambiente, por isso exercitamos a habilidade de identificá-las e de atuar sobre elas em qualquer escala.” A partir desta convicção, começamos o ano propondo ao grupo uma reflexão sobre rótulos das embalagens dos produtos que comumente consumimos. Descobrimos o símbolo dos transgênicos estampado na caixa de chicletes e pelos jornais soubemos que, naquele mesmo momento, a Câmara dos Deputados discutia a aprovação do projeto de lei 4148/08, que dispensa o alerta nos rótulos de mercadorias que tenham em sua composição elementos geneticamente modificados. O projeto foi aprovado. Nós, por outro lado, temos ainda nossas dúvidas e continuamos na busca por novos caminhos.

    Uma vez que, como grupo, estávamos convencidos de que é preciso transformar a relação que estabelecemos com os recursos que a natureza nos oferece, percebemos a necessidade de exercer um outro papel: o de comunicar e sensibilizar. A partir de então, visitamos bairros e distritos de Brumadinho, conhecemos os desafios cotidianos de outras famílias e pudemos atestar que ainda existe espaço para o diálogo. Fomos muito bem recebidos pela comunidade dos Pires, que plantou as mudas de algumas espécies medicinais que cultivamos e levamos até lá, bem como aceitou o convite para uma ampla discussão sobre cuidado, cooperação e transformação.

    Com isso, aprendemos que ter voz requer muita responsabilidade. Ainda assim, ou exatamente por isso, desejávamos falar mais e mais alto. Desse desejo então nasceu a Coluna Jovens Agentes Ambientais, nosso espaço no jornal local. Nela, temos a chance de dar vazão às pesquisas e descobertas que ocorrem durante os nossos encontros, dar evidência a assuntos pouco discutidos ou contraditórios, ativar novas redes de colaboração.

    Durante toda essa caminhada não perdemos de vista o fato de que estamos vivendo um momento chave para a definição do nosso próprio futuro. As estatísticas e as projeções dos cientistas sobre o destino do nosso planeta são alarmantes, muitas vezes a ponto de nos paralisar. Mas a estagnação não é, para nós, uma opção. Conscientes de que é urgente fazermos escolhas mais saudáveis com relação aos nossos hábitos de consumo, seguimos em frente sempre em busca de alternativas que nos façam reaprender a estar no mundo sem destruí-lo.

    Artigo escrito pela supervisora de Educação, Lília Dantas.

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    16 de dezembro de 2015

    Alvaro Machado

    Repórter da revista Carta Capital


    Leitura: 4 min

    A casa de terra

    A casa de terra

    Crédito da foto: Alvaro Machado

    Ao observar os tijolos que recobrem as paredes  externas do belo edifício de 1.600 m2, vinte ianomâmis levados da aldeia Toototobi (Roraima) a Brumadinho (MG) para a inauguração da Galeria Claudia Andujar, no Instituto Inhotim, em fins de novembro de 2015, apelidaram-na “A casa de terra”. O edifício abriga mais de 400 fotos da artista suíço-brasileira, tomadas sobretudo nos anos 1970 no território da etnia, demarcado em 1992. Foi realizado ao custo de R$ 12 milhões, com patrocínio do Banco Santander e a parceria de Arquitetos Associados, escritório belo-horizontino responsável por pavilhões como o do também fotógrafo Miguel Rio Branco, ligado à Galeria Claudia Andujar também por agradável trilha sombreada. A fração de 0,1% do contingente ianomâmi brasileiro – hoje com cerca de vinte mil indivíduos, não contadas as aldeias venezuelanas –, aprovou o pavilhão, a par de julgar as “imagens não-falantes” uma “coisa morta”. Os índios sabem que as fotos magnificadas em ampliações gigantescas servirão à preservação de seu modo de vida por mais algumas décadas e para combater males como os garimpos ilegais. Apenas no rio Apiaú, são contadas atualmente setenta balsas mineradoras.

    Nos cinco dias da estada mineira, os índios regalaram-se com o bufê do Tamboril, o exclusivo restaurante local, a aceitar pela primeira vez comensais de torso nu, e conheceram alguns dos agora 19 pavilhões do parque. Foram vistos a rir incontidamente à saída da Galeria Cosmococa de Hélio Oiticica, reflexão sobre o pó consumido via nasal por não-índios, à maneira de sua iakoana, soprada com zabaratana nos narizes dos pajés.

    A pajelança de inauguração, no último dia 26, foi praticada com todos os elementos do ritual. Foi usada a iakoana, mistura de pós vegetais que, aspirada, facilitaria a comunicação com os espíritos, para o espanto e a hilaridade de parte do público presente. O pajé “jovem”, assim apresentado pelo líder Davi Kopenawa aos convidados, lembrava em seus movimentos os tradicionais intérpretes do milenar teatro Nô japonês em cenas de lutas com espíritos invisíveis.

