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  • 30 de julho de 2014

    Elton Damasceno da Silva

    Coordena a equipe responsável por materializar as ideias dos grandes artistas que expõem no Inhotim


    artebrumadinhohistória

    Leitura: 6 min

    Crescendo com o Inhotim

    Crescendo com o Inhotim

    Relatar uma experiência marcante nesses meus oito anos de Inhotim não é uma tarefa simples, ainda mais tendo participado de tantos projetos grandiosos. Em De Lama Lâmina (2009), de Mathew Barney, confeccionei os moldes da árvore e de algumas ferramentas que estão presas à escultura. Em Celacanto Provoca Maremoto (2004-2008), da Adriana Varejão, participei desde o preparo das telas até a instalação das mesmas na galeria. O Sonic Pavilion (2009), de Doug Aitken, deu muito trabalho quando tivemos que subir e descer mais de 200 metros de cabos. Na medida em que os testes de áudio eram realizados, todos ficavam espantados com os sons que existem em certas profundidades da Terra.

    O Beehive Bunker (2006), de Chris Burden, colocou minha força física to the test, pois toda a obra foi feita manualmente, até mesmo a tampa de bueiro que fica em seu topo foi colocada por nós, da equipe de produção. O Beam Drop (2008), também de Burden, transmitiu-me uma leveza e, ao mesmo tempo, uma brutalidade em sua confecção, que até hoje me emociono ao ver a performance da montagem. Restore Now (2006), de Thomas Hirschhorn, me colocou em contato com o grande acervo literário que compõe a obra e forçou-me a desenvolver minhas funções com um olho no trabalho e outro nos livros! Pude ler excelentes obras, como A historia da sexualidade vol.1, de Michel Foucault, Responsabilidade e julgamento, de Hanna Arendt e Ecce Humo, de Friedrich Nietzsche, sem contar vários outros títulos que estão em minha lista para um futuro próximo.

    Tenho um enorme carinho por todos os trabalhos que montei no Instituto, mas os de John Ahearn e Rigoberto Torres, os painéis Rodoviária de Brumadinho (2005) e Abre a porta (2006), são de uma importância indizível para mim, pois comecei a desenvolver um deles antes mesmo de conhecer o Inhotim. Eu trabalhava em um ateliê de arte em Belo Horizonte e meu primeiro contato com os artistas aconteceu lá.

    Depois de algumas negociações entre o estúdio e o Inhotim, Lucas, meu atual gestor, acompanhado pelos artistas, levou dois fragmentos do ônibus para que confeccionássemos os moldes. Quando me viu, John disse que confiava em mim e sabia que eu iria fazer um bom trabalho. Fiquei muito empolgado e o resultado foi a satisfação coletiva. Em seguida, nos foi dada a tarefa de moldar um ÔNIBUS! Fiquei muito surpreso, nunca havia feito algo tão grande assim, mas aceitei o desafio e realizei um bom trabalho. Depois disso, tornei-me o mold maker oficial, que desenvolveria os trabalhos para John e Rigoberto. Depois de terminarmos o primeiro painel, Rodoviária de Brumadinho, Lucas me convidou para trabalhar no Inhotim, mas, dessa vez, como um membro oficial da equipe. Iniciava-se, então, essa duradoura parceria.

    "Rodoviária de Brumadinho" (2005) retrata a vida dos moradores da região e seus costumes. Foto: Eduardo Eckenfels

    “Rodoviária de Brumadinho” (2005) retrata a vida dos moradores da região e seus costumes. Foto: Eduardo Eckenfels

    Logo quando cheguei ao Instituto, pude perceber claramente a necessidade de se falar um segundo idioma. A quantidade de estrangeiros que orbitavam e orbitam por aqui é incomensurável. Assim, já no meu primeiro mês comecei a comprar fascículos semanais da Revista Época, que vinham com um livro e um DVD que ensinavam inglês. Também adquiri um dicionário de espanhol. À noite, estudava e, durante o dia, colocava em prática o que ia aprendendo. Ao ver meu empenho com os estudos, John, no final do expediente, reservava um tempo para praticarmos algumas palavras que seriam úteis em nosso dia a dia. Um ano depois eu já estava dominando o inglês, o que certamente corroborou para meu crescimento na equipe.

