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  • 23 de março de 2017

    Redação Inhotim


    inhotimmeio ambienteprogramação cultural

    Leitura: 4 min

    As plantas que vivem nas águas do Inhotim

    As plantas que vivem nas águas do Inhotim

    As macrófitas, popularmente conhecidas como plantas aquáticas, têm importantes propriedades no funcionamento do ecossistema. Aqui no Inhotim, elas podem ser vistas principalmente no Jardim Veredas e na Estufa Equatorial. Uma importante característica das macrófitas é a ligação que elas estabelecem entre o sistema aquático e os ambientes terrestres que as cercam. Além de serem fonte de alimento para muitos peixes, elas fazem parte da alimentação de mamíferos que gostam de ficar em ambientes úmidos, como as capivaras. Essas plantas são abrigo para pequenos animais que vivem na água. Conheça um pouco mais sobre a alface-d’água, a aguapé e a orelha-de-onça, plantas que crescem nas águas do Inhotim:

    – A alface-d’água (Pistia stratiotes) é uma espécie encontrada em rios e lagoas ricas em matéria orgânica. Ela vegeta em todo tipo de água doce, seja pura, barrenta, poluída ou parada. Essa espécie ocorre nos biomas de Floresta Amazônica, Caatinga, Cerrado, Mata Atlântica e Pantanal. Outra propriedade da Pistia é seu uso como removedor de óleos e graxas de tecidos. Para usá-la dessa forma, é preciso deixar a planta alguns dias dentro de um balde com água, para liberarem o princípio acre, e depois esfregá-las no tecido. As raízes, após cozidas, também constituem uma boa forragem para porcos. Aqui no Inhotim, elas compõem a bonita paisagem do Jardim Veredas.

    A alface- d´água pode ser vista no Jardim Veredas. Foto: William Gomes.

    A alface- d´água pode ser vista no Jardim Veredas. Foto: William Gomes.

    – A aguapé (Eichhornea azurea) é uma planta aquática fixa nativa e com ampla distribuição em território brasileiro. É comum vê-la formando um tapete verde no espelho d’água dos lugares onde habita, proporcionando a proliferação de uma grande quantidade de invertebrados. Uma de suas principais vantagens é agir como um filtro natural, já que é capaz de incorporar em seus tecidos uma grande quantidade de nutrientes que atuam sobre as moléculas tóxicas de águas poluídas, conseguindo absorver até mesmo metais pesados, como mercúrio, cádmio e níquel. Aqui no Inhotim, elas são cultivadas na Estufa Equatorial e no Jardim Veredas.

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    A aguapé é cultivada também na Estufa Equatorial do Inhotim. Foto: William Gomes.

    – A orelha-de-onça (Salvinia auriculata) é uma planta aquática flutuante livre muito utilizada para a purificação e oxigenação da água. Além disso, contribui como lugar de desova, abrigo e hábitat para organismos aquáticos e como alimento de capivara, insetos, caramujos, aves e peixes. Onde há essa plantinha, há boa qualidade de água. Você pode ver de perto a orelha-de-onça no pequeno lago do Jardim Veredas e no cultivo da Estufa Equatorial do Inhotim.

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    A orelha-de-onça é uma planta muito usada na purificação de águas poluídas. Foto: Willy Silva

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    13 de março de 2017

    Redação Inhotim


    Leitura: 4 min

    Escola de Cordas Inhotim dá início ao 5º ciclo

    Escola de Cordas Inhotim dá início ao 5º ciclo

    Três vezes por semana, Flander Cristian Souza Silva, 15 anos, sai da cidade de Sarzedo, onde mora, para frequentar os ensaios da Escola de Cordas Inhotim. O menino ficou sabendo do projeto do Instituto por uma prima e resolveu procurar as formas de participar, já que sonhava aprender viola. “Eu sempre procurava por aulas abertas e nunca conseguia. Quando comecei a frequentar os ensaios aqui no Inhotim, eu percebi que minha vontade de tocar em uma orquestra era possível”, relembra. Neste sábado, os alunos do projeto deram início a mais uma temporada de aulas junto ao maestro César Timóteo.

