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  • 12 de abril de 2016

    Redação Inhotim


    arteinhotimprogramação culturalvisita

    Leitura: 3 min

    Amigos do Inhotim tem dedução no Imposto de Renda

    Dúvidas frequentes

    O que é o benefício fiscal de incentivo à cultura?

    Pessoas físicas podem optar pela aplicação de parte de seu Imposto de Renda em projetos culturais previamente aprovados pelo Ministério da Cultura, considerando os limites e condições estabelecidos na Lei Federal de Incentivo à Cultura, a Lei Rouanet.

    Que valor posso doar com o benefício do incetivo fiscal?

    O valor da doação deve respeitar o teto de 6% do total de imposto devido no ano. Para saber quanto você pode doar, utilize como referência o valor de imposto devido na declaração do ano anterior.

    Quem pode doar e deduzir do imposto de renda?

    Todo cidadão que realiza a declaração anual de Imposto de Renda e utiliza o formulário completo pode fazer a dedução do valor total de sua doação, respeitando-se o limite de 6% do imposto apurado no ano.

    Qual é o comprovante da doação realizada?

    A partir da confirmação do pagamento, o Instituto Inhotim emitirá o Recibo de Mecenato que será enviado por e-mail para o doador com as informações a serem utilizadas no momento de fazer o preenchimento da Declaração Anual de Imposto de Renda. O Recibo também é encaminhado para o Ministério da Cultura, que informa a doação para a Receita Federal.

    Como são aplicados os recursos das doações incentivadas dos Amigos do Inhotim?

    Parte significativa da manutenção do Inhotim, exposições, projetos educativos e programação cultural são viabilizados por meio do Plano Anual de Manutenção e Atividades, aprovado pelo Ministério da Cultural. É para essas ações que os recursos do programa são direcionados.

    Se tiver alguma dúvida no momento de preencher a Declaração Anual, há um guia passo-a- passo disponível em nosso site. 

    Você também pode entrar em contato por meio de nossos canais de atendimento: amigos@inhotim.org.br e 31-3571-9717.

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    23 de março de 2016

    Redação Inhotim


    Leitura: 4 min

    Nos bastidores do Inhotim, lixo orgânico é transformado em adubo

    Nos bastidores do Inhotim, lixo orgânico é transformado em adubo

    Todos os dias, às 7h da manhã, a jardineira Maria Aparecida Oliveira vai até o Jardim Veredas para iniciar a varredura das folhas secas. Depois de limpar e podar a parte pela qual é responsável, ela concentra tudo em barris que logo mais serão levados pelo encarregado de jardinagem do Inhotim, Gerlado Farias, para um espaço fora da área do Parque, onde é feito o processo de compostagem. A técnica, segundo ele, recicla o lixo orgânico gerado, como folhas, serragem e sobras dos restaurantes do Instituto, para transformá-lo em adubo. “Assim, toda a matéria retirada volta à natureza em um processo inteiramente natural, transformada em adubo que vai ser usado para o plantio e forração de canteiros do Inhotim”, diz Geraldo.

    No processo de compostagem,  os micro-organismos, como fungos e bactérias, são responsáveis pela degradação de matéria orgânica, provocando assim a redução das sobras de alimentos e de outros resíduos recolhidos no Inhotim. Neste composto orgânico gerado estão diversos nutrientes minerais necessários para o crescimento e desenvolvimento das plantas, por exemplo nitrogênio, fósforo, potássio, cálcio e magnésio.

    As plantas recolhidas pelos jardineiros é levada para espaço onde são trituradas por uma máquina. Foto: William Gomes

    As plantas recolhidas pelos jardineiros são  levadas para espaço onde são trituradas por uma máquina. Foto: William Gomes

    Além de Maria Aparecida, mais 13 jardineiros trabalham neste procedimento dentro do Parque. Depois da varredura, todas as folhas secas recolhidas passam por uma máquina para serem trituradas e distribuídas na primeira camada da compostagem. Logo depois, é adicionado o esterco, a serragem e os restos de alimento, nessa ordem. A última camada é novamente de esterco, finalizando essa parte do processo com um banho de água. De acordo com Geraldo, a partir daí, é necessário fazer um controle de 15 em 15 dias do material acumulado, revirando, adicionando água e fazendo uma mistura de modo que a temperatura da pilha fique em torno de 65°C. “Esse acompanhamento vai acelerar a fermentação e formar o adubo. Em três meses o composto vai estar pronto para ser usado nos jardins”, explica.

    Desde a varredura até o dia em que o composto volta para o jardim em forma de adubo são cerca de 80 dias, tempo necessário para que os micro-organismos possam agir no composto. Assim, com um pouco de paciência, é possível transformar aquilo que parece ser dispensável em um importante composto para ajudar a florir um jardim inteiro.

