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  • 11 de dezembro de 2018

    Redação Inhotim


    Leitura: 4 min

    Movimentos que se transformam em sons

    Movimentos que se transformam em sons

    Depois de conhecer o pesquisador suíço Frédéric Bevilacqua em uma residência em Portugal, a coreógrafa e também pesquisadora Thembi Rosa se sentiu instigada pela mistura da tecnologia com dança que ele propõe em seus trabalhos. Fréderic é diretor do Centro de Interação do Movimento de Música Sonora do IRCAM em Paris, e criou a plataforma CoMo, que trabalha a interação entre movimento e som por meio de um aplicativo de celular que responde com diferentes sons aos diferentes movimentos. No começo do mês de dezembro, os dois vieram ao Inhotim, junto das  as artistas Margô Assis e Dorothé Depeauw, para uma oficina de improvisação e dança, misturando a tecnologia de Fréderic aos exercícios de concentração e dança de Thembi. O encontro foi uma oportunidade de provocar nas pessoas uma percepção sobre o próprio corpo, fortalecendo a importância dessa reflexão.

    A oficina “Interasomover _ coMo bamboo R-IoT” começou com os exercícios trazidos por Thembi de sua performance “Parquear”, trabalho já realizado no Inhotim em 2015. Nesse momento, o grupo foi convidado a elaborar uma coreografia espontânea usando bambus em itinerários que conectam pontos entre as pessoas, fazendo a leveza, a delicadeza, o lirismo, o tempo, o ritmo e o silêncio se encontrarem de diversas formas. Logo depois, Frèderic apresentou a plataforma CoMo aos participantes, explicando que ela foi criada com o objetivo de provocar a consciência da relação dos gestos com os sons, e a forma como elas possam ser exploradas. Depois disso, era hora de brincar com os sons e os movimentos, acionando os arquivos sonoros da plataforma CoMo com gestos, exercícios e danças improvisadas. Com um aparelho grudado ao corpo conectado ao aplicativo, era possível brincar com os sons. O braço mexia e se ouvia um barulho de chuva. As pernas levantavam e vinha o som de um relógio. Se o pé balançava, era o som de um rio… Quando todos os sons se juntavam, a dança virava uma orquestra.

    Para Thembi, para a fruição de qualquer obra de arte é importante que as pessoas tenham uma percepção de seu próprio corpo. “Eu acredito que a dança pode atuar muito nesse refinamento da nossa percepção. A interação do som com o movimento permite abrir essa escuta, com a presença do corpo ativando nossos sentidos, ajudando a gente a se relacionar com os mais diversos tipos de arte. Dançar é também se entender.”

    A oficina foi uma oportunidade de fazer do Inhotim, mais uma vez, um espaço para múltiplo formatos artísticos, para além das artes plásticas, se firmando como um ponto de encontro entre eles. Aqui, é possível exercer a liberdade de sentidos e descobrir as diversas provocações trazidas pelas experiências artísticas, sejam elas dentro da galeria ou fora.

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    06 de novembro de 2018

    Redação Inhotim


    Leitura: 3 min

    Jovens do Laboratório Inhotim fazem performance inspirada em Hélio Oiticica

    Jovens do Laboratório Inhotim fazem performance inspirada em Hélio Oiticica

    Nesta quarta-feira (7/11), os jovens e as jovens que integram o projeto educativo Laboratório Inhotim irão realizar uma ativação poético-performática, nos lagos do Inhotim. Nove barcos de papel em grande formato serão lançados na água do lago próximo ao Restaurante Oiticica, transportando de uma margem a outra mensagens escritas em pequenos pedaços de papel. A ação parte de uma pesquisa e de uma reflexão realizada pelos jovens ao longo do ano sobre o conceito de ateliê, partindo de uma frase de Helio Oitcica que afirmava que “Museu é o Mundo”.

    Nesse ano de 2018 os jovens e as jovens que integram o projeto educativo Laboratório Inhotim se debruçaram sobre o significado de “ateliê” e sobre as diversas possibilidades, investigações e desdobramentos que cabem nesta palavra. Nesse movimento, o ateliê foi, no início, tratado como ateliê espaço físico, depois se transformou em papel, em caderno, em caminho, em comida, em corpo, em pele, em espaço “vazio” para gritar, em um antigo forno para queima de carvão, em visita á capital mineira e outros museus, em palavra falada, escrita e cantada, em roupas nunca usadas.

