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  • 09 de abril de 2015

    Morgana Rissinger

    Curadora de programas públicos do Inhotim.


    Leitura: 6 min

    Dançando a arte de Channa Horwitz

    Dançando a arte de Channa Horwitz

    A abertura da mostra DO OBJETO PARA O MUNDO – COLEÇÃO INHOTIM, no Itaú Cultural, em São Paulo, contou com um momento singelo e poético trazido pela realização de três performances criadas pela americana Channa Horwitz. A apresentação trouxe, através da dança, mais um viés de aproximação entre o público e a obra da artista. Executadas pelos bailarinos da Cia. Sesc de Dança, as performances foram dirigidas pela filha de Horwitz, Ellen Davis.

    Ao longo de mais de quatro décadas, Channa Horwitz (1932-2013) produziu uma extensa obra em torno do movimento, do tempo e do ritmo. Baseada na cadeia numérica de um a oito, em seus desenhos, pinturas, filmes, objetos tridimensionais e performances, Horwitz repete e combina cores, linhas e pontos dentro de um rigoroso método por meio do qual o pensamento lógico-matemático possibilita a emergência de conceitos de ordem mais subjetiva, como o acaso e a liberdade. Com suas repetições e segmentações, a artista cria um espaço para a experimentação que envolve corpo e mente e afirma que, para a liberdade existir, é necessário limitar as escolhas.

    Sua investigação chega assim ao sistema que denominou Sonakinatography, ou como a ele se referia informalmente, Sonas. Esses desenhos servem como partituras para a interpretação de outros artistas, como músicos, atores e coreógrafos. As performances criadas a partir dessas obras de alguma forma diluem a rigidez do sistema e dão lugar à surpresa e ao desprendimento aos quais a artista se referia e cuja busca era uma constante em seu trabalho, representado na exposição por obras bi e tri dimensionais dos anos 1960 e 1970.

    A primeira performance apresentada foi At the tone. Quando as cortinas abriram, vimos quatro bailarinas movendo-se lentamente ao som de uma respiração profunda; seus movimentos unidos a este som lembram as ondas do mar. Esta obra foi realizada pela primeira vez em 1969, em Los Angeles, e traz figurinos feitos por Horwitz baseados na série Quadrados e círculos preto e branco (1967-68). Ao longo dos pouco mais de dez minutos de duração que a peça tem, foi divertido observar os quadrados e círculos se formando e se desfazendo dentro da coreografia, pelos movimentos das bailarinas, ou mesmo através da sobreposição dos desenhos do próprio figurino.

    Em seguida, assistimos Poem Opera. Realizada originalmente na Bolonha, Itália, em 1978, é composta por oito roteiros de cerca de 8 metros de comprimento contendo palavras que descrevem qualidades opostas de uma pessoa (jovem/velho, feliz/triste, sonhador/realista), lidos simultaneamente por oito atores. Acompanhadas de um metrônomo, as vozes criam uma cacofonia que destaca as infinitas combinações entre ordem e acaso, a palavra escrita e o movimento no tempo. Depois de um momento, as palavras declamadas em ritmo e entonação rígidos viram uma música e seus significados – inicialmente tão presentes – se diluem no conjunto de vozes.

    objeto para o mundo

    Combinação entre palavra e movimento ajudam a descrever qualidades opostas de uma pessoa em uma das performances. Foto: Ivson Miranda

     Por fim, vimos Sonakinatography Composition III. A performance mescla dança, luz e som em uma combinação de movimentos e tempos rigorosos, acompanhados de música também executada com base nas partituras de Horwitz. Nessa performance as luzes coloridas projetadas sobre os corpos dos bailarinos, mesmo seguindo um ritmo matemático, acabam por destacar o engajamento com o “aqui e agora” – o “fantasma do infinito” do mundo dos algoritmos se concretiza em cor, luz e movimento durante as performances. Como comentou uma das pessoas do público ao final da apresentação, a união de movimento, cor e luz formou diante de nós uma espécie de alfabeto, algo novo para inspirar nossa observação da obra de Channa Horwitz.

    Dança, luz e som são combinados com movimentos rigorosos na terceira apresentação.

    Dança, luz e som são combinados com movimentos rigorosos na terceira apresentação.

    EXPOSIÇÃO
    As obras da artista podem ser vistas na mostra “Do Objeto para o Mundo – Coleção Inhotim”.
    Quando: de 2 de abril a 31 de maio de 2015. Terça a sexta, das 9h às 20h. Sábado, domingo e feriado, das 11h às 20h.
    Onde: Itaú Cultural (Avenida Paulista, 149 – São Paulo/SP)
    Entrada gratuita.

    Indicado para todas as idades.
    doobjetoparaomundo.org.br

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    01 de abril de 2015

    Redação Inhotim


    arteexposiçãoinauguração

    Leitura: 5 min

    Inhotim na Avenida Paulista

    Inhotim na Avenida Paulista

    2 de abril de 2015 poderia ser um dia como outro qualquer na maior metrópole brasileira. Mas, hoje, São Paulo acorda diferente. A inauguração da mostra “Do Objeto para o Mundo”, realizada em parceria com o Itaú Cultural, marca a primeira vez em que a coleção do Inhotim, formada ao longo dos últimos dez anos, é exibida fora de Minas Gerais, sua sede. Em exibição até 31 de maio, a exposição levou mais de 50 mil visitantes ao Palácio das Artes e ao Centro de Arte Contemporânea e Fotografia, no centro de Belo Horizonte, antes de desembarcar na capital paulista.

    O conjunto de 29 artistas de diversas gerações e partes do mundo que compõe o percurso expositivo convida a uma reflexão sobre o desenvolvimento da arte contemporânea. O movimento neoconcreto da década de 1950 é o ponto de partida para essa viagem, que revela como questões e práticas adotadas na época, por nomes como Hélio Oiticica, Lygia Clark e Lygia Pape, transpõem as barreiras do tempo e se vêem presentes em trabalhos recentes de Gabriel Sierra, José Dávila e Juan Araujo.

    Foto: Arquivo Inhotim

    Foto: Arquivo Inhotim

    “Do Objeto para o Mundo” reúne obras que tensionam as fronteiras entre arte e vida. Na mostra, os objetos de arte desmaterializam-se ou aproximam-se da experiência cotidiana e de mundo do espectador. Quem já experimentou essa transformação caminhando pelos jardins do Inhotim, agora tem a chance de perceber, em um contexto totalmente diverso, os impulsos que levaram a essa arte mais espacial. O curador da exposição, Rodrigo Moura, exemplifica: “Os relevos espaciais foram, possivelmente, o primeiro passo de Oiticica em direção à arte ambiental. Para chegar ao Magic Square, primeiro o artista teve que tirar o quadro da parede e criar um objeto que não tem frente nem verso, que tem frestas e quinas. A partir daí, a pintura foi se transformando até virar um espaço público, uma praça”.

    O recorte exibido em São Paulo introduz três obras que não participaram da temporada em Belo Horizonte: a instalação Límite de una proyeccíon I (1967), do argentino David Lamelas, a projeção U.S.A. Freestyle Disco Contest (1979/2003), do americano Michael Smith e o filme 0314 (2002), do mineiro Marcellvs L. A obra Seção Diagonal, de Marcius Galan, sucesso de visitação no Inhotim desde 2010, agora também está instalada no espaço.

    Alguns cartões postais da cidade também recebem trabalhos. Os relógios que compõem a obra Um dia como outro qualquer (2008), de Rivane Neuenschwander, sempre registram zero hora e zero minuto, e foram posicionados em locais inusitados de espaços como o Auditório Ibirapuera, o MAM-SP, o MASP e a Pinacoteca.

    PROGRAMAÇÃO DE ABERTURA

    Os artistas David Lamelas e Michael Smith participam de conversas de abertura, no dia 2/04, às 20h, no Itaú Cultural. A entrada é gratuita, sujeita à lotação da sala (80 lugares). Se não puder comparecer, não se preocupe: o evento será transmitido ao vivo por este link.

    Visite o hotsite doobjetoparaomundo.org.br e saiba mais sobre a exposição. Assista ao vídeo da montagem em Belo Horizonte, com depoimentos dos curadores do Inhotim:

    EXPOSIÇÃO
    Do Objeto para o Mundo – Coleção Inhotim
    Quando: de 2 de abril a 31 de maio de 2015. Terça a sexta, das 9h às 20h. Sábado, domingo e feriado, das 11h às 20h.
    Onde: Itaú Cultural (Avenida Paulista, 149 – São Paulo/SP)

    Entrada gratuita.
    Indicado para todas as idades.
    doobjetoparaomundo.org.br

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    24 de março de 2015

    Lilia Dantas

    Supervisora de Arte e Educação do Inhotim


    botânicajovens agentes ambientaismeio ambiente

    Leitura: 3 min

    Protagonistas da transformação

    Protagonistas da transformação

    Desde 2008, o projeto Jovens Agentes Ambientais oferece um programa de formação a moradores de Brumadinho, estimulando o entendimento sobre questões ambientais e a adoção de comportamentos mais saudáveis em relação ao ambiente e ao uso dos recursos naturais. Ao longo dos encontros, discutimos assuntos que ultrapassam o conteúdo escolar e se aproximam do aspecto político e social das questões mais urgentes relativas ao meio ambiente e sua conservação.  Nesse processo de descobertas, o Inhotim e seus acervos se transformam em um grande laboratório de pesquisa e experimentação, um espaço que promove o encontro com o desconhecido e o incomum, uma ferramenta para o conhecimento e para a ampliação de horizontes.

    Ao longo dos meses, nos concentramos em pesquisar e adotar atitudes que contribuem com o bem estar socioambiental, seja no ambiente-rua, no ambiente-casa, ou no ambiente-escola.  Fazendo esse exercício, logo percebemos que há muito ao nosso redor que deve ser cuidadosamente observado e transformado. No JAA, o principal motor para essa transformação é, sem dúvidas, a energia e a criatividade destes jovens que, juntos, propõem ações que nos provocam a refletir e a reconsiderar nossos hábitos mais comuns.

    Como educadores, desejamos provocar o jovem a se perceber protagonista da sua própria experiência no lugar onde vive. Entendemos que são muitas as oportunidades que temos de mudar a relação entre homem e ambiente, por isso exercitamos a habilidade de identificá-las e de atuar sobre elas em qualquer escala – Transformar o mundo no quintal de casa, nas calçadas da cidade, ou em meio à mata.

    Em 2015,  25 jovens da rede pública de ensino de Brumadinho vão participar do projeto. Em um calendário anual de atividades, o Jovens Agentes Ambientais vão participar de encontros no Inhotim, pesquisas de campo em Brumadinho e seus distritos rurais, encontros com técnicos e especialistas da área ambiental, além de ações planejadas e executadas pelos alunos no espaço público.

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    20 de março de 2015

    Lorena Moreira


    botânicadia da águameio ambiente

    Leitura: 2 min

    Semana da Água Inhotim

    Semana da Água Inhotim

    Pensar em água nos remete a muitas lembranças agradáveis: as cachoeiras de Minas Gerais, a água fresca que sacia a sede, o ventre da nossa mãe, a praia, a chuva e muito mais. Entretanto, devido à poluição e assoreamento de rios, desmatamentos e desperdícios, atualmente, a temática escassez de água está em pauta nas discussões ambientais. São, principalmente, nos momentos de crise que lembramos que a água é um recurso finito e escasso. Pensando nisso, a Semana da Água do Inhotim trás considerações importantes sobre essa temática!

    Você sabia que o Brasil possui 12% da água doce superficial do planeta? Imaginava que se toda água do mundo coubesse numa garrafa de 1 litro, apenas meia gotinha estaria disponível para beber? No Circuito Água é possível descobrir curiosidades e aprender as diversas formas de armazenagem de água das espécies botânicas presentes no acervo botânico do Instituto Inhotim.

    Muitas descobertas esperam pelos visitantes no Espaço Ciência. Além de conhecer parte da coleção de plantas aquáticas do Jardim Botânico Inhotim, o público tem a oportunidade de ver de perto, através da lente de lupas e microscópios, animais, vegetais e protozoários que dependem da água para viver.

    Foto: Rossana Magri

    Foto: Rossana Magri

    Confira a programação, participe da Semana da Água Inhotim e aprenda como fazer a sua parte para a preservação da água.

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    17 de março de 2015

    Redação Inhotim


    gastronomiatamboril

    Leitura: 2 min

    Gastronomia do Inhotim na Restaurant Week

    Gastronomia do Inhotim na Restaurant Week

    Muita natureza, a possibilidade de interagir com importantes obras de arte contemporânea, explorar trilhas, texturas, cores e ainda degustar de uma culinária que acompanha tendências do Brasil e do mundo. Tudo isso faz parte do roteiro para se conhecer o Inhotim por inteiro.

    Para aproveitar tudo isso, quem visitar o parque entre os dias 17 de março e 5 de abril, poderá participar de um dos principais festivais gastronômicos do mundo, a Restaurant Week. O cardápio criado especialmente para a ocasião valoriza elementos regionais, como couve e moranga.

    A Restaurant Week foi criada na década de 1990 em Nova York, chegou ao Brasil em 2007 e até hoje move multidões em mais de 15 cidades brasileiras, como Belo Horizonte, São Paulo, Campinas, Florianópolis, Porto Alegre, Curitiba, Rio de Janeiro entre outras. O evento também é sucesso em Nova York, Los Angeles e Lisboa.

    Confira abaixo as opções do cardápio do Restaurante Tamboril do Inhotim neste festival:

    Entrada:
    * Creme de moranga com carne de sol (servido na mini moranga e acompanhado de croutons) ou
    * Salada Inhotim (folhas com frutas brasileiras e molho de mostarda e mel).

    Prato principal:
    * Salmão (acompanha pera ao molho de maracujá), ou
    * Pato na couve (acompanha risoto negro, ervilha torta e brócolis).

    Sobremesa:
    * Espique de morango com baba de moça, ou
    * Panna Cotta com calda de laranja.

    Bebida:
    * Suco Natural Tamboril (Beterraba, Cenoura e Laranja.)
    O valor do menu por pessoa é de R$ 37,90. Faça sua reserva pelo site do festival.

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