    Fruto de cinco anos de trabalho de Andujar ao lado do curador Rodrigo Moura, diretor artístico de Inhotim, a galeria Claudia Andujar divide-se em quatro blocos. Eles intensificam, inicialmente, a materialidade da natureza amazônica, até alcançar seu oposto espiritual; consagram a harmonia do cotidiano indígena e sua sabedoria, tão rica como despojada; flagram a vulnerabilidade indígena, advinda sobretudo do contato com o branco, como na série Marcados; exibem uma valiosa coleção de 94 desenhos feitos pelos índios a pedido da fotógrafa, nos anos 1970, com visões interiores de sua cosmologia; e, finalmente, mostram a área ianomâmi já em 2010, com o olhar atento de Andujar a certa descaracterização. As dinâmicas estabelecidas entre as imagens e os espaços generosos, algo como um museu inteiro destinado a um único artista, lançam a obra da fotógrafa a novo patamar.

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    01 de dezembro de 2015

    Redação Inhotim


    Leitura: 5 min

    Que lugar é esse?

    Que lugar é esse?

    Entre os dias 1º e 5 de dezembro, o Inhotim recebe a artista israelense Ofri Cnaani para realizar um trabalho inédito no Parque, as performances “Que Lugar é Esse?” e “Recalculate Root”. Inspiradas na experiência da artista como mediadora de visitas em museus da cidade norte-americana de Nova York, as ações pretendem transformar a visita de quem passa pelo Parque tendo funcionários do Instituto sem formação em arte como mediadores de visita ou até mesmo um celular. Essas são as formas da artista questionar a necessidade de conhecimento acadêmico para interpretar a arte.

    A primeira performance foi realizada pela primeira vez em julho de 2015, no Museu de Israel, em Jerusalém. “Desenvolvi uma sensibilidade pela maneira de contar histórias e tive interesse em analisar essa atividade como uma expressão artística”, explica Cnaani. Antes da apresentação, ela vai capacitar 35 funcionários de diversas áreas do Instituto, como jardinagem, recepção e transporte interno. Ofri Cnaani tem 40 anos e, atualmente, mora em Nova York, onde é professora da Escola de Artes Visuais e do Centro Internacional de Fotografia.

    “O conteúdo gerado na performance não destaca somente os acervos, mas, sim, o trabalho desenvolvido pelos participantes. Essa é uma forma de desafiar o saber sobre arte”, enfatiza Cnaani. Segundo ela, a iniciativa de realizar a atividade no Inhotim surgiu de uma visita ao Instituto, há um ano. A artista percebeu várias formas em que o conhecimento é gerado e transformado pelos mediadores do Parque e entrou em contato com os educadores do Inhotim.

    Para a gerente de educação do Instituto, Yara Castanheira, a performance atende aos desejos da Instituição. “A proposta de oferecer ao visitante uma experiência única com o acervo está na essência das nossas ações educativas”, explica. Enquanto para o público essa é a oportunidade de ter um contato diferente com o Parque, para os funcionários é a chance de compartilhar experiências pessoais com o público, fortalecendo a relação de pertencimento à Instituição.
    Depois da capacitação com a artista, os funcionários serão estimulados a criar um trajeto pelo Parque, a partir de 10 perguntas que, geralmente, não são feitas pelos visitantes. Relatando suas próprias experiências, eles realizam a visita mediada com uma pessoa por vez, contando suas interpretações dos acervos do Inhotim. O workshop com os funcionários acontece nos dias 1º, 2 e 3 de dezembro e a performance, nos dias 4 e 5.

    Na segunda ação, a ideia da artista israelense Ofri Cnaani é usar o celular para propor uma outra forma de visitar Inhotim. Durante uma hora, os visitantes receberão mensagens de seis em seis minutos pelo celular  com sugestões de como interagir com o Parque. As mensagens contêm dicas que podem ser interpretadas de diversas formas. “As dicas que irei enviar são ambíguas, propondo um significado sobre o espaço e outro sobre si próprio. Quando digo pra pessoa “se perder”, por exemplo, ela pode tanto se perder pelos jardins como se perder em pensamentos”, explica. Cada participante deverá registrar por meio do próprio celular uma imagem que descreva a experiência vivida após cada orientação. “As imagens vão me mostrar o ponto de vista deles, como cada um recebeu e interpretou as mensagens”, diz.

    SERVIÇO
    Performance “Que Lugar é Esse?”

    A performance “Que Lugar é Esse?” foi inspirada na experiência da artista como mediadora de visitas em museus de Nova York. A ação pretende transformar funcionários do Instituto Inhotim sem formação em arte em mediadores de visita. É uma forma de questionar a necessidade de conhecimento acadêmico para interpretar a arte.
    Data: sexta-feira, 04 de dezembro.
    Horários: das 11h às 12h e das 14h às 15h.
    Local: Tamboril

    Performance “Recalculate Rout”
    Recalculate Rout é uma performance que usa um aplicativo de celular para incentivar o visitante a percorrer um caminho através de chamadas ou mensagens. O objetivo é proporcionar uma outra experiência de visita em locais familiares ou não, sejam cidades ou museus.
    Data: sábado, 05 de dezembro
    Horário: 14h
    Local: Estação Educativa