    Desde então, venho aprimorando minha mão de obra. Estou no quinto período do curso de Historia e, no próximo ano, farei uma pós-graduação em Arte Contemporânea, Restauro ou Filosofia. No Inhotim, sou movido pelas possibilidades e perspectivas de futuro, que, para ser sincero, não são poucas.

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    24 de julho de 2014

    Alice Dias

    Educadora do Inhotim


    artecomunidadeeducaçãolaboratório inhotimprojeto

    Leitura: 4 min

    Diário de viagem

    Diário de viagem

    Escrevo este relato, ainda muito envolvida pelo turbilhão de emoções que vivemos nos últimos dias. Dias, esses, que foram marcados por muitas “primeiras vezes” para a maioria dos oito adolescentes participantes do Laboratório Inhotim. Primeira viagem para fora de Minas Gerais, primeira vez em um avião, primeira vez em um metrô, primeira vez em outro país. Ou seja: muito acontecendo em pouco tempo.

    Um dos objetivos da viagem para Nova York é a pesquisa de festivais que ocupem a cidade e envolvam a comunidade, já que, no final do ano, o Laboratório vai produzir um festival em Brumadinho, onde está o Inhotim, e de onde vêm esses adolescentes. Por isso, a parceria com o New Museum foi tão importante. Eles promovem anualmente uma festa de rua, que chega a sua oitava edição, e fomos convidados a participar como voluntários na organização e realização do evento.

    Logo no dia de nossa chegada, fomos ao museu para conhecer a equipe do educativo e os jovens participantes de um programa de verão, que também trabalhariam na festa. Eles nos apresentaram as propostas das oficinas que seriam oferecidas ao público. Criamos nossos próprios uniformes a partir de camisetas, visitamos parte do museu e conhecemos a praça onde o evento aconteceria.

    Nosso grupo e os voluntários que fizeram a Block Party ser um sucesso. Foto: Alice Dias

    Nosso grupo e os voluntários que fizeram a Block Party ser um sucesso. Foto: Shannon Phipps

    No dia seguinte, o lugar estava transformado. Oito tendas com mesas, um palco e vários voluntários muito prestativos e animados! Cada um dos jovens do Lab ficou em uma tenda, que correspondia a uma das oficinas oferecidas, juntamente com um jovem do New Museum e outros voluntários. O primeiro desafio enfrentado por eles foi a barreira da língua. O que, no momento inicial, era incômodo e estranho se dissolveu, aos poucos, durante as trocas do dia. Um sorriso, um olhar, um gesto, uma música, ou até a descoberta de uma paixão comum pela Demi Lovato – a jovem atriz e cantora norte-americana – foram meios de conexão que diminuíram as distâncias e diferenças. E, claro, a proximidade deles com a tecnologia também ajudou. De repente estavam todos usando seus smartphones com tradução simultânea para mediar a comunicação. No final das contas, ser jovem em Brumadinho ou em Nova York não é tão diferente assim!

    Michele, uma das jovens do programa de verão do New Museum, usando o celular para minimizar as barreiras da língua. Foto: Alice Dias

    Michele, uma das jovens do programa de verão do New Museum, usando o celular para minimizar as barreiras da língua. Foto: Alice Dias

    Para saber mais sobre nossa viagem, clique aqui. O Laboratório Inhotim conta com o patrocínio do Banco Itaú.