    Em funcionamento ininterrupto desde a sua implantação em abril de 2012, a Escola de Cordas conta com o patrocínio exclusivo da Vale desde o início e dá a 90 jovens a oportunidade de uma formação musical gratuita em instrumentos sinfônicos de corda (violino, violoncelo, viola e contrabaixo acústico) para crianças e jovens. Eles são prioritariamente estudantes da rede pública de ensino e residentes de Brumadinho e municípios ao redor. No sábado, os alunos estiveram no Parque com seus familiares para serem apresentados ao plano didático de 2017.

    Durante os encontros semanais com os jovens, o maestro busca fazer da música um compromisso e um prazer na vida dos integrantes do projeto. “A convivência com esses jovens alunos revela o quanto são talentosos e as possibilidades de desenvolvimento artístico e musical que lhes espera”, afirma Timóteo. De acordo com o ele, os alunos chegam, em sua maioria, ainda pré-adolescentes, sendo possível acompanhar de perto o amadurecimento deles ao longo do ano. “A música estudada, pensada, analisada, sentida e percebida rouba-lhes as cenas tristes da realidade que muitos deles enfrentam na vida pessoal. Para quem não tinha caminho, a música se torna uma possibilidade, um sonho, um objetivo, um alvo. Pouco a pouco passam a se sentir artistas dentro de um mundo criado e idealizado pelos sons, melodias e acordes antes desconhecidos”, analisa.

    Os encontros acontecem no Centro Educativo Burle Marx, possibilitando que o grupo tenha um contato direto com os acervos do Inhotim e com toda a programação desenvolvido no Instituto. Para Flander, essa é também uma chance de trabalhar a sensibilidade não só no campo musical. “Aqui eu estou sempre descobrindo coisas novas”, diz. A colega Isabella Soares, de 14 anos, integra o projeto desde o primeiro ano e é apaixonada pelo violino. Segundo ela, existe uma relação direta entre as composições da Escola de Cordas com os jardins do Instituto. “As músicas têm muito a ver com a natureza do Inhotim, elas transmitem para mim a mesma paz que encontramos aqui”, conta.

    Se você estiver caminhando pelo Centro Educativo Burle Marx nas quartas, quintas e sextas e escutar o som dos instrumentos, sinta-se convidado a assistir um ensaio e conhecer de perto a Escola de Cordas Inhotim.

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    10 de março de 2017

    Redação Inhotim


    arteexposiçãoinhotim

    Leitura: 6 min

    Galeria Doris Salcedo reabre após processo de restauro

    Galeria Doris Salcedo reabre após processo de restauro

    Uma grande obra da Coleção Inhotim está novamente aberta para a visitação do público. Neither [Nenhum (dos dois), 2004], trabalho da artista colombiana Doris Salcedo inaugurado no Instituto em 2008, foi completamente restaurado, assim como a galeria em que está instalado. Este é o primeiro grande projeto de restauro realizado pela instituição e reafirma o compromisso do Inhotim em exibir, de forma permanente, obras de arte contemporânea.

    A recuperação de Neither foi realizada em três etapas. Inicialmente, uma intervenção arquitetônica na galeria modificou o acesso do público ao prédio e criou uma antecâmara climatizada para evitar a exposição direta da obra às condições externas. Em seguida, a casa de máquinas do pavilhão foi ampliada para receber novos equipamentos de monitoramento, que vão garantir parâmetros climáticos mais homogêneos e lineares, mesmo com a variação de temperatura e umidade no ambiente exterior, como é comum no Inhotim.

    Após as adequações, foi possível iniciar a terceira e mais complexa etapa: o restauro da obra. “Em Neither, Doris Salcedo trabalha de forma inédita combinando materiais não convencionais como placas de gesso e metal. Precisamos considerar que trabalhos de arte contemporânea como este são concebidos pelos artistas em momentos de experimentação e, muitas vezes, para exposições de curto prazo. No Inhotim, nosso desafio é realizar pesquisas contínuas sobre os processos, materiais e conceitos utilizados para garantir a perenidade do acervo e o acesso do público”, avalia a diretora artística adjunta da instituição, María Eugenia Salcedo.