     

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    19 de fevereiro de 2016

    Flávia Azevedo

    Amiga do Inhotim, pesquisadora e curadora independente,


    Leitura: 3 min

    Arte, natureza e literatura na Biblioteca Inhotim

    Arte, natureza e literatura na Biblioteca Inhotim

    Desde que me aventurei pelo caminho da curadoria, venho prestando bastante atenção em espaços de convivência para leituras, estudos e pesquisas. Como frequentadora assídua do Instituto não deixo escapar detalhes de qualquer cantinho que seja.

    Em minha última visita, me deparei com uma interessante – e importante – descoberta. Não era mais uma surpreendente galeria, obra de arte ou espécie botânica, mas sim uma singular biblioteca no Centro de Educação e Cultura Burle Marx.

    Fiquei impressionada pelo vasto acervo de mais de 6 mil títulos não só sobre arte moderna e contemporânea, mas também botânica e muito mais. Títulos especiais, minuciosamente catalogados, dos mais diversos artistas e editoras, nacionais e internacionais.

    Além dos livros que se aprofundam nas coleções de arte do Inhotim, o acervo também contempla livros biográficos dos artistas, catálogos de exposições e bienais, textos diversos e várias outras obras literárias relacionadas aos diversos movimentos artísticos e história da arte.

    O acervo é ímpar. Me deparei com singulares livros de arte que não são fáceis de encontrar em bibliotecas ou livrarias hoje em dia, assim como edições raras que já não são produzidas mais.

    Ah, e não podia deixar de mencionar o lúdico do ambiente. A biblioteca é um espaço de convivência – silencioso, claro -,  fantástico que convida diferentes tipos de públicos e leitores, inclusive os mirins. Recomendo a visita para pesquisadores, estudantes e todos que se interessam por artes plásticas, fotografia, história, literatura e botânica. O espaço é propício para breves leituras numa tarde chuvosa e também para aqueles que buscam debruçar-se em longos projetos de pesquisa.

    Frequentar a Biblioteca do Inhotim, me faz refletir cada vez mais sobre o papel destes espaços na sociedade contemporânea. Assim como os museus, é preciso pensar a biblioteca como importante espaço de convivência cultural que estimula nossa imaginação e relação com a cultura.

    E essa é a proposta da Biblioteca do Inhotim, convidar o público para uma experiência rica em conhecimento que contempla uma coletânea de obras literárias que envolve toda a essência do Instituto. Afinal, arte, natureza e literatura são um excelente convite.

    Imagine um rico acervo literário situado no meio de toda a exuberância da natureza em uma das paisagens mais únicas de Minas Gerais. Como disse o filósofo Cícero, “se temos uma biblioteca e um jardim, temos tudo”.

    Conheça a Biblioteca do Inhotim.  De segunda a sábado de 09:00 às 17:00.

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    03 de fevereiro de 2016

    Lilia Dantas

    Supervisora de Arte e Educação do Inhotim


    brumadinhocomunidadeeducaçãoinhotim

    Leitura: 5 min

    Retrospectiva Laboratório Inhotim 2015

    Retrospectiva Laboratório Inhotim 2015

    O Laboratório Inhotim, realizado pelo instituto desde 2007, atende anualmente 30 jovens moradores de Brumadinho e seus distritos rurais, matriculados na rede pública de ensino local. O projeto busca a formação continuada desses jovens para o desenvolvimento de um olhar crítico com relação à sociedade, criativo diante dos desafios e tolerante diante da diversidade.

    A cada ano o Laboratório faz um recorte no universo da arte contemporânea para conhecê-lo melhor. Recortar, para nós, é desenhar um ponto de partida. Neste ano, o recorte escolhido foi o corpo como forma de expressão, e a rua, o corpo coletivo, como espaço de atuação. Tudo isso investigando o museu como referência principal. Ao final dessas experiências, encerramos nossa jornada refletindo sobre o futuro e suas impermanências.

    No início do ano, dançamos. Conduzidos pela coreógrafa mexicana Alma Quintana, nossos jovens de 13 a 16 anos aceitaram o convite para conhecer melhor as possibilidades de expressão contidas nos seus próprios corpos. A vergonha e a insegurança deram lugar a movimentos novos e surpreendentes para cada um deles. Para além de dançar, todos estavam começando a entender a que tipo de experiências o Laboratório os levaria.

    Em seguida, iniciamos nossa pesquisa sobre a rua, conceito que se tornou cada vez mais importante no decorrer dos meses. Em Brumadinho, descobrimos lugares abandonados e esculpidos pelo tempo, conhecemos um enorme forno feito de barro que fica no quintal da casa do Geovani, participante do projeto, e provamos os maravilhosos biscoitos de polvilho feitos pela sua avó. Vimos beleza nos muros das casas que, na sua maioria, fazem um pequeno recuo para abrigar, do lado de fora, os padrões de energia elétrica. “Sair do padrão”, então, passou a significar intervir nesses espaços e entender o que mais eles poderiam abrigar. Aprendemos que intervir no espaço público requer responsabilidade. Foi preciso negociar com os vizinhos e envolver os passantes na história que queríamos contar.

