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Combater o desperdício

Combater o desperdício

Somente a partir do final da década de 1980, a questão ambiental passou a ser uma preocupação mundial. Certamente, hoje qualquer cidadão se ressente dos problemas ambientais. Em Pequim, a poluição do ar exige mudanças. Na Califórnia, a seca dramática pede medidas como o racionamento de água. Em Nova York, esforços são feitos para adaptar a vida na cidade às mudanças do clima e recuperá-la dos impactos do furacão Sandy.

E no Brasil? A população nordestina sofre os efeitos da seca prolongada, vivendo da distribuição de água pelos caminhões pipa. Em São Paulo, além do calor insuportável, iniciou-se, em algumas porções da região metropolitana, o racionamento de água. Até aqui, nada de novo. Mas a reflexão que faço diz respeito a determinar se, de fato, chegamos a um ponto no qual compreendemos a nossa vulnerabilidade diante do meio ambiente.

Enfrentamos, há menos de uma década, o grave problema do apagão, exigindo da sociedade uma redução significativa no consumo de energia, com resultados extremamente positivos. Fato é que por falta de determinação do poder público, esses esforços se perderam no tempo.

Devemos aproveitar essas crises para demandar um combate efetivo ao desperdício. Equipamentos eficientes, arquitetura e engenharia que induzam ao reuso de água. Precisamos criar uma mentalidade de que diminuir as nossas vulnerabilidades – evidentes nas crises de água e de energia no Brasil – depende de uma mudança radical no modo que usufruímos dos nossos recursos naturais.

Na próxima terça-feira, 29 de abril, o consultor Fábio Feldmann participa do Inhotim Escola e conversa com o público sobre estilos de vida mais sustentáveis. Confira a programação aqui.



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