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  • 28 de março de 2014

    Equipe de mediadores

    Realiza visitas e atividades que convidam a refletir sobre os acervos do Inhotim


    arteprogramação culturalvisita

    Leitura: 4 min

    Construindo espaços

    Construindo espaços

    Pensar a relação que a arte tem com o céu é uma tarefa relativamente fácil no Inhotim, famoso por apresentar parte de seu acervo ao ar livre. A disposição das galerias pelo parque e os caminhos construídos para se chegar até elas estimulam novos fluxos e discussões sobre o encontro entre a arte contemporânea e o jardim botânico.

    A visita temática Construindo Espaços: o museu e o céu propõe uma discussão acerca desse ambiente de encontros e oferece outros olhares sobre as obras externas em exposição. Se a interação entre arte e natureza cria um novo espaço, criam-se também novos posicionamentos, livres de limites e abertos ao desconhecido.

    Na vastidão de possibilidades do Inhotim, podemos encontrar obras e artistas questionadores desse equilíbrio entre significações e experiências. Waltércio Caldas, com sua Escultura para todos os materiais não transparentes (1985), força o olhar a “olhar de novo”. A escultura aparentemente incompleta estimula a pensar justamente os vazios, os silêncios e o ritmo. 

    Waltercio-Caldas

    Waltércio Caldas, Escultura para todos os materiais não transparentes, 1985.

     

    Vegetation Room Inhotim (2010), da espanhola Cristina Iglesias, propõe um jogo óptico entre imagens refletidas em um espelho e a paisagem do lugar. Concebida especificamente para uma clareira na mata do parque, a obra consiste em uma estrutura espelhada imersa na natureza, promovendo encontros sensoriais. 

       

    Esses artistas escolheram incorporar o espaço em que seus trabalhos estão inseridos como elementos de sua própria existência e, assim, tecer relações com o corpo de quem os olha. A significação que damos a elas acontece desse encontro, mas as provocações tendem a se diferenciar a cada espaço, a cada dia, a depender do tempo, do humor, do cansaço do corpo, do estupor da mente.

    Convido a todos a lançar novos olhares para os espaços do Inhotim e perceber aquilo que considero o verdadeiro papel da arte: criar movimento.

    Texto de Marília Balzani, mediadora de Arte e Educação do Inhotim

     

    Ficou com vontade de participar da visita temática Construindo espaços: O museu e o céu? Então clique aqui e fique por dentro dos dias e horários em que atividade acontece.

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    26 de março de 2014

    Redação Inhotim


    brumadinhocomunidadehistória

    Leitura: 3 min

    De onde vem o nome Inhotim?

    De onde vem o nome Inhotim?

    Ninguém sabe ao certo de onde vem o nome Inhotim, mas sua origem gera muita curiosidade entre os visitantes e funcionários do parque. Uma das teorias mais conhecidas relaciona a palavra a um minerador inglês, o “Sir Timothy”, que teria morado na área ocupada hoje pelo Instituto. O pronome “Sir”, traduzido para o português como “Senhor”, era muitas vezes falado como “Nho”. Assim, “Sir Timothy” se transformaria em “Nho Tim”.

    Outra história, comprovada por uma notificação de 26 de maio de 1865, registra a existência de um lugar chamado “nhotim”, onde morava João Rodrigues Ribeiro, filho de Joaquim Rodrigues Ribeiro. Em um dos recibos anexos a esse antigo documento há uma assinatura na qual a localização é grafada como “Nhoquim”.

    O nome “Joaquim” aparece também na narrativa de Dona Elza, moradora da região de Brumadinho. Ela apresenta uma variação da versão que envolve o minerador inglês: “O que eu me lembro de ver contar era que havia um proprietário que se chamava, não sei se era Joaquim, e o apelido dele era Tim. Então era o Sr. Tim, que virou NHÔ TIM. Antigamente não se falava senhor, era nhô. Por isso ficou com esse nome de Inhotim”.

    Há ainda o relato da viagem do engenheiro inglês James Wells pelo Brasil entre os anos de 1868 e 1886. Em determinado momento, ele relembra uma conversa com um trabalhador negro em uma estrada próxima à Brumadinho. O linguajar local indica que a palavra Inhotim poderia ser uma corruptela da expressão usada pelos escravos para dizer sim senhor: “N’hor sim”. A existência de seis comunidades quilombolas no município de Brumadinho, quatro delas reconhecidas pela Fundação Palmares, reforça a hipótese.

    Essas são algumas das explicações possíveis para o nome do Instituto, fruto das pesquisas do Centro Inhotim de Memória e Patrimônio (CIMP). Criado em 2008 para resgatar as histórias e tradições da região, o CIMP é um dos projetos que o Inhotim realiza com a comunidade de seu entorno.

    Você já ouviu algum relato diferente sobre a origem do nome Inhotim? Conte para a gente!

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    23 de março de 2014

    Redação Inhotim


    botânicahistória

    Leitura: 3 min

    A macaúba e seus frutos

    A macaúba e seus frutos

    O Inhotim é conhecido por reunir uma das maiores coleções de palmeiras do mundo, atualmente com mais de 700 espécies, vindas de diferentes lugares. Entre elas, a palmeira macaúba (Acrocomia aculeata), nativa do Brasil, possui uma interessante história dentro do parque. Em 2012, cerca de 80 exemplares foram incorporados ao jardim botânico por meio de uma grande ação de resgate, realizada em uma área de mineração próxima ao Instituto. Os exemplares foram salvos do corte, ainda que ambientalmente autorizado, e incorporados ao projeto paisagístico do Instituto.