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    11 de novembro de 2015

    Redação Inhotim


    Leitura: 6 min

    Inhotim inaugura Galeria Claudia Andujar

    Inhotim inaugura Galeria Claudia Andujar

    Em novembro de 2015, o Instituto Inhotim inaugurou sua 19ª galeria permanente, dedicada ao trabalho da fotógrafa Claudia Andujar, nascida na Suíça e radicada no Brasil desde a década de 1950. Patrocinado pelo Santander, o pavilhão de 1.600 m² é o segundo maior do Parque e exibe mais de 400 fotografias realizadas pela artista entre 1970 e 2010 na Amazônia brasileira e com o povo indígena Yanomami. Andujar viveu temporadas na região e realizou diversas visitas posteriores. Ao longo dos anos, registrou o ambiente, as tradições e o contato dos índios com o homem branco.

    Dividida em quatro blocos, a galeria é resultado de cinco anos de pesquisa da curadoria do Inhotim em conjunto com Andujar no arquivo da artista. Grande parte das fotografias é inédita, como as séries Rio Negro (1970-71) e Toototobi (2010), esta última realizada durante uma assembleia da Hutukara Associação Yanomami. Mesmo as imagens mais conhecidas da artista foram organizadas em séries amplas, que combinam fotografias icônicas a outras nunca antes ampliadas. Também é possível ver o maior conjunto já exibido dos registros que compõem Marcados. Trabalho mais reproduzido de Andujar, foi elaborado a partir de fotos feitas por ela para os cadastros de saúde utilizados pelas equipes de vacinação da região, numa tentativa de proteger os índios da dizimação por doenças até então desconhecidas por eles, como sarampo e poliomielite.

    Para o diretor artístico do Inhotim e curador da mostra, Rodrigo Moura, Andujar está entre os raros artistas que conseguem, de forma poética, atribuir engajamento ao trabalho artístico. “A singularidade e a potência da trajetória de Claudia Andujar vêm da construção de um trabalho com um poder efetivo de intervenção no real, porém feito de costas para o sistema de arte do Brasil. De certa maneira, seu trabalho diz que esse encontro com outro, essa busca da arte para a constituição da identidade, tanto do autor quanto daquele que é fotografado, só é possível se dar fora de um sistema codificado e de interesses imediatos, como mercado e celebridade. Essa visão ética é uma fonte de inspiração para as novas gerações”, avalia.

    Além das fotografias, fazem parte da mostra publicações de época, livros da artista e o documentário “A estrangeira”, produzido pelo Inhotim com direção de Moura. A partir de quatro entrevistas, realizadas em São Paulo, no Instituto e na aldeia Demini, no Amazonas, o filme conta a trajetória de Anjudar, desde a infância tumultuada pela Segunda Guerra Mundial até o envolvimento com os Yanomami e a causa indígena.

    Claudia Andujar, Sem título, da série Catrimani, 1971.

    Claudia Andujar, Sem título, da série Catrimani, 1971.

    Projeto Arquitetônico

    Com 1.600 m², a Galeria Claudia Andujar é o segundo maior espaço expositivo do Inhotim e é dividida em quatro prédios, que recebem blocos da exposição. O projeto é assinado pelo escritório Arquitetos Associados, de Belo Horizonte/MG, parceiro recorrente do Instituto. São eles os responsáveis por construções premiadas do Parque, como a Galeria Miguel Rio Branco e o Centro de Educação e Cultura Burle Marx. A construção da Galeria Claudia Andujar se deu com o apoio do Banco Santander.

    Sobre a artista

    Claudia Andujar nasceu na Suíça, mas durante a infância e a adolescência morou em diversas cidades, fugindo da perseguição nazista que enviou seu pai e tantos outros para os campos de concentração. Em 1955, após nove anos em Nova York, mudou-se para o Brasil. Aqui, iniciou sua carreira como fotógrafa e trabalhou para diferentes publicações nacionais e estrangeiras, como as revistas Claudia, LIFE, e The New York Times Magazine.

    Claudia Andujar acompanhou de perto a construção da Galeria que leva o nome dela. (Foto: Rossana Magri)

    Claudia Andujar acompanhou de perto a construção da Galeria que leva o nome dela. (Foto: Rossana Magri)

    Em 1970, foi enviada à Amazônia pela revista Realidade para trabalhar em uma edição especial sobre a região. Durante a viagem teve seu primeiro contato com os Yanomami, experiência que a marcou para sempre. A informalidade da vida cotidiana na floresta, a curiosidade e a vontade de compreender o outro e a si mesma fizeram com que Andujar se envolvesse profundamente com a questão indígena no Brasil e sua atuação foi fundamental para a demarcação da Terra Indígena Yanomami, em 1992.

    “Ter esse pavilhão em Inhotim significa entrar para a eternidade com meu trabalho dos Yanomami. É importante que pessoas de qualquer parte do mundo, dos lugares mais remotos, conheçam os Yanomami. Saibam que eles são seres humanos, que fazem parte do mundo e que têm de ter acesso a sua cultura para sobreviver”, comenta Andujar.

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