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  • 19 de outubro de 2016

    Lidiane Arantes

    Supervisora de Educação Ambiental


    Leitura: 4 min

    Ciência alimentando o Brasil

    A Semana Nacional de Ciência e Tecnologia é coordenada pelo Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações. O objetivo da semana é aproximar a população da ciência e da tecnologia através de atividades de divulgação científica, com linguagem acessível e por meios inovadores para estimular a curiosidade e motivar a população a discutir as implicações sociais da ciência e aprofundar seus conhecimentos sobre o tema “Ciência alimentando o Brasil”, escolhido pelo Ministério para ser discutido neste ano.

    Para elaboração da programação no Inhotim escolhemos três conceitos norteadores: valorização da agricultura familiar, segurança alimentar e agroecologia. Para refletir sobre esses conceitos tivemos como ponto de partida “o olhar” para o município de Brumadinho, onde estamos inseridos.

    No interior de Brumadinho, em Tejuco, temos o Assentamento Pastorinhas, um conjunto agrícola proveniente de reforma agrária. São 152 hectares de fazenda, dos quais 142 são áreas remanescentes de mata atlântica. Os 10 hectares que restam são os responsáveis para manter a renda de 20 famílias assentadas. As famílias produzem diversos cultivos que são vendidos em feiras e cuja renda é distribuída entre os assentados. Cada família tem uma área determinada para cultivar e a aposta deles foi na horticultura.

    O sistema de cultivo no Pastorinhas é o agroecológico, sem uso de venenos e com um cultivo o mais natural possível. De acordo com a Valéria, líder do Assentamento, em uma reportagem cedida ao Globo Rural, o nome Pastorinhas é em homenagem à resistência das mulheres. Além do trabalho no campo, as mulheres ainda precisam fazer o trabalho doméstico. Valéria afirma que “Pastorinhas é uma homenagem às mulheres que conduzem as famílias para uma vida melhor”. “É muito importante resguardar as sementes nativas criadas no assentamento, pois assim mantemos nosso acervo cultural, histórico e emocional. São sementes cultivadas há séculos que chegaram ao Pais pelo escravos ou são nativas do Brasil. Temos o papel de ser guardiões dessas sementes”, acrescenta Carneiro.

    20161018_ Assentamento Pastorinhas_ William Gomes-1010

    Assim, o Assentamento foi convidado para integrar as atividades da Semana Nacional de Ciência e Tecnologia no Inhotim por terem o compromisso de promover uma agroecologia cooperada visando a qualidade de vida em consonância com o mínimo de impactos negativos ao meio ambiente e por serem exemplo de uma prática agroecológica de sucesso que elucida os temas que desejamos discutir durante a Semana.

    Os agricultores do Assentamento criaram um banco com diversas sementes crioulas, todas de cultivos orgânicos. As sementes crioulas são um tipo antigo de sementes que guardam um repertório de seleção natural de milhares de anos. Adaptadas aos ambientes locais, são mais resistentes e menos dependentes de substâncias sintéticas. Elas contribuem para a diversidade alimentar e para a biodiversidade dos sistemas de produção. O Pastorinhas nos emprestou algumas sementes crioulas para serem apresentadas ao público, na atividade “Hoje é dia de Feira”. Além disso, durante a programação da Semana, representantes do Assentamento estarão disponíveis para um bate-papo sobre agricultura familiar. Saiba mais sobre a programação no link.

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    17 de julho de 2015

    Lidiane Arantes

    Supervisora de Educação Ambiental


    inhotimmeio ambienteproteção às florestasViveiro Inhotim

    Leitura: 3 min

    Dia de Proteção às Florestas

    Dia de Proteção às Florestas

    As florestas ainda ocupam cerca de 61% do território brasileiro, segundo o Ministério do Meio Ambiente. A necessidade de preservação desses biomas não está apenas na conservação da biodiversidade, mas inclui todas as funções sociais, econômicas e ambientais que uma área florestal desempenha. O Dia de Proteção às Florestas, comemorado em 17 de julho, nos convida a refletir sobre a importância da exuberante flora que ainda existe no Brasil.

    Quem visita o Inhotim, tem a chance de conhecer vários tipos de florestas, assim como espécies ameaçadas e em extinção que hoje crescem nos jardins do parque. Esse é um dos papeis do Jardim Botânico: incentivar a preservação dos biomas e das áreas degradadas pela ação humana.

    O trabalho realizado pela equipe do Instituto contribui a conservação das espécies ex situ, ou seja, fora de seu ambiente. Dentro do parque, acontece a replicação de um grande número de plantas, incluindo algumas com risco de extinção em seu habitat natural. A propagação da árvore Terminalia Acuminata, até então considerada extinta, foi uma das conquistas recentes. Após encontrar um único exemplar sobrevivente na Floresta da Tijuca, o Jardim Botânico do Rio de Janeiro presenteou o Inhotim com algumas sementes da árvore, que foram plantadas e cuidadas. Hoje, três mudas da árvore crescem na estufa equatorial.

    Um lugar especial no parque é o Viveiro Inhotim, onde há o ponto de encontro entre a Mata Atlântica e o Cerrado, dois biomas muito comuns no Brasil. Lá,  é possível sentir na própria pele o microclima dessas florestas e saber sobre o tipo de espécies botânicas que elas abrigam. Isso nos faz pensar quais ações temos praticado para a preservação da nossa flora e em como podemos agir, diariamente, na tentativa de preservar e valorizar essa riqueza natural que nos cerca.

    Baixe o PDF para saber mais curiosidades sobre o Espaço Mata Atlântica Transição Cerrado do Viveiro Inhotim.

    Visite e descubra as sensações que a nossa floresta pode te proporcionar!

    Terminalia Acuminata é uma das árvores raras que crescem fortes na estufa do Inhotim.

    Terminalia Acuminata é uma das árvores raras que crescem fortes na estufa do Inhotim.

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