    Também conhecida como bocaiúva e coco-de-espinho, a palmeira macaúba é encontrada em quase todo o território nacional e dela pode-se aproveitar praticamente tudo. De seus frutos é extraída a polpa, com a qual se produz farinha. Rica em vitamina A e betacaroteno, ela pode ser usada em sucos, sorvetes, bolos, pães e doces. As folhas servem para a confecção de redes e linhas de pescaria. Já a madeira é utilizada em casas e outras construções e com o óleo da amêndoa – a semente da macaúba – são produzidos sabão, sabonete, margarina e cosméticos.

    A imponente da palmeira macaúba. Foto: Rossana Magri

    A imponente palmeira macaúba. Foto: Rossana Magri

    Atualmente o Brasil desenvolve pesquisas com a macaúba com foco na produção de biodiesel, combustível feito a partir de óleos vegetais. Percebendo o grande potencial dessa espécie, cientistas têm se mostrado cada vez mais entusiasmados com os resultados obtidos. No Inhotim, ainda em 2014 serão iniciados estudos sobre a propagação dessa palmeira, já que a quebra de dormência da semente fora de seu ambiente natural é difícil e pouco conhecida.

    Quer conhecer um pouco mais sobre o Jardim Botânico Inhotim e a palmeira macaúba? Então clique aqui e assista ao vídeo.

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    07 de março de 2014

    Redação Inhotim


    botânicavisita

    Leitura: 2 min

    Jardim de Pedras

    Jardim de Pedras

    Em meio aos exuberantes jardins do Inhotim, uma novidade tem chamado atenção dos visitantes. O Jardim de Pedras, próximo ao Viveiro Educador, foi inspirado nas paisagens desérticas do México e reúne plantas que, apesar de terem pouca água disponível, são ricas em beleza.

    A ideia de criar um jardim tão diferente tem explicação. Lívia Lana, engenheira agrônoma do Inhotim, é quem responde: “Já possuíamos várias espécies, algumas, inclusive, raras. Criamos, então, um ambiente especial, em que é possível entender o contexto em que elas vivem”, revela.

    Foto: Rossana Magri

    Foto: Rossana Magri

    Os exemplares que compõem o Jardim de Pedras são originários de desertos e também de regiões áridas do Brasil. Entre eles estão Cactáceas, Crassuláceas e Euforbiáceas. Apesar do nome complicado, são muito empregados no paisagismo e têm manutenção relativamente simples. O grande trabalho foi transformar o solo do local para receber as mudas, utilizando principalmente areia e pedras.

    Em sua próxima visita, não deixe de conhecer esse jardim tão exótico. Para saber mais sobre o acervo botânico do Inhotim, clique aqui.

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    21 de fevereiro de 2014

    Equipe de mediadores

    Realiza visitas e atividades que convidam a refletir sobre os acervos do Inhotim


    arteeducaçãoexposiçãoprogramação cultural

    Leitura: 4 min

    Simplesmente Marepe

    Simplesmente Marepe

    Marcos Reis Peixoto, ou simplesmente Marepe, nasceu em Santo Antônio de Jesus, uma cidadezinha no Recôncavo Baiano. Seus trabalhos presentes no Inhotim se relacionam com a identidade cultural nordestina e a simplicidade de seu local de origem, mas vão muito além. Mais que enfatizar as dramaticidades dos problemas sociais e talvez da seca, Marepe potencializa discussões acerca dos próprios estigmas criados para o nordeste.

    Obra "A Bica" (1999), de Marepe

    Obra “A Bica” (1999), de Marepe

    A Bica (1999), Cabra (2007) e Olê ô picolê (2007), os três trabalhos do artista atualmente em exposição no Inhotim, oferecem ao público uma experiência do cotidiano enobrecida de significações, comum em sua produção. Marepe faz uso recorrente de materiais não-nobres, como papelão, borracha, latas de cerveja e outros objetos do dia a dia, construindo matéria a partir de ideias, de uma forma que ele gosta de chamar de intuitiva, ainda que repleta de influências.

    Obra "Olê ô picolê" (2007), de Marepe

    Obra “Olê ô picolê” (2007), de Marepe

    Ao reutilizar produtos que, retirados de seu contexto, ganham novas significações, Marepe é recorrentemente associado ao artista francês Marcel Duchamp, ligado ao Dadaísmo, movimento da vanguarda modernista surgido no início do século 20. A arte conceitual, quando decomposta e desdobrada em filosofia, informação, linguística, matemática, autobiografia, crítica social, deixou um legado na história da arte, do qual o artista lança mão para criar um trabalho que traduza suas ideias, vivências e memórias.

    Obra "Cabra" (2007), de Marepe

    Obra “Cabra” (2007), de Marepe

    Seus trabalhos não são apropriações de objetos que adquirem novos simbolismos, mas são confecções de objetos semelhantes aos do cotidiano de muitas pessoas, que, como obras de arte, adquirem novos simbolismos. Marepe chama essas recriações simbólicas de nécessaire, e não ready-mades, como os de Duchamp.

    No parque, muitas vezes a simplicidade criativa de Marepe é percebida com certo estranhamento. Suas obras propõem o diálogo, o reconhecimento cultural e a reflexão de questões recorrentes na arte contemporânea, com jeitinho brasileiro e nordestino ao mesmo tempo.

    Texto de Beatriz Alvarenga, Daniela Rodrigues, Marília Balzani e Pedro Vinícius, mediadores de Arte e Educação do Inhotim

    Em fevereiro, a visita temática artística propõe uma reflexão sobre a obra de Marepe no Inhotim. Confira a programação aqui.

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