    Durante esse exercício houve uma ruptura para o conceito de museu, bem como sobre a relação do expectador e a experiência com a obra de arte, a exemplo da enfática frase de Hélio Oiticica. A ativação será uma oportunidade de explorar o museu de uma forma diferente, com a participação dos integrantes do projeto, de funcionários, funcionárias e visitantes que serão convidados a refletir sobre as diversas possibilidades de se expandir o conceite de ateliê. Assim, fazendo uso da nossa, boa e velha licença poética, queremos através das cores que flutuarão em forma de barco de papel, lançados no lago/ateliê, dizer em alta voz: “Ateliê é o mundo”.

    A performance acontece nesta quarta-feira (7/11), às 14h em frente ao Restaurante Oiticica. Participe!

    *O projeto Jovens Agentes tem o patrocínio da Vale e da Aliança Geração de Energia por meio de Lei Federal de Incentivo à Cultura.

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    01 de novembro de 2018

    Redação Inhotim


    botânicacomunidadeinhotimmeio ambiente

    Leitura: 3 min

    Carinho e cuidado nos jardins do Inhotim

    Carinho e cuidado nos jardins do Inhotim

    comum encontrar flores pelo Inhotim durante todo o ano, não só na primavera. São diferentes formas, cores e cheiros que enriquecem a experiência no Instituto. No entanto, a estação marca o início de outro ciclo: o trabalho das equipes de propagação de espécies botânicas. Funcionárias e funcionários ficam parte do dia no Ateliê do Viveiro Educador. Em outra, percorrem o Inhotim em busca de sementes e de plantas que podem ser multiplicadas.

    Dona Gracinha, funcionária do Inhotim desde 2009, corta os galhos de crossandra. Com cuidado e carinho, ela pega os galhos e os junta na mão. Retira as folhas e os reduz em pequenos pedaços para serem plantados em vasinhos na estufa. “Todos os dias eu coloco as mãos na terra. As plantas que ficam em volta de mim são minhas amigas. A gente conversa, a gente se entende! Trato elas com o maior carinho. Deve ser por isso que há nove anos eu não preciso mais tomar remédio. É saúde”, afirma.

    Além do corte dos galhos, a equipe também percorre os jardins em busca de sementes. O jardineiro Frank Ferreira fica de olho no chão e na copa das árvores para coletá-las. Também adota estratégias para obter maior quantidade. “Deixamos sombrites em alguns locais para incrementar a coleta. Em outros, há pequenos vasos onde as sementes já caem. Isso facilita nosso trabalho”.

    Quem também tem os olhos bem treinados é o Walter da Silva. O jardineiro parece mergulhar em meio às grandes folhas de antúrios, em busca de sementes. As dessa espécie são envoltas por bolinhas vermelhas, que as protegem. “Temos que fazer esse trabalho respeitando a natureza. Afinal, alguns bichinhos comem as sementes”.

    Todo o material coletado vai para a estufa. As sementes germinam em pequenos vasos e se desenvolvem no local. Dependendo da espécie, a planta é encaminhada para o sombrite, onde se adapta às condições climáticas ou vai direto para os jardins. Atualmente, o Inhotim tem cerca de 4.500 espécies botânicas para enriquecer a sua experiência e o conhecimento sobre plantas nativas e exóticas. Aproveite nossas visitas mediadas gratuitas que acontecem todos os dias ou a visita com o engenheiro agrônomo Juliano Borin que ocorre aos segundos sábados do mês.

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    05 de outubro de 2018

    Redação Inhotim


    artebotânicacomunidadeeducaçãoprogramação culturalvisita

    Leitura: 4 min

    Um dia de aula de expografia no museu-escola

    Um dia de aula de expografia no museu-escola

    Como é a nossa relação com as plantas, sobretudo, as medicinais? Como uma experiência multissensorial pode mudar nossa relação com a natureza? Para ajudar a responder essas questões e conscientizar sobre como podemos explorar os recursos naturais ao nosso redor de maneira sustentável, a artista australiana Janet Laurence realizou uma Residência Educativa no Inhotim, com os projetos Jovens Agentes Ambientais, Jovens Agentes, Laboratório Inhotim e Encontro Marcado.