    Nossa relação com a rua foi intensificada quando decidimos realizar, pelo segundo ano consecutivo, o Festival de Rua. Dessa vez, ele aconteceu no distrito de Aranha e foi chamado de Festival Korocupá, palavra nova que a gente inventou para misturar Cor+Ocupação. Visitamos a praça local, observamos seus detalhes, medimos suas dimensões, e a partir dessa coleta preparamos tudo para que aquela praça fosse tomada pelos nossos jovens, pelos moradores da região e por visitantes de outras partes do município. Artistas locais se apresentaram, oficinas foram realizadas para crianças e adultos e, no final do dia, uma grande explosão de cores no estilo Happy Holi cobriu toda a praça!

    Depois de tanto trabalho, era hora de voltar a olhar e refletir sobre nós mesmos. Para isso, mergulhamos mais fundo no acervo de arte contemporânea do Inhotim em busca de referências e inspiração para que cada participante pudesse desenvolver a sua própria ideia para um trabalho de arte. Esse foi, talvez, o processo mais difícil para todo o grupo. Nem sempre é fácil mergulhar em nossas próprias inquietações para gerar algo a ser visto, exposto. O tema dos trabalhos foi, por escolha do grupo, o futuro. Nossa exposição, por fim, se chamou “Tomara: Proposições Para Um Futuro Qualquer” e trouxe pinturas, desenhos, vídeos, fotografias e instalações feitas pelos jovens.

    E, por falar em futuro, em 2016 o Laboratório Inhotim atenderá sua décima turma e ampliará seu universo de investigações. A partir de agora, além de pesquisar a arte contemporânea e suas manifestações, passaremos também a explorar questões importantes acerca do meio ambiente, usando para isso o acervo botânico do Inhotim. Para nós educadores, isso significa uma oportunidade de expandir e complexificar nosso olhar sobre o Inhotim e de experimentar novas maneiras para transpor todo esse estímulo para nossos processos educativos.

    Acompanhe ao longo do ano outras postagens que revelarão a memória do projeto educativo mais antigo do Instituto. Comemoraremos juntos dez anos de projeto, cerca de 300 jovens atendidos e muitas boas histórias pra contar.

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    01 de fevereiro de 2016

    Raul Cânovas

    Paisagista, professor e escritor


    Leitura: 3 min

    A Magia do paisagismo no Inhotim

    A Magia do paisagismo no Inhotim

    Visito este lugar antes mesmo de ser inaugurado. E nesses anos todos, depois de tantas e tantas caminhas pelo parque – sempre acompanhado por dezenas de alunos de paisagismo – ainda fico deslumbrado com a exuberância dessa vegetação que parece querer reconstruir uma paisagem edênica. Nós, paisagistas, um pouco pretensiosamente, queremos sempre reinventar esse Paraíso perdido, narrado em tantos textos religiosos. Aliás, se me ocorre que a mesma palavra que nos religa às coisas divinas, também pode ser empregada para religar nos com as paisagens bucólicas que perderam espaços para as cidades.

    Não consigo deixar de lado os aspectos insondáveis que as paisagens encerram e fico penalizado quando sou obrigado a assistir jardins onde as plantas são obrigadas a fingir uma verdejante felicidade. É por isso que passear no Jardim Botânico Inhotim é uma experiência tão singular; a naturalidade dos cenários transbordantes de verdes, as trilhas ondulantes que revelam sempre novas perspectivas e sua flora riquíssima com aproximadamente 5 mil espécies, fazem desses jardins um exemplo de coisa genuína, de algo que reconforta e devolve a fé numa natureza que tanto tem a oferecer.

    Tudo isto nos motivou a dar um curso onde todos: paisagistas, arquitetos, engenheiros agrônomos e florestais, biólogos, botânicos, designers de interiores, colecionadores de plantas e amantes da natureza, possam apreender os fundamentos do paisagismo tropical e de sua flora, vivenciando essa magia que me emociona desde sempre.

    Paisagem do Inhotim vai ser usada como cenário do curso de Raul Cânovas. (Foto: William Gomes)

    Paisagem do Inhotim vai ser usada como cenário do curso de Raul Cânovas. (Foto: William Gomes)

    Curso de Paisagismo
    Raul Cânovas, especialista em paisagismo com mais de 50 anos de experiência, vai realizar o primeiro Curso de Paisagismo do Inhotim. O evento acontece em 11, 12 e 13 de março e tem foco no paisagismo tropical e sua flora. Durante os três dias, os participantes irão visitar os jardins e realizar conversas no Teatro do Instituto. O curso tem valor de R$ 660,50 e há descontos para estudantes, maiores de 60 anos, participantes do Programa Amigos do Inhotim e também para quem fizer matrícula até 19 de fevereiro. As vagas são limitadas e os interessados devem acessar o link www.jardimcor.com/inhotim para inscrição e mais informações.

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