    Durante cinco meses, 15 restauradores trabalharam diretamente com a equipe técnica do Inhotim, além de cientistas, engenheiros químicos, especialistas em corrosão de metais e laboratórios de análises de materiais. A complexidade do projeto passou, inclusive, pela escolha da cor da tinta a ser usada na recuperação. Uma análise da superfície da obra identificou 56 padrões diferentes de branco, que serviram como ponto de partida para que os técnicos realizassem diversos ensaios e formulações até que se chegasse aos dois tons adotados.

    Para o gerente da área técnica do Inhotim, Paulo Soares, o projeto gerou uma valiosa produção de conhecimento científico para o Instituto. “Exibir e preservar são pilares de uma instituição museológica e também um desafio ímpar. Expor ao público significa submeter o acervo a diversas fragilidades, como incidência de luz e variações climáticas. Por outro lado, um acervo armazenado e de acesso restrito perde sua máxima potência. Buscar atuar entre estes dois eixos é, não só um desafio, mas uma experiência única”, afirma.

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    Sobre artista e obra
    Nascida em Bogotá, na Colômbia, desde a década de 1980 Doris Salcedo realiza trabalhos que promovem um forte diálogo com contextos políticos e sociais. Diversas histórias de violência do século 20, como as guerrilhas que há décadas marcam a história da Colômbia, surgem como referências e ponto de partida para suas esculturas e instalações.

    Neither articula-se com o interesse da artista por intervenções na arquitetura, mais diretamente com um dos paradigmas da sala de exposições moderna: o cubo branco. Um espaço segregado do exterior com proporções idealizadas e iluminação contínua, proporcionando uma experiência mais “pura” e “neutra” com a arte. No entanto, na instalação uma grade foi presa às paredes, com mínimas diferenças em sua repetição. Ao mesmo tempo carregada de emoção e quase invisível, a obra relaciona-se com a arquitetura dos campos de concentração, mas também com os aparatos de segregação tão presentes nas grandes cidades do mundo todo. Ao mesmo tempo em que são paredes que protegem, são grades que prendem e separam – sem, contudo, ser nenhum dos dois.

    Para Sergio Clavijo, representante do estúdio da artista e responsável pelo acompanhamento do restauro, apesar de Neither não ter sido pensada para ser permanente, a série de camadas de trabalho nas placas de gesso lhe conferiu esse caráter. Por outro lado, é uma obra que dialoga com outros lugares: “Há ali uma característica de espaço neutro, que quando vivenciado evoca outros espaços. Mais que falar de uma questão da Colômbia, do Brasil ou da América Latina, Neither fala de uma questão humana”, reflete.

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    20 de janeiro de 2017

    Redação Inhotim


    carnavalhoráriovisita

    Leitura: 5 min

    Carnaval 2017 no Inhotim

    Carnaval 2017 no Inhotim

    Alegria, alegria! Todos os dias de carnaval, o Inhotim estará aberto para visitação, inclusive na segunda.
    Do sábado até a Quarta-feira de Cinzas, o Parque abre das 9h30 às 17h30 e tem várias opções de programação pra você se divertir com a gente!

    Confecção de brinquedos para a folia
    Pra animar ainda mais a sua visita, a Estação Educativa convida adultos e crianças a construírem brinquedos para cair na folia! Cata-vento, lançador de confete e barangandãs vão fazer a alegria da meninada e colorir os jardins de Inhotim.
    Data: 25 a 28 de fevereiro
    Horário: 10h a 12h e 14h a 17h
    Local: Estação Educativa para Visitantes
    Público: livre
    Observações: a atividade será ofertada para 50 visitantes/dia

    Visita Temática – Movimento Neoconcreto
    O movimento artístico e literário conhecido como Neoconcretismo surgiu no final dos anos 1950 na cidade do Rio de Janeiro em oposição ao Movimento Concretista da cidade de São Paulo. Os neoconcretistas se opuseram ao excesso de dogmatismo e racionalismo expresso pelo movimento contrário, buscando enxergar a arte de forma mais subjetiva e sensível. Dentre os diversos artistas que participaram do Manifesto Neoconcretista, estão em exposição no acervo do Inhotim, Lygia Clark, Lygia Pape e Amílcar de Castro. A visita temática convida o visitante a refletir sobre a importância desse movimento considerado um divisor de águas na arte brasileira e como influenciou a produção de outros artistas.
    Data: 25 e 26 de fevereiro
    Horário: 10h30
    Local: Saída da Recepção
    Público: Livre
    Observação: 25 vagas, inscrição no local a partir das 10h