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    27 de junho de 2014

    Leitura: 6 min

    Sugerencias para visitar Inhotim

    Sugerencias para visitar Inhotim

    ¿Qué hay que hacer para llegar allí? ¿Se puede conocer todo el parque en un día? ¿Dónde puedo alojarme? ¿Cuánto cuesta la entrada? ¿Hay estacionamiento? ¿Voy directo desde el aeropuerto, dónde puedo dejar mi equipaje? ¿Se puede hacer una visita guiada?

    Si conocer Inhotim es parte de tu lista de deseos para 2014, en algún momento te vas a deparar con algunas de esas preguntas. Aprovecha las sugerencias y empieza a planear tu visita.

     

    El primer paso es saber cómo llegar.

    El Inhotim está ubicado en Brumadinho (MG)a alrededor de 60km de Belo Horizonte. Para calcular la mejor ruta para tu viaje, haz clic aqui. Si estás en Belo Horizonte, el tiempo promedio del viaje hasta Inhotim en coche es de 1h30 y el estacionamiento en el parque es gratuito. Por otro lado, si llegaste en avión, puedes alquilar un coche o tomar un taxi. Calcula 2h desde el Aeropuerto de Confins hasta el parque ó 1h30 partiendo del Aeropuerto de Pampulha. Una buena noticia es que Inhotim tiene servicio gratuito de consigna para bolsos y maletas. También se puede ir en autobús. La empresa Saritur tiene una línea que sale de la Terminal de Belo Horizonte, ubicada en el centro de la ciudad, de martes a domingo. Para conocer los horarios y valores del autobús haz clic aqui.

     

    Dónde hospedarse.

    Listo, ahora que ya sabes cómo llegar, necesitas decidir si te hospedarás en Brumadinho o en Belo Horizonte. Inhotim tiene un área de visitación de 110 hectáreas, lo que significa que no vas a conseguir conocer todo el parque en sólo un día. Claro que si estás en Belo Horizonte y tienes un día libre, vas a aprovechar la visita. Pero para los que están planeando un viaje que tiene el Inhotim como destino, lo ideal son tres días de visitación. Así, puedes caminar, reflejar y disfrutar de la naturaleza sin prisa. Para conocer las opciones de hospedaje haz clic aqui.

     

    ¿Y ahora?

    Billetes aéreos comprados, hotel reservado, ha llegado la hora de planear tu visita al parque. Como Inhotim es un lugar diferente de todo lo que ya has visto, hay algunas sugerencias que pueden facilitar tu visita. Además de un Centro de Arte Contemporáneo, el Inhotim es un Jardín Botánico. Entre palmeras, flores, lagos e inmensos bancos de madera están las galerías de arte. Eso mismo, arte en medio a la naturaleza. Por eso, caminar es parte de la visita. Para ganar tiempo, la sugerencia es comprar la entrada anticipada. Y si hace falta, también puedes comprar el transporte interno realizado con coches eléctricos. Clic aqui para comprar tu entrada.

    Otra buena sugerencia es navegar virtualmente por el parque antes de conocerlo personalmente. El mapa interactivo ayuda a decidir rutas, a conocer las galerías y hasta a profundizarse en las obras de arte. Por hablar en profundizarse, aqui conoces las visitas mediadas que ocurren en el parque. Los sitios de alimentación están estratégicamente ubicados. Conoce cada uno de ellos. Antes de tomar la carretera, vale leer las reglas de visitación para que todo siga dentro de lo planeado

    Si llegaste hasta aquí, estás muy cerca de realizar tu deseo. Inhotim es un lugar inolvidable. ¡Disfrútalo!

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    27 de junho de 2014

    Luiz Othero

    Business designer e facilitador do Tropos Lab


    educaçãoinovaçãotecnologia

    Leitura: 4 min

    Modelos de negócios inovadores

    Modelos de negócios inovadores

    Durante a 10ª Semana do Meio Ambiente do Inhotim, tivemos a oportunidade de nos aventurar em um workshop de Business Model Generation, a partir do acervo de arte contemporânea e botânica do Instituto. O Business Model Generation é um livro que funciona como manual prático e eficaz para compreender, projetar, testar e implementar modelos de negócios.