    Por três dias, funcionárias e funcionários do Instituto, além de jovens integrantes desses projetos, tiveram contato com chás preparados com plantas cultivadas no Jardim de Todos os Sentidos. A elaboração da bebida foi feita de outra maneira: uma estrutura semelhante a de um laboratório, com balões, tubos de ensaio e um instrumento para aquecer água foram usados para a artista realizar, na entrada do Viveiro Educador, o Workshop Elixir, laboratório de expressão ecológica e sustentável que proporciona maior contato com plantas medicinais, aromáticas e comestíveis. Os participantes da Residência serviram para os colegas chás de vários sabores: hortelã, açaí da mata atlântica, alecrim e tomilho. “A grande lição desse dia é que devemos aproveitar mais a natureza, fazer mais experimentos com elementos naturais e experimentar novos sabores. Acho que esse workshop poderia ser feito com legumes, frutas e verduras”, contou a jovem Yasmin Pâmela, que participa da turma do Laboratório Inhotim de 2018.

    Para Ana Carolina Sales, bolsista de iniciação científica no Laboratório Inhotim, a Residência vai auxiliar na pesquisa que realiza no projeto. “A Janet nos ensinou outra maneira de fazer chás. Achei interessante porque isso está relacionado ao objeto do meu estudo, que é patrimônio imaterial. Estou coletando receitas de chás elaboradas na minha família para fazer aqui no Inhotim. Penso em analisar o uso medicinal dessas bebidas. O Workshop Elixir pode me ajudar no preparo das bebidas”.

    Pela primeira vez, Laurence realizou a atividade com adolescentes. “Gostei da experiência porque todos participaram e se divertiram. O Inhotim é um lugar incrível. Adorei essa união de natureza e arte. Obrigada por tudo”, afirmou a artista, emocionada.

    A supervisora de educação Júlia Torres conta que, durante a estadia de Laurence em Brumadinho, a artista manifestou muita alegria e satisfação por realizar o trabalho com adolescentes. “O objetivo do Workshop Elixir é sensibilizar as pessoas no uso dos recursos naturais de maneira sustentável, fazendo-as repensar a relação com a natureza. Para a artista, as ações educativas fazem a diferença em um espaço como um museu, pois proporciona difundir conhecimento para além dos limites de uma Instituição Cultural, algo que ela não teve em outros museus.”
    Janet Laurence é australiana e participou do IV Seminário Internacional de Educação, realizado nos dias 13, 14 e 15 de setembro.

    Educativo Inhotim

    *O projeto Jovens Agentes tem o patrocínio da Vale e da Aliança Geração de Energia, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura. Já o projeto Laboratório Inhotim conta com o patrocínio da Vivo, também por meio da Lei de Incentivo à Cultura. 

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    28 de setembro de 2018

    Redação Inhotim


    Leitura: 3 min

    Inhotim participa pela primeira vez da ArtRio

    Inhotim participa pela primeira vez da ArtRio

    Nesta semana o Instituto Inhotim participa, pela primeira vez, da ArtRio, feira internacional de arte que acontece entre os dias 27 e 30 de setembro na Marina da Glória, no Rio de Janeiro. O Instituto vai apresentar ao público seus dois programas de apoio – Amigos do Inhotim e Ciclo de Patronos –, em que pessoas físicas podem contribuir para a manutenção e perenidade da Instituição. Tem presença confirmada o diretor Executivo do Inhotim, Antonio Grassi, e Patronos do Museu, entre eles o colecionador mineiro Guilherme Teixeira.

    No sábado, dia 29, compõe a programação uma conversa da diretora artística adjunta do Inhotim, María Eugenia Salcedo, com o artista Luiz Zerbini. Após uma residência artística no Instituto em 2016, o artista criou uma série de obras que serviu como ponto de partida para a concepção de gravuras exclusivas que são presenteadas a quem participa do programa Patronos Inhotim. Durante a conversa, Zerbini vai falar sobre sua arte e trajetória, seu projeto de monotipias e a parceria com o Instituto.

    Para desenvolver o figurino da equipe, o Inhotim contou com a parceria das marcas Zak, Skazi e Anacapri (BH Shopping), de Flávia Salvador.

    *Durante o evento, o Inhotim realizou, junto com a agência de turismo Belvitur, um concurso cultural. Quem se participou deveria escrever por que desejava visitar o Inhotim. Quem levou o prêmio foi a Denise Marques, com a frase: “Quero conhecer o Inhotim porque o meu avô achava que lá era um lugar de sonhos. Eu quero ver o que ele sonhou.”

     Serviço:

    29/09 (Sábado)
    15H- 16h- Conversa com o artista Luiz Zerbini
    Conversa da María Eugenia Salcedo com o artista Luiz Zerbini sobre sua arte e trajetória, seu projeto de monotipias e a parceria com o Instituto Inhotim.
    Convidado: Luiz Zerbini (artista)
    Mediadora : Maria Eugenia Salcedo (Diretora artística adj. do Instituto Inhotim)

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