    Visita Panorâmica
    Conversa e reflexão sobre o espaço do Inhotim e seus acervos, explorando as várias possibilidades de percurso. Ao percorrer uma área do Parque, a visita dá ênfase ao projeto paisagístico e às obras dispostas nos jardins.
    Data: De terça a domingo
    Horário: 11h e 14h
    Local: Saída da Recepção
    Público: Livre
    Observação: 25 vagas, inscrição no local a partir das 10h30/13h30

    Restaurante Tamboril 
    Já imaginou poder jantar no Restaurante Tamboril aproveitando o frescor da noite no Inhotim? Nos sábados de fevereiro, o espaço gastronômico estará aberto das 19h às 23h30 com um menu especial preparado para receber quem quiser viver essa experiência, inclusive no carnaval.
    As reservas podem ser feitas pelo telefone: (31) 3571.9700

    Ingressos e como chegar
    Para maior agilidade na entrada do Parque, evitando filas, os ingressos podem ser adquiridos também pelo site do Inhotim (inhot.im/visite), além da bilheteria. O acesso ao Inhotim pode ser feito de carro ou de van e ônibus para quem está em Belo Horizonte. As vans saem do Hotel Holiday Inn, na Rua Professor Moraes 600, Bairro Funcionários, em todos os dias do feriado, com saída às 8h15 e retorno às 17h30. O valor da van é de R$ 60, incluindo ida e volta. Já os ônibus partem da rodoviária de Belo Horizonte, na Praça Rio Branco, 100, Centro – plataforma F2 – com saída também às 8h15. O preço é de R$ 33,05 a ida e R$ 32,50 a volta.

    Belvitur
    Se você quiser planejar sua viagem com outras facilidades e serviços complementares, como hospedagem, transporte interno no Inhotim e reservas nos restaurantes, pode também consultar a Agência Oficial de Turismo e Eventos do Inhotim, a Belvitur. O contato pode ser feito pelo site belvitur.com.br ou pelos telefones 031 3290-9090 ou 32909180. Qualquer outra dúvida, conte com a gente.

    Esperamos pela sua visita!

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    12 de janeiro de 2017

    Redação Inhotim


    Leitura: 2 min

    Novo local de saída das vans para o Inhotim

    Novo local de saída das vans para o Inhotim

    O ano começou com mudanças nos transportes até o Inhotim. Agora, as vans para o Instituto saem do Hotel Holiday Inn (R. Professor Moraes, 600, Funcionários).

    Confira os dias e horários do serviço oferecido pela Belvitur:

    Terça a sexta. Saída às 8h15 e retorno às 16h30.
    O serviço é confirmado com a efetuação de, no mínimo, 4 reservas e está sujeito a lotação.
    Sábados, domingos e feriados. Saída às 8h15 e retorno às 17h30.
    O serviço está sujeito a lotação.
    Valor: R$ 60 ida e volta.
    Para solicitar o serviço, é necessário efetuar a reserva com até 24h de antecedência pelos telefones (31) 3571-9796 ou (31) 99737-6366.
    É imprescindível a apresentação do voucher impresso e a entrega do mesmo ao motorista da van.

    Já os ônibus da Saritur continuam saindo da Rodoviária de Belo Horizonte.

    Dias e horários: De terça a sexta-feira: saída às 8h15 e retorno às 16h30. Sábados, domingos e feriados, saída às 8h15 e retorno às 17h30.
    Valores:
    Belo Horizonte –- Inhotim: R$ 33,05*
    Inhotim –- Belo Horizonte: R$ 32,50*
    *Valores sujeitos a alteração.
    Mais informações: Saritur – 0800 039 8846

    Para garantir seu ingresso on-line e evitar filas, acesse: inhot.im/visite

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