    Escrito em colaboração entre 470 profissionais de 45 países diferentes, o livro resultou em uma metodologia simples e assertiva, que permite emergir o potencial criativo e intuitivo a partir de uma linguagem visual. Ao mesmo tempo, ele assegura uma estrutura lógica e racional, transformando a maneira de criar, representar e comunicar modelos de negócios. O workshop foi inspirado nessa publicação e os métodos nele propostos foram apresentados e testados pelos participantes.

    Em um mundo em constante transformação, precisamos de ferramentas que acompanhem a velocidade das mudanças que vivenciamos. O Business Model Generation conta com um quadro, chamado de Canvas, em que os nove elementos que compõem um modelo de negócio são projetados. Com o passar do tempo, as relações que influenciam seu negócio mudam, o cenário fica favorável ou desfavorável e, como nos dias atuais isso acontece em uma velocidade absurda, o Canvas permite que rapidamente uma reconfiguração de seu modelo seja estabelecida.

    O vídeo a seguir explica, de maneira simples, o Business Model Canvas:

    Ao trabalhar o tema dentro do Inhotim, fomos privilegiados com as reflexões que pudemos absorver dos acervos. A obra True Rouge (1997) foi a escolhida para ser observada no início do nosso workshop e, por isso, a que mais contribuiu com o nosso processo de inspiração. Os participantes visitaram a galeria em que está instalada, expandiram os limites de seu potencial criativo para se entregar a um processo intuitivo, colaborativo e multidisciplinar de geração de modelos de negócios. Em diversos momentos do workshop, reflexões provenientes da observação da obra ajudavam no aprendizado das novas ferramentas de geração de modelos de negócio e na expansão da capacidade de reflexão e criatividade dos participantes.

    Os resultados foram surpreendentes. O clima de confiança foi rapidamente estabelecido após observar e compartilhar reflexões da obra de arte e a criatividade e colaboração apareceram de forma natural ao longo de todo o tempo do workshop. Os participantes conseguiram absorver o conteúdo rapidamente e partiram para a prática. Durante o preenchimento do Canvas, as dúvidas apareciam e se resolviam dentro do próprio grupo, quase sem a intervenção do facilitador. O Business Model Generation powered by Inhotim foi testado e validado!

    Quer conhecer mais sobre o método Canvas? Então visite o site oficial do Business Model Generation, em que é possível fazer o download do modelo do quadro.

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    23 de junho de 2014

    Redação Inhotim


    gastronomiatamboril

    Leitura: 2 min

    Camarão no Linguado

    Camarão no Linguado

    Aprenda a fazer esse delicioso prato do Tamboril, um dos restaurantes do Inhotim que oferece variado cardápio de gastronomia internacional.

     

    Ingredientes

    2 kg de filé de Linguado

    1 kg de camarão Rosa

    2 colheres de manteiga

    1 alho-poró cortado em rodelas

    2 cebolas raladas

    Azeite extravirgem

    Limão e sal a gosto

    Modo de preparo

    Tempere o filé de peixe e os camarões com sal e limão e reserve. Esprema as cebolas já raladas em uma peneira para retirar toda água, que deve ser diluída na manteiga derretida. Passe o linguado nessa mistura. Em seguida, faça um medalhão com cada filé, recheando um a um com dois camarões.

    Em um refratário, coloque os medalhões e regue-os com o restante da mistura de água das cebolas e manteiga. Leve-o para assar ao forno médio por, aproximadamente, 30 minutos, coberto com papel alumínio. Após esse período, retire o papel e deixe corar por mais dez minutos, sem deixar o molho secar.

    Separadamente, refogue o alho-poró no azeite e jogue-o sobre os medalhões já assados. Sirva acompanhado de arroz com alho e salada de rúcula?.

    Rende 6 porções

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