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  • 02 de fevereiro de 2015

    Redação Inhotim


    comunidadeeducaçãomeio ambiente

    Leitura: 4 min

    Inhotim: um lugar de descobertas

    Inhotim: um lugar de descobertas

    Nada de carteiras enfileiradas, tarefa para copiar do quadro ou hora certa de fazer perguntas. Ao redor, microscópios, lupas e espécies vegetais desconhecidas. Estamos no Espaço Ciência: um lugar de educação não formal. Aqui, não há limites para a curiosidade.

    Se você olhar pra trás, provavelmente vai concordar que as experiências mais marcantes da sua vida escolar foram inusitadas, irreverentes ou curiosas. Desde a criação do projeto Espaço Ciência Itinerante, em 2012, mais de 16 mil alunos entre 6 e 14 anos da rede pública de ensino de Minas Gerais já passaram por momentos como esses e aprenderam sobre ciência e educação ambiental colocando a mão na massa.

    Os alunos da rede pública de Casa Branca (MG) já participaram do projeto. Foto: Rossana Magri.

    Os alunos da rede pública de Casa Branca (MG) já participaram do projeto. Foto: Rossana Magri.

    Funciona assim: primeiro, os educadores do Instituto passam dois dias na escola. É o momento de apresentar a parte teórica. Mas, nesse projeto, não há lugar para a monotonia. Com a ajuda de biorréplicas e instrumentos científicos, as crianças já começam a se familiarizar com o trabalho de campo.

    Em seguida, é hora de partir para o Inhotim. Entrar no parque é experimentar um novo mundo. As mais de 5 mil espécies da coleção do Jardim Botânico Inhotim representam 28% das famílias botânicas conhecidas do planeta. A disposição das plantas em um projeto paisagístico que não existe em nenhum outro lugar do mundo encanta visitantes de todas as idades. Deu pra imaginar o quanto esse momento é especial para os pequenos exploradores? Assista ao vídeo:

    Saindo do parque, os alunos já se tornaram jovens educadores. Stéphany Keroly, 9 anos, conta o que descobriu:

    “Eu aprendi que não devemos desmatar a natureza e que os animais precisam da sombra da árvore. Aprendi também que através das folhas é que as árvores respiram o ar sujo e liberam o ar limpo. As árvores são cheias de canudos e que, quando são cortadas, a cidade fica desmatada. Já o cocô da minhoca é muito nutritivo para as plantas.”

    Núbia Silva, também com 9 anos, alerta:

    “Não devemos maltratar as plantas porque até os animais cuidam delas, então, devemos cuidar também. Não cuidar dos rios causa erosão, deslizamento e pode acabar matando a gente.”

    Foto: Daniela Paoliello

    Foto: Daniela Paoliello.

    Deu vontade de voltar à infância? Não se preocupe. Em algumas ocasiões do ano, o Espaço Ciência é oferecido também para os visitantes do Inhotim, como parte da programação gratuita do parque. É só ficar atento ao calendário quando for agendar a sua próxima visita.

    Em 2014, o projeto Espaço Ciência contou com o patrocínio da Vale por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura.

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    28 de janeiro de 2015

    Redação Inhotim


    artevisita

    Leitura: 8 min

    Cinco obras para curtir com crianças

    Cinco obras para curtir com crianças

    Arte contemporânea é uma ótima pedida para crianças. Surpreendente, criativa e muitas vezes interativa, propõe experiências divertidas e curiosas. Então, que tal fazer uma visita ao Inhotim com a família? Confira cinco obras imperdíveis para curtir toda a diversão do Instituto com os pequenos:

    Através, 1983-1989
    Cildo Meireles

    Através

    “Através”, 1983-1989, Cildo Meireles. Foto: Daniela Paoliello

    Comece sua visita dando uma geral no mapa do parque. Atualmente o Inhotim possui 140 hectares e um dia é pouco para conhecer tudo. Assim, aproveite ao máximo seu tempo! Na recepção há banheiros, bebedouros e as lojas institucionais do Inhotim para você levar uma lembrança ou adquirir algo que esqueceu para o passeio. Leia aqui tudo o que você precisa carregar na mochila para estar preparado. Siga pela alameda central. No final dela está o Tamboril, árvore que é um dos símbolos do Instituto (aproveite para tirar uma foto com as crianças!). Continue pela esquerda, atravesse uma ponte e você encontrará a Galeria Cildo Meireles. Ela é uma das mais antigas do Instituto. A obra “Através” sempre surpreende as crianças. Cacos de vidro, grades, cortinas e outros materiais do cotidiano formam um labirinto e fazem refletir sobre as barreiras do dia a dia e a maneira como as pessoas se relacionam com elas.

    Continente/Nuvem, 2008
    Rivane Neuenschwander

    "Continente/Nuvem", 2008, Rivane Neuenschwander.

    “Continente/Nuvem”, 2008, Rivane Neuenschwander. Foto: Rossana Magri

    Saia da galeria pela porta oposta a que você entrou. Siga em frente e, à sua direita, logo vai estar uma casinha branca. Contorne-a para descobrir a entrada. À primeira vista vazia, a construção (que data de 1874 e é a mais antiga edificação remanescente da propriedade rural que deu origem ao Inhotim) abriga no teto uma instalação da artista Rivane Neuenschwander. Uma das referências usadas por ela para desenvolver o trabalho foi sua própria infância, quando observava o céu e as nuvens em busca de figuras. Experimente deitar-se no chão ou nos degraus da escada com os pequenos para descobrir as imagens que vão sendo formadas!

    Galeria Cosmococa
    Hélio Oiticica e Neville D’Almeida

    Uma das salas da Galeria Cosmococa. Foto: Ricardo Mallaco

    Uma das salas da Galeria Cosmococa. Foto: Ricardo Mallaco

    Continue o passeio subindo em direção à Galeria Adriana Varejão. No caminho, você vai encontrar banheiros e uma lanchonete. Aproveite para recarregar as baterias! Siga pela direita em direção à Cosmococa. Passe pelo Jardim das Veredas Tropicais, com incríveis bancos do designer Hugo França, e pela obra Troca-Troca (2002), do artista Jarbas Lopes, composta por três fusquinhas coloridos. Um pouco mais a frente está o prédio que abriga as cinco salas sensoriais de Hélio Oiticica e Neville D’Almeida. Espumas geométricas, balões coloridos, redes, colchões e, para deixar tudo ainda mais divertido, uma piscina! Não deixe de dar um mergulho e fique tranquilo na hora de sair: o Instituto disponibiliza toalhas para quem se aventurar a entrar.

    Piscina, 2009
    Jorge Macchi

    "Piscina", 2009, Jorge Macchi. Foto: Pedro Motta

    “Piscina”, 2009, Jorge Macchi. Foto: Pedro Motta

    Depois dessa incrível experiência, mostre para as crianças a variedade de espécies botânicas ao redor, especialmente de palmeiras e aráceas, famílias de plantas que o Instituto coleciona. Continue subindo em direção à obra Beam Drop Inhotim (2008), do artista Chris Burden. Ao chegar ao topo, você vai encontrar, do lado direito, as vigas que o artista lançou ao chão de uma distancia de 45 metros, em uma ação performática que durou 12 horas (confira o vídeo aqui). Seguindo o caminho, está a Piscina (2009), do argentino Jorge Macchi. O trabalho foi realizado a partir de uma aquarela surrealista do artista, que propunha uma caderneta de endereço em que o índice era a escada para uma piscina. O Inhotim convidou Macchi a reproduzir o trabalho em três dimensões, resultando em uma construção que pode ser usada pelos visitantes. Na mata ao lado dela, há um vestiário com toalhas gratuitas e banheiro, por isso, “se jogue” com a turma!

    A Origem da Obra de Arte, 2002
    Marilá Dardot

    "A Origem da Obra de Arte", 2002, Marilá Dardot. Foto: Daniela Paoliello

    “A Origem da Obra de Arte”, 2002, Marilá Dardot. Foto: Daniela Paoliello

    Revigorado do calor, caminhe em direção às montanhas até um galpão de jardinagem. Lá e em todo seu entorno estão vasos em formas de letras que fazem parte A Origem da Obra de Arte (2002), de Marilá Dardot. O trabalho convida o público a plantar sementes nesses recipientes e transformá-los em palavras espalhadas pelo campo. Nomes, sentimentos, promessas e desejos sempre compõem a paisagem. Ajude as crianças a deixarem seu recado também e não se esqueça de fazer uma foto. Se for compartilhá-la na internet, use #inhotim, assim o seu registro irá aparecer para quem pesquisar imagens do parque. Siga desvendando as galerias do parque ou, se a fome apertar, faça uma parada em um dos restaurantes do Inhotim, com menus variados.

    Gostou da nossa sugestão de roteiro com as crianças? Deixe abaixo um comentário!

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    16 de janeiro de 2015

    Redação Inhotim


    visita

    Leitura: 3 min

    Mudanças na visitação

    Mudanças na visitação

    A partir de 3 de fevereiro, o Instituto Inhotim passa a oferecer entrada gratuita aos visitantes às quartas em substituição às terças-feiras, como era praticado desde 2012. A mudança tem como objetivo facilitar a manutenção, realizada sempre às segundas-feiras, quando o parque fica fechado ao público. “A ampliação da área do Instituto e o crescente número de visitantes exigiu que repensássemos essa logística. O dia de entrada gratuita é sempre de bastante movimento e, realizado no dia seguinte à manutenção, dificulta a finalização de determinados serviços. A troca será muito importante para continuar garantindo a qualidade da nossa operação”, afirma o diretor executivo da instituição, Antonio Grassi.

    No mesmo mês, o preço do ingresso também sofre modificação. Às terças e quintas-feiras, as entradas passam para R$ 25 (R$ 12,50 meia-entrada). Já às sextas, sábados, domingos e feriados, o custo é de R$ 40 (R$ 20 meia-entrada). O ajuste, aprovado pelo Ministério da Cultura, visa corrigir a defasagem no valor do bilhete, levando em consideração a inflação acumulada e a expansão do parque ao longo dos anos.

    Aberto à visitação em 2006 com 45 hectares e cinco galerias, atualmente o Inhotim possui uma área de 140 ha e um acervo de mais de 800 obras. Esse rápido crescimento fez com que a sustentabilidade econômica se tornasse um grande desafio para a instituição. O valor arrecadado com a bilheteria é uma das fontes de receita do Instituto, assim como a venda de serviços; a realização de eventos; os patrocínios via leis de incentivo à cultura; e as doações de pessoas físicas e jurídicas.

    Alterações a partir de 03 de fevereiro:
    Entrada gratuita: quarta-feira
    Ingresso: Terças e quintas-feiras, R$ 25 (R$ 12,50 meia-entrada). Sextas, sábados, domingos e feriados, R$ 40 (R$ 20 meia-entrada).

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    15 de janeiro de 2015

    Redação Inhotim


    músicaparceriaprogramação cultural

    Leitura: 4 min

    Inhotim recebe edição especial do MECAFestival

    Inhotim recebe edição especial do MECAFestival

    Na sexta-feira, 23 de janeiro, o Inhotim recebe o MECASpecial, uma edição superespecial do MECAFestival pensada para acontecer no parque! Em comemoração ao quinto aniversário do festival, que acontece ainda este mês em Maquiné (RS), Rio de Janeiro (RJ) e São Paulo (SP), duas das atrações internacionais da edição 2015 se apresentam pela primeira vez no Inhotim: o duo londrino AlunaGeorge e a banda Citizens!, também da capital britânica. Os shows serão realizados nos jardins do Instituto, próximo ao Magic Square, a partir das 14h e fazem parte da programação gratuita para visitantes. A dica é comprar seu ingresso para o parque com antecedência clicando aqui.

     AlunaGeorge
    Influenciada por nomes como Flying Lotus, Mariah Carey, James Taylor, CocoRosie, Van Morisson, Destiny´s Child e muitos outros, AlunaGeorge é um duo de Londres formado em 2009 pela cantora e compositora Aluna Francis ao lado do produtor e instrumentista George Reid. A dupla chega ao Brasil para mostrar as faixas do primeiro disco, intitulado “Body Music”, lançado em 2013. O trabalho reúne as principais referências musicais da dupla e mescla R&B, eletrônico, hip hop experimental e house, orquestrados pela voz suave da cantora.

    AlunaGeorge

    O duo de Londres AlunaGeorge. Foto: divulgação/MECA

    Citizens!
    Citizens! é o quinteto londrino formado por Martyn, Thom, Mike, Lawrence e Tom . Em 2012, a banda foi eleita pela revista NME como uma das apostas do ano. Ainda em 2012, a banda lançou os singles “True Romance” e “Repitle” antecipando o disco de estreia que seria lançado pouco tempo depois, o “Here We Are”, do selo francês Kitsuné. O álbum foi produzido por Alex Kapranos, vocalista do Franz Ferdinand. Em 2013, a banda veio para o Brasil e fez uma apresentação memorável no MECAFestival, colhendo os frutos do bem-sucedido álbum de estreia e deixou o público com vontade de quero mais.

    Citizens: o grupo retorna ao Brasil com os sucessos do disco "Here We Are", produzido pelo vocalista do Franz Ferdinand. Foto: divulgação/MECA

    Citizens: o grupo retorna ao Brasil com os sucessos do disco “Here We Are”, produzido pelo vocalista do Franz Ferdinand. Foto: divulgação/MECA

     Sobre o MECAFestival
    Há quatro edições, o MECAFestival vem se consagrando como uma das experiências musicais mais incríveis e memoráveis que acontecem no Brasil. O MECA foi criado para ser um festival de médio porte (5 a 6 mil pessoas), com edições em três cidades diferentes durante o verão, sempre numa locação mais cinematográfica que a outra. Nomes como Vampire Weekend, Friendly Fires, The Rapture e Two Door Cinema Club, entre outros, já passaram pelo festival e garantiram que o MECA fosse considerado “um dos festivais de música mais cool da América Latina”.

    Serviço:
    MECASpecial – Edição especial do MECAFestival no Inhotim
    Local do show: próximo ao Magic Square
    Hora: 14h
    Entrada: R$ 30 (R$15 meia-entrada). O evento faz parte da programação gratuita do Inhotim para os visitantes.

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    07 de janeiro de 2015

    Marina Drummond


    arteprogramação culturalvisita

    Leitura: 3 min

    Mundo novo: Inhotim no centro de BH

    Mundo novo: Inhotim no centro de BH

    Carros, buzinas, fumaça, calor e gente, muita gente. De repente me vi andando em um ritmo que não era meu. O ritmo de uma cidade que pulsa e não para. Quando percebi a ansiedade do mundo que estava à minha volta, entrei em uma lanchonete e comprei uma água. Ao abrir a garrafa, uma dúvida surgia: “Será que o Centro de Arte ainda está longe?” Não, não estava. A poucos passos dali me deparei com a placa “Do Objeto para o Mundo”. “É aqui”, pensei. Bati na porta algumas vezes e a cada toque a minha curiosidade aumentava. Afinal, não é todo dia que você pode ver uma obra de arte antes de todo mundo. Pode até parecer bobagem, mas me senti descobrindo algo inédito. A porta se abriu e alguns homens trabalhavam na montagem da obra. As luzes estavam acessas com escadas e fios pelos cantos. Pedi ao pessoal que parasse o trabalho por alguns minutos para que eu pudesse ver a obra da forma que ela foi pensada: com as luzes apagadas, deitada em um colchão, olhando para cima, assistindo a uma projeção em uma tela de cinema instalada no teto. Nesse momento, pensei: será que nunca assisti a um filme assim? Um cinema no teto? Não, nunca. O filme já estava rodando deste o momento que eu havia entrado na sala, mas só quando o ambiente foi montado é que pude contemplar um maravilhoso mundo de cores, sentidos e formas, amarrados a uma música hipnótica que não me deixava mover. Era como se eu estivesse dentro de um novo mundo. E com certeza muito, mas muito distante do centro da cidade.
    A obra Homo sapiens sapiens, 2005, da artista Pipilotti Rist fica em cartaz no Centro de Arte Contemporânea e Fotografia, em Belo Horizonte, até 8 de março. A obra faz parte da exposição “Do Objeto para o Mundo – Coleção Inhotim“.

    Obra "Homo sapiens sapiens" (2005), da artista Pipilotti Rist. Foto: Daniela Paoliello

    Obra “Homo sapiens sapiens” (2005), da artista Pipilotti Rist. Foto: Daniela Paoliello

    Aqui, contei um pouquinho da minha experiência com a obra. E você, já viveu algo parecido? Deixe seu comentário abaixo.

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