Leitura: 4 min

Libras: empatia e estudos para comunicar mais

Libras: empatia e estudos para comunicar mais

Há pouco mais de quatro meses, Selena, Fernanda e Marli, funcionárias da equipe de atendimento do Inhotim, chegaram das aulas de Pedagogia com a proposta de fazerem um grupo de estudos de Libras com a equipe de trabalho. A proposta foi abraçada pela coordenadora de atendimento do Inhotim, Sara Souza, que viu nessa ideia a oportunidade de melhorar a acessibilidade no Instituto. “Nós resolvemos, então, chamar a amiga surda de um dos nossos monitores para uma conversa, junto a um intérprete. O objetivo era entender de que forma poderíamos nos aproximar dos obstáculos enfrentados pela comunidade surda e, assim, partir para as aulas.”

Dali em diante, um grupo de funcionários e funcionárias se reuniu para pensar em como seriam os formatos das aulas. “Conseguimos acesso a uma boa apostila e listamos uma série de videoaulas que poderiam nos dar um direcionamento. Decidimos, em conjunto, que cada um dos 20 integrantes do grupo de estudos seria responsável por um encontro”, explica Sara. Já os temas das aulas foram escolhidos de acordo com os assuntos que seriam mais abordados dentro do contexto do Inhotim, como cores, letras do alfabeto, pronomes, membros da família e saudações.

Para Sara, uma decisão importante foi a de fazer dos encontros semanais um compromisso voluntário, só para quem realmente tivesse compromisso e interesse. “Avalio que isso foi fundamental, porque hoje, depois de quatro módulos concluídos, percebemos poucos registros de faltas. Também percebo essa atividade como um fator incentivador para o envolvimento da equipe em diversos outros temas aqui dentro. A partir do momento em que veem uma ideia que surgiu de três funcionárias se tornar realidade, conseguimos construir juntos e juntas outras metas possíveis.”

Selena, funcionária do atendimento do Inhotim há quatro anos e uma das idealizadoras do grupo de estudos, acredita que essa experiência vá acrescentar em vários âmbitos de sua vida. “Como futura professora, eu vou precisar dominar a Libras para conversar com alunos e alunas surdos. No Inhotim, será extremamente necessário para acolher pessoas que se comunicam com Libras e mostrar todo o potencial do Parque para elas. E na vida pessoal, eu penso que isso só amplia as possibilidades de conhecer gente nova e entender o mundo de um jeito diferente.”

Jogo Librário
O grupo de estudos de Libras do Inhotim recebeu uma visita pra lá de especial nesta terça-feira (25/9): o projeto Jogo Librário, que desenvolve por meio de uma tecnologia social uma maneira de aprender Libras de forma divertida e interativa. Foi uma oportunidade de trocar muitas experiências, exercitar a empatia e pensar em formas de diversificar a acessibilidade no Inhotim. O jogo está participando de uma campanha de financiamento coletivo para conseguir ampliar a abordagem e fazer essa ideia chegar mais longe. Acesse para conhecer mais dessa história e colaborar para a campanha: www.catarse.me/librario.



voltar
  • Twitter
  • Facebook